O Público publicou no passado dia 23 de agosto uma reportagem sobre a Linha do Minho. Através de entrevistas com atuais e antigos utentes (onde se incluem associados e membros da direção da Comboios XXI) fala-se de expetativas e de frustações e da conveniência e viabilidade desta linha, na véspera do fim da sua eletrificação. Deixamos os nossos parabéns à jornalista Ana Cristina Pereira pelo excelente trabalho jornalístico.
27 agosto, 2018
Linha do Minho “não faz parte dos comboios do século XXI”
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01 agosto, 2018
Ligação Ferroviária a Paços de Ferreira - Possíveis traçados, estações e viabilidade
A Associação Comboios XXI, a pedido da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, realizou há cerca de um ano um estudo sobre a ligação do concelho de Paços de Ferreira à rede ferroviária nacional. Paços de Ferreira é um concelho relevantíssimo no norte litoral e nunca teve ligação ferroviária. Acreditando nós que o caminho de ferro é o transporte do futuro, aceitámos o convite da Câmara para realizar o estudo, que foi conduzido por Hugo Leandro.
Aqui fica a ligação (https://mega.nz/#!PIZUnaDK!10lZGiefdl9kAbf1tHPUlkcmaVVpTa6mKmI7-gIsinU).
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13 julho, 2018
Linha do Minho: e depois da eletrificação?
No próximo dia 27 de julho (sexta-feira) a Associação Comboios XXI organiza, juntamente com a Câmara Municipal de Barcelos, a sessão de informação "Linha do Minho: e depois da eletrificação?". A sessão terá lugar no Auditório Municipal de Barcelos. Começa às 17h30 e tem entrada livre. Contaremos com Pedro Marques, Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, para além de Miguel Costa Gomes, Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, e representantes da IP, da Mota-Engil e da CP. Aqui fica o programa:
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08 junho, 2018
Antena Aberta - Greve dos Ferroviários
No dia 4 de junho, Nuno Gomes Lopes, vicepresidente da Associação Comboios do Século XXI, falou sobre a greve dos ferroviários e sobre vários problemas da ferrovia nacional:
20 dezembro, 2017
Dia 20-12-2017
V.N. Famalicão
Cena 1:
O comboio suburbano vindo de Braga chegou a Famalicão às 10h02, conforme o horário, com a indicação «Aveiro». Entrou ao contrário do habitual na linha 3. O comboio estava completamente cheio e assim se manteve até Porto São Bento, enchendo ainda mais à medida que segui viagem.
Seguiu sem qualquer informação áudio ou visual.
Estava muita gente em pé e nem havia sinal do revisor.
À hora marcada, 10h45 o comboio chegou a São Bento.
Cena 2 (cont.):
O comboio que sai de Braga às 9h34, passou em Famalicão às 10h02, com indicação «Aveiro» e chegou a São Bento às 10h45, conforme o horário.
Questionei delicadamente em São Bento o maquinista por que razão o comboio seguia com a indicação «Aveiro», tendo o próprio respondido, com espanto: “Aveiro?!”.
Confirmei a informação e o revisor retorquiu “Se o Senhor o diz…”.
No entanto, foi verificar e, lendo “Aveiro”, pediu-me desculpa. O maquinista não sabia que o comboio estava a circular com a indicação «Aveiro».
“A culpa não é nossa”, disse.
“Vá ao Gabinete do Utente, na Estação de São Bento, e explique o que se passa. Nós até agradecemos.”
Fui ao Gabinete do Utente e vi um funcionário sentado a olhar para mim. Contei-lhe a história e o conselho do maquinista e o mesmo funcionário respondeu-me “Tem de escrever a reclamação aqui ou fazê-la na net”. Respondi que não tinha tempo e disse-lhe: “Deveriam ter aqui a possibilidade de receber a reclamação oralmente, ou por via de uma gravação”.
O funcionário respondeu-me, com alguma displicência que, atendendo à política de proteção de dados, tal não poderia acontecer.
Disse-lhe que autorizava a gravação.
Não era possível, pois nem meios para tal possuía, pelo que depreendi.
Vim embora!
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26 novembro, 2017
Editorial do Boletim n.º 11
É este o editorial do Boletim 11.
1 - O presente número do Boletim
mostra bem que a ferrovia está em
movimento, como referíamos em
editorial anterior. Parece que queremos inverter a tendência negativa
que sofremos de há longas décadas.
O futuro o dirá.
2 – Decorrem em bom ritmo as obras da eletrificação do troço Nine-Viana do Castelo (conclusão em Julho de 2018) e anuncia-se para muito breve a eletrificação do troço Viana-Valença (conclusão em fins de 2019).
3 – Estão em curso igualmente obras entre Covilhã e Guarda, revitalização da linha do Oeste e eletri- ficação da linha do Algarve.
4 – Problema continua a ser a eletrificação entre Caíde e Marco de Canaveses. Sacrifícios temporários, desde que curtos, para concluir as obras rapidamente são, a nosso ver, perfeitamente aceitáveis. A linha entre Nine e Braga esteve parada anos e hoje tem o movimento de que este Boletim dá conta.
4 – A segurança ferroviária tem sido preocupação constante da Associação e por isso não é de aceitar que haja desleixo na limpeza das faixas de segurança da linha férrea, em termos de vegetação.
5 – A Associação celebrou mais um protocolo, agora com o município de Barcelos e ele servirá, nomeadamente, para acompanhar de bem perto as obras de eletrificação que ali decorrem e para ajudar a levar o Alfa e o Intercidades - quer a Barcelos, quer a Viana do Castelo e posteriormente à Galiza.
6 – Este Boletim n.o 11 dá conta ainda de problemas que urge resolver (alargamento do troço Ermesinde-Contumil e sobrelotação na linha Braga-Porto).
2 – Decorrem em bom ritmo as obras da eletrificação do troço Nine-Viana do Castelo (conclusão em Julho de 2018) e anuncia-se para muito breve a eletrificação do troço Viana-Valença (conclusão em fins de 2019).
3 – Estão em curso igualmente obras entre Covilhã e Guarda, revitalização da linha do Oeste e eletri- ficação da linha do Algarve.
4 – Problema continua a ser a eletrificação entre Caíde e Marco de Canaveses. Sacrifícios temporários, desde que curtos, para concluir as obras rapidamente são, a nosso ver, perfeitamente aceitáveis. A linha entre Nine e Braga esteve parada anos e hoje tem o movimento de que este Boletim dá conta.
4 – A segurança ferroviária tem sido preocupação constante da Associação e por isso não é de aceitar que haja desleixo na limpeza das faixas de segurança da linha férrea, em termos de vegetação.
5 – A Associação celebrou mais um protocolo, agora com o município de Barcelos e ele servirá, nomeadamente, para acompanhar de bem perto as obras de eletrificação que ali decorrem e para ajudar a levar o Alfa e o Intercidades - quer a Barcelos, quer a Viana do Castelo e posteriormente à Galiza.
6 – Este Boletim n.o 11 dá conta ainda de problemas que urge resolver (alargamento do troço Ermesinde-Contumil e sobrelotação na linha Braga-Porto).
Urbanos do Porto. Comboios lotados desde o início da viagem
A oferta de comboios urbanos a norte do Porto tem-se revelado insuficiente para a procura que existe. Composições a menos e paragens desadequadas resultam em comboios lotados logo desde a estação de partida. Os períodos mais “críticos” são, naturalmente, as horas de ponta.
No sentido Braga-Porto, os comboios que partem às 7h21 e às 7h45 saem, da origem, com praticamente todos os lugares ocupados. No caso particular do comboio que sai às 7h45 de Braga, n.º 15212, ele é habitualmente constituído por duas automotoras e efectua paragens em Nine, Famalicão, Trofa, São Romão, Ermesinde, Águas Santas/Palmilheira, Rio Tinto, Contumil, Porto Campanhã e Porto S. Bento. O comboio sai de Nine quase cheio - e ainda tem pela frente oito paragens. O comboio das 7h21, n.º 15208, por sua vez, circula apenas com uma automotora e pára mais três vezes que o das 7h45. No sentido Porto-Braga, ao final do dia, a situação repete-se em moldes semelhantes.
Reestruturação dos horários e mais composições poderia resolver o problema
As populações de Ermesinde, Águas Santas/Palmilheira, Rio Tinto e Contumil são servidas pelos comboios urbanos procedentes e com destino a Braga, Guimarães, Penafiel e Caíde. No período de hora de ponta da manhã e no sentido Ermesinde-Porto, apenas um comboio em 16 não pára em todos aqueles apeadeiros (o n.º 15184, que vem de Guimarães). Ora, é evidente que o número de passageiros que utilizam os apeadeiros entre Ermesinde e Campanhã não é determinante para a lotação de um comboio, mas é também evidente que essas populações estão muitíssimo bem servidas a nível de comboios urbanos.
A Associação Comboios XXI questiona se não seria conveniente uma forma mais eficaz de gestão do tráfego de comboios, de modo a disponibilizar um melhor serviço para os utentes de todos os comboios - sem prejuízo para os utentes daquela zona. Uma proposta a equacionar é a circulação directa entre Ermesinde e Contumil. Paralelamente, ou em alternativa, alguns comboios poderiam circular com duas automotoras - haja, para isso, material circulante disponível.
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| Nelso Silva |
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Para concluir a electrificação entre Caíde e o Marco, IP quer fechar o troço durante três meses
A Infraestruturas de Portugal (IP) quer encerrar o troço
entre Caíde e Marco de Cavaneses enquanto decorrerem as obras de conclusão da electrificação naqueles
16 km. Tal como a Associação Comboios XXI adiantou no
seu site no passado mês de Setembro, a empresa está a
preparar, ao mesmo tempo, a conclusão da electrificação e a renovação de toda a via férrea, para evitar mais
obras no futuro.
Numa sessão de esclarecimento que decorreu no mês de Setembro no Marco de Canaveses, a IP fez duas propostas: ou encerrar totalmente o troço para concluir as obras em três meses, ou manter a circulação de comboio para concluir as obras em 12 meses. Agora, a empresa decidiu-se pela total interdição à circulação.
Autarcas temem que passageiros se afastem do comboio
Ao jornal Público, os autarcas de Peso da Régua e de Mesão Frio manifestam preocupação com a decisão da IP. O autarca da Régua, José Gonçalves, diz que a decisão foi unilateral e está preocupado com o isolamento a que toda a linha entre Marco e Pocinho vai ficar votada. Já o presidente da câmara de Mesão Frio está totalmente contra o encerramento temporário. Alberto Pereira defende que as obras devem ser feitas nas “horas mortas” da circulação ferroviária. Além disso, teme que a procura baixe e que os passageiros se afastem em definitivo do comboio.
Numa sessão de esclarecimento que decorreu no mês de Setembro no Marco de Canaveses, a IP fez duas propostas: ou encerrar totalmente o troço para concluir as obras em três meses, ou manter a circulação de comboio para concluir as obras em 12 meses. Agora, a empresa decidiu-se pela total interdição à circulação.
Autarcas temem que passageiros se afastem do comboio
Ao jornal Público, os autarcas de Peso da Régua e de Mesão Frio manifestam preocupação com a decisão da IP. O autarca da Régua, José Gonçalves, diz que a decisão foi unilateral e está preocupado com o isolamento a que toda a linha entre Marco e Pocinho vai ficar votada. Já o presidente da câmara de Mesão Frio está totalmente contra o encerramento temporário. Alberto Pereira defende que as obras devem ser feitas nas “horas mortas” da circulação ferroviária. Além disso, teme que a procura baixe e que os passageiros se afastem em definitivo do comboio.
Também as empresas de turismo no Douro estão preocupadas com a eventual decisão da IP. Ao jornal Público,
a porta-voz de três empresas diz recear que as obras,
previstas para o Inverno, “resvalem para a Primavera”.
A Asssociação Comboios XXI está em contacto com a autarquia de Marco de Canaveses, cuja posição sobre esta
matéria será divulgada nos meios digitais da Associação.
CP ainda não foi avisada
O jornal Público contactou a CP, mas a empresa diz que ainda não foi oficialmente informada pela gestora da infra-estrutura. Caso a IP avance com a interdição de circulação, os passageiros ficarão sem ligação ferroviária ao resto do país, tendo a CP de, eventualmente, recorrer a autocarros. Além disso, os comboios ficarão “encravados” entre Marco de Canaveses e o Pocinho, sem acesso às oficinas da EMEF em Contumil.
CP ainda não foi avisada
O jornal Público contactou a CP, mas a empresa diz que ainda não foi oficialmente informada pela gestora da infra-estrutura. Caso a IP avance com a interdição de circulação, os passageiros ficarão sem ligação ferroviária ao resto do país, tendo a CP de, eventualmente, recorrer a autocarros. Além disso, os comboios ficarão “encravados” entre Marco de Canaveses e o Pocinho, sem acesso às oficinas da EMEF em Contumil.
| Na Linha do Douro, automotora espanhola da série 592, uma das cerca de 20 alugadas pela CP à Renfe/Gonçalo Costa |
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Breves: Boletim n.º 11
São estas as notícias breves do nosso Boletim n.º 11.
Infraestruturas de Portugal não guarda faixa de segurança entre vegetação e linha férrea
A IP é obrigada a cuidar da faixa de segurança contra incêndios flo- restais. Tal não sucede hoje, como resulta da observação quotidiana de quem circula nos comboios. Há zonas em que a vegetação está a pouco mais de um metro da via. Foi publicada em Outubro uma resolução do governo que insta a IP a proceder à limpeza das bermas da via. Porém, uma resolução não tem a “força” de uma lei. É um assunto a que continuaremos a dar atenção.
Infraestruturas de Portugal não guarda faixa de segurança entre vegetação e linha férrea
A IP é obrigada a cuidar da faixa de segurança contra incêndios flo- restais. Tal não sucede hoje, como resulta da observação quotidiana de quem circula nos comboios. Há zonas em que a vegetação está a pouco mais de um metro da via. Foi publicada em Outubro uma resolução do governo que insta a IP a proceder à limpeza das bermas da via. Porém, uma resolução não tem a “força” de uma lei. É um assunto a que continuaremos a dar atenção.
Há solução e projecto, mas
continua o estrangulamento
entre Contumil e Ermesinde
A duplicação do troço entre Contumil e Ermesinde, com que se passaria a ter quatro vias em vez das
duas actuais, continua na gaveta.
Por aquele troço de cerca de 8 km
têm de passar todos os comboios
a norte do Porto, ou seja, todos os
regionais do Douro e Minho, urbanos de Braga, Guimarães e Caíde
e ainda todo o longo curso de e
para Braga e Guimarães. Todos os
estudos e projecto estão feitos há
vários anos, mas falta o principal:
as obras. Até lá, os prejudicados
continuam a ser os utentes.
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18 novembro, 2017
CP assume avarias nos painéis informativos de quatro comboios urbanos do Porto
A CP - Comboios de Portugal admite que alguns comboios que fazem o serviço suburbano no Porto circulam com o serviço de informação aos passageiros (PIS, em inglês) avariado. Os utentes ficam impossibilitados de saberem, por exemplo, as horas ou as paragens que o comboio vai efectuar.
Em causa está tanto a informação visual nos painéis como a informação sonora, pelo que os passageiros cegos ficam completamente desorientados. A situação também se agrava quando anoitece ou quando circulam passageiros estrangeiros, especialmente turistas, que não conhecem a linha e precisam de saber a posição instantânea do comboio.
Questionada pelo Associação Comboios XXI sobre este problema, a CP diz que “existem, no momento actual, quatro unidades com o sistema PIS avariado”. Em relação a essas quatro unidades, a empresa garante estar “a providenciar a sua reparação, que se deverá concretizar a curto prazo”. “Todas as outras unidades têm o sistema em funcionamento”, esclarece.
A frota da CP tem 34 automotoras da série 3400, que fazem serviços do Porto para Braga, Guimarães, Caíde e Aveiro.
12 novembro, 2017
A ferrovia portuguesa está em obras. Como estão a correr?
Com um volume de investimento que chega aos 2 mil milhões de euros, o Plano Ferrovia 2020 é o maior pacote de investimento de sempre para o caminho-de-ferro português. Com intervenção em cerca de 1200 km de via, este plano coloca na Infraestruturas de Portugal (IP) muitos prazos e responsabilidades. No terreno há cerca de dois anos, a Associação Comboios XXI questionou a IP sobre o andamento das principais obras do Ferrovia 2020.
Linha do Minho: urbanos do Porto até Barcelos e ligações Lisboa-Corunha
As obras entre Nine e Viana do Castelo estão a decorrer a bom ritmo e os trabalhos já chegaram a Barcelos, com alteamento de plataformas. A IP prevê que este troço esteja pronto a operar em Julho de 2018. A linha restante, até Valença, “está em fase de contratação” e estará electrificada “no final de 2019”, diz a IP. Com as obras até à fronteira de Tui, será possível haver, mais tarde, por exemplo, ligações directas Lisboa-Corunha.
Covilhã-Guarda: 10 anos sem comboio
As obras vão arrancar “no início de 2018” e a linha “vai entrar em exploração em 2019”. A IP diz que é “uma das mais emblemáticas intervenções” do Ferrovia 2020, “pela sua complexidade e relevo”. Encerrado em 2009, o troço de 46 km terá também uma ligação (concordância) entre as linhas da Beira Alta e da Beira Baixa.
O princípio do fim da decadência da Linha do Oeste?
Unindo Agualva-Cacém à Figueira da Foz, esta linha é um exemplo paradigmático de abandono e de falta de investimento. Comboios velhos, desconfortáveis, atrasados, suprimidos — os problemas são diários. Mas a IP garante que “a modernização entre Meleças e Caldas da Rainha ficará concluída em 2020”.
Linha do Algarve: obra dividida em duas empreitadas
A electrificação da linha algarvia está dividida em duas obras distintas. De um lado, o troço Lagos-Tunes e, do outro, o troço Faro-Vila Real de Santo António. É uma linha tecnicamente fácil de electrificar. “Os trabalhos ficarão concluídos até final de 2021”, afirma a IP. Em estudo está também uma ligação da estação de Faro ao aeroporto.
05 novembro, 2017
Electrificação entre Caíde e Marco só vai ser retomada em Novembro de 2018
As obras para concluir definitivamente a electrificação entre Caíde de Rei e Marco de Canaveses só vão ser retomadas daqui a um ano, em Novembro de 2018. A informação foi transmitida pela secretaria de estado das infra-estruturas à autarquia de Peso da Régua, conta hoje o Jornal de Notícias (JN).
A Infraestruturas de Portugal (IP) vai mesmo encerrar à circulação aquele troço, de 16 km, entre Novembro de 2018 e Janeiro de 2019, meses durante os quais a afluência de passageiros é menor. Esta vontade já tinha sido manifestada publicamente pela empresa, mas a forma como o fez gerou controvérsia entre os operadores turísticos, receosos que as obras derrapassem para a Primavera ou Verão, época alta do turismo.
Para atenuar os transtornos causados ao utentes do comboio, a autarquia de Peso da Régua, explica o JN, revelou ainda que será criada, durante os três meses que durar a interdição, uma “rede de transportes que fará a ligação entre as duas estações [Caíde e Marco] no mais curto espaço de tempo possível”.
Inicialmente, para aquele troço, a IP apenas previa a electrificação e dotação de sinalização electrónica. No entanto, o avançado estado de degradação da via conduziu a ex-REFER a fazer uma reformulação do projecto. Desta forma, entre Novembro de 2018 e Janeiro de 2019, a linha entre Caíde e Marco estará não só electrificada mas também renovada na totalidade.
No entanto, essa renovação integral de via não vai trazer aumentos de velocidade aos comboios. A única diferença é que as composições não terão de andar mais devagar devido ao mau estado da via, como explicou o Público.
A autarquia de Peso da Régua informou ainda que, na reunião com a secretaria de estado das infra-estruturas e com outros autarcas da região, ficou também selado o compromisso de que as obras para electrificação entre Marco de Canaveses e Régua arrancarão no início de 2019.
13 outubro, 2017
Associação Comboios XXI e câmara de Barcelos celebram protocolo de colaboração
A Associação Comboios XXI e a câmara municipal de Barcelos assinaram um protocolo de colaboração. A autarquia e a associação juntam-se assim, formalmente, para "contribuir para a melhoria do serviço ferroviário de passageiros, em especial as ligações que possam beneficiar as populações do município de Barcelos".
As duas entidades vão ajudar-se mutuamente em iniciativas e actividades a organizar, bem como fornecer apoio logístico e técnico.
Este é um protocolo importante para a Associação e junta-se ao já celebrado com a câmara de Vila Nova de Famalicão, em Julho passado.
As duas entidades vão ajudar-se mutuamente em iniciativas e actividades a organizar, bem como fornecer apoio logístico e técnico.
Este é um protocolo importante para a Associação e junta-se ao já celebrado com a câmara de Vila Nova de Famalicão, em Julho passado.
19 setembro, 2017
Electrificação Caíde-Marco. IP propõe encerrar troço durante três meses, comissão de utentes está de acordo
Os 16 km entre Caíde de Marco de Canaveses deverão encerrar ao trânsito de comboios durante três meses, para que as obras estejam prontas em cinco. É a sugestão da Infraestruturas de Portugal (IP), que mereceu o acordo da Comissão de Utentes da Linha do Douro.
Esta foi a principal conclusão da sessão de esclarecimento sobre aquela obra que teve lugar no auditório da câmara municipal do Marco de Canaveses no passado dia 15 de Setembro. Além dessa proposta, que deverá ser posta em prática, a IP sugeriu ainda que a obra decorresse durante 12 meses, mas sem interdições na circulação.
Na sessão aberta ao público estiveram presentes vários ferroviários e autarcas locais, como o presidente da CM do Marco, Manuel Moreira (que não vai recandidatar-se nas próximas autárquicas), e Horácio Teixeira, representante da IP. A Associação Comboios XXI também se fez representar, com um elemento da sua direcção.
O último revés nesta inaudita obra foi a saída de cena da empresa ao cargo da qual estavam os trabalhos. O consórcio espanhol alegou “dificuldades financeiras” para fazer face às obras imprevistas nos três túneis, cuja complexidade surpreendeu a Isolux-Corsán.
A IP, entretanto, está a acelerar os projectos para aquele troço, tendo referido que pretende efectuar uma renovação integral de via ao mesmo tempo que conclui as obras de electrificação, para evitar perturbações futuras. Esses projectos "estarão concluídos durante o mês de Outubro", garantiu a gestora da ferrovia nacional. Ainda não se sabe ao certo, porém, quando recomeçarão as obras.
03 setembro, 2017
Breves: Boletim n.º 10
São estas as notícias breves do nosso Boletim n.º 10.
Falhas nos avisos sonoros nas estações e nos comboios
A Associação Comboios XXI presenciou e detectou falhas nos avisos sonoros nas estações e nos comboios. Mensagens são interrompidas e passageiros acabam por não reter nenhuma informação relevante sobre o comboio. Contactada, a Infraestruturas de Portugal “confirma” as falhas, garantindo que está “ao corrente da situação”. Também registámos falhas no interior dos comboios.
Comboios XXI apoia manifesto entregue por Paços de Ferreira em favor do comboio na cidade
O município de Paços de Ferreira reivindica a construção de linha férrea entre Valongo e aquela cidade. Fundamentando o pedido, o município entregou ao governo um manifesto e um documento técnico, que foi elaborado por Hugo Leandro, geógrafo, e por António Alves, membro da direcção da Associação.
No passado dia 13 de Julho, a Comboios XXI reuniu com o município, num encontro que foi promissor quanto à colaboração conjunta da entre a nossa associação e o município de Paços de Ferreira.
Editorial do Boletim n.º 10
É este o editorial do Boletim 10.
1. Precisamos urgentemente de um Plano Ferroviário Nacional (PFN) Um plano para o século XXI, pois é nele que estamos a viver. Um PFN implica linhas e comboios do nosso tempo.
2. O século XX, principalmente a segunda metade, foi negro para o transporte ferroviário: falta de visão estratégica, fecho de linhas e falta de investimento.
3. É contra isso que temos de lutar. Precisamos de uma rede ferroviária que cubra o nosso país de norte a sul e de leste a oeste tal como foi pensado no século XIX. Precisamos também de comboios modernos, nomeadamente nas linhas regionais.
4. Sabemos que não somos um país rico, mas também por isso precisamos de investir na ferrovia. Não podemos aceitar uma saída da rede ferroviária europeia, um PTEXIT.
5. O presente número do boletim (o n.º 10) continua uma publicação regular que vem desde junho de 2016 e dá notícias dos avanços (e atrasos!) na eletrificação das linhas.
6. A realização de uma sessão pública realizada em julho em Vila Nova de Famalicão sobre a eletrificação da linha do Minho marca um passo em frente da atividade da associação que é para continuar.
7. A Associação está atenta aos problemas de funcionamento do transporte ferroviário de que é exemplo a falta de um comboio, à noite, entre Porto e Braga e a falta de informação audiovisual em muitos comboios na mesma linha.
8. Para uma informação mais desenvolvida, os leitores deverão consultar o site e as redes sociais da Associação.
Vazio horário nos urbanos Porto-Braga
A Comboios XXI constatou existir uma lacuna no horário dos comboios urbanos no sentido Porto São Bento-Braga, nas últimas horas do dia. Entre as 22h45 e a 1h15, não há nenhuma ligação directa a Braga.
Questionada pela Associação Comboios XXI, a CP refere que o comboio 15201 sofreu alterações ao longo do tempo, sendo hoje à 1h15 “para garantir ligação ao último Intercidades procedente de Lisboa, com chegada a Campanhã à 1h09”. A CP justifica-se, ainda, dizendo que a “procura dos serviços urbanos tem menor expressão fora dos períodos de ponta, registando forte quebra no período nocturno”. E conclui: “Os últimos dois comboios Braga-Porto e último Porto-Braga não ultrapassam, em média, os 20 passageiros” cada.
CP deve ter em conta obrigação de serviço público
A Comboios XXI compreende os ajustes que foram feitos ao longo do tempo e reconhece a existência de alternativas para os passageiros que vêm do Sul, mas a verdade é que aquele vazio horário continua a existir. Há, diariamente, um intervalo de duas horas e meia durante o qual não existe nenhum comboio entre Porto e Braga.
Por considerar não ser um assunto interno da CP, mas um direito dos utentes, a Associação Comboios XXI pediu os dados que a empresa possui sobre o movimento e afluência de passageiros ao longo do dia no sentido Porto-Braga. Mas a CP não respondeu.
A Comboios XXI recomenda a criação de um novo comboio entre as 22h45 e a 1h15. Sendo natural que os comboios nocturnos não tenham tanta afluência como noutras alturas, é também necessário ter em conta a necessidade de prestação de serviço público por parte da CP. A ausência deste comboio por volta da meia-noite tem como efeito uma menor procura deste meio de transporte.
Beira Baixa com novos comboios dentro de dois anos
A linha da Beira Baixa terá novas composições daqui a dois anos, quando estiverem concluídas as obras entre Covilhã e Guarda. A garantia foi dada pelo secretário de estado das infra-estruturas, Guilherme W. d’Oliveira Martins, ao presidente da CM da Covilhã, Vítor Pereira.
Citado pelo semanário “Notícias da Covilhã”, o governante disse: “Logo que [as obras] estejam terminadas, vai chegar novo material circulante à linha da Beira Baixa”. Esta promessa surge na sequência de um protesto conjunto de autarcas da região, que reivindicam melhorias na ferrovia da zona. Desde 2009 que o troço Covilhã-Guarda está encerrado e desde 2011 que, para os serviços Intercidades, a CP utiliza automotoras eléctricas em vez de carruagens puxadas por máquina.
A Comboios XXI vê com muito bons olhos a promessa do governo.
A Comboios XXI vê com muito bons olhos a promessa do governo.
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Associação Comboios XXI assina protocolo de colaboração com câmara de Famalicão
As assinaturas de António Cândido de Oliveira, presidente da Associação Comboios XXI, e de Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, selaram um protocolo de colaboração entre as duas entidades. Paulo Cunha referiu o comboio como “factor de expansão do concelho” e a ferrovia como sendo um elemento “do futuro, não do passado”.
A Associação Comboios do Século XXI está também a ultimar protocolos de colaboração com outras autarquias locais, nomeadamente com Barcelos e Paços de Ferreira. Muito em breve, dar-se-á conta dos detalhes destes acordos.
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IP tenta recuperar atrasos acumulados e acelera projectos no percurso Caíde-Marco-Régua
Com as obras de electrificação entre Caíde e o Marco de Canaveses constantemente a derrapar, como demos conta no Boletim 10 e em posterior notícia mais desenvolvida, a Infraestruturas de Portugal (IP) está a tentar descontar o perdido. A empresa informa ter “iniciado o processo de contratação da nova empreitada”, para concluir definitivamente a electrificação e proceder a uma renovação integral de via (RIV) naquele troço.
Uma RIV consiste em substituir, na íntegra, carris, travessas e balastro. Por outras palavras, trata-se de fazer uma linha praticamente nova.
As obras nos túneis (que permitirão concluir a electrificação) e a RIV vão acontecer “numa empreitada única”, esclarece, em comunicado, a IP, cujo objectivo é ganhar tempo para fazer face aos atrasos recorrentes. O projecto, reformulado, para as obras nos túneis em Caíde e para a RIV estará concluído “durante o [próximo] mês de Outubro”.
Quanto ao troço entre as cidades do Marco e da Régua, a IP refere, no mesmo texto, que estão já em estudo as obras de electrificação, construção de sub-estações de tracção (espécie de “centrais eléctricas” que injectam a corrente na linha), RIV, intervenções em taludes e desnivelamento de passagens de nível.
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