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20 dezembro, 2017

Dia 20-12-2017

V.N. Famalicão 
Cena 1: 

O comboio suburbano vindo de Braga chegou a Famalicão às 10h02, conforme o horário, com a indicação «Aveiro». Entrou ao contrário do habitual na linha 3. O comboio estava completamente cheio e assim se manteve até Porto São Bento, enchendo ainda mais à medida que segui viagem. 

Seguiu sem qualquer informação áudio ou visual. 

Estava muita gente em pé e nem havia sinal do revisor. 

À hora marcada, 10h45 o comboio chegou a São Bento. 

Cena 2 (cont.):

O comboio que sai de Braga às 9h34, passou em Famalicão às 10h02, com indicação «Aveiro» e chegou a São Bento às 10h45, conforme o horário. 

Questionei delicadamente em São Bento o maquinista por que razão o comboio seguia com a indicação «Aveiro», tendo o próprio respondido, com espanto: “Aveiro?!”. 

Confirmei a informação e o revisor retorquiu “Se o Senhor o diz…”. 

No entanto, foi verificar e, lendo “Aveiro”, pediu-me desculpa. O maquinista não sabia que o comboio estava a circular com a indicação «Aveiro». 

“A culpa não é nossa”, disse. 

“Vá ao Gabinete do Utente, na Estação de São Bento, e explique o que se passa. Nós até agradecemos.” Fui ao Gabinete do Utente e vi um funcionário sentado a olhar para mim. Contei-lhe a história e o conselho do maquinista e o mesmo funcionário respondeu-me “Tem de escrever a reclamação aqui ou fazê-la na net”. Respondi que não tinha tempo e disse-lhe: “Deveriam ter aqui a possibilidade de receber a reclamação oralmente, ou por via de uma gravação”. 

O funcionário respondeu-me, com alguma displicência que, atendendo à política de proteção de dados, tal não poderia acontecer. 

Disse-lhe que autorizava a gravação. 

Não era possível, pois nem meios para tal possuía, pelo que depreendi. 

Vim embora!

03 setembro, 2017

Vazio horário nos urbanos Porto-Braga

A Comboios XXI constatou existir uma lacuna no horário dos comboios urbanos no sentido Porto São Bento-Braga, nas últimas horas do dia. Entre as 22h45 e a 1h15, não há nenhuma ligação directa a Braga.
Questionada pela Associação Comboios XXI, a CP refere que o comboio 15201 sofreu alterações ao longo do tempo, sendo hoje à 1h15 “para garantir ligação ao último Intercidades procedente de Lisboa, com chegada a Campanhã à 1h09”. A CP justifica-se, ainda, dizendo que a “procura dos serviços urbanos tem menor expressão fora dos períodos de ponta, registando forte quebra no período nocturno”. E conclui: “Os últimos dois comboios Braga-Porto e último Porto-Braga não ultrapassam, em média, os 20 passageiros” cada.

CP deve ter em conta obrigação de serviço público

A Comboios XXI compreende os ajustes que foram feitos ao longo do tempo e reconhece a existência de alternativas para os passageiros que vêm do Sul, mas a verdade é que aquele vazio horário continua a existir. Há, diariamente, um intervalo de duas horas e meia durante o qual não existe nenhum comboio entre Porto e Braga.

Por considerar não ser um assunto interno da CP, mas um direito dos utentes, a Associação Comboios XXI pediu os dados que a empresa possui sobre o movimento e afluência de passageiros ao longo do dia no sentido Porto-Braga. Mas a CP não respondeu.

A Comboios XXI recomenda a criação de um novo comboio entre as 22h45 e a 1h15. Sendo natural que os comboios nocturnos não tenham tanta afluência como noutras alturas, é também necessário ter em conta a necessidade de prestação de serviço público por parte da CP. A ausência deste comboio por volta da meia-noite tem como efeito uma menor procura deste meio de transporte.

06 abril, 2017

Jornal de Notícias

Na última terça-feira António Cândido de Oliveira, presidente da Associação Comboios XXI, foi entrevistado pelo Jornal de Notícias. O motivo foi o descarrilamento na Linha do Norte.


31 outubro, 2016

"Novo" Alfa vai circular em 2017


Como já tinhamos dado conta, o Alfa Pendular está a ser remodelado pela EMEF, empresa do grupo da CP. Depois de revista a parte mecânica, chega a vez do exterior e do habitáculo do comboio ganharem uma cara nova.




O primeiro Alfa remodelado deve sair das instalações do Entroncamento ainda em 2017, revelou o Presidente da CP ao Jornal de Notícias.

Depois de renovada toda a parte mecânica, chegou a vez do exterior e do habitáculo. O Alfa Pendular vai deixar de ser branco, vermelho e azul e adoptar o cinzento e o verde como cores identificativas, ganhando ainda um interior totalmente renovado.

Publicamente "vai ser percepcionado como um novo Alfa" que "em boa medida" é, revela Manuel Queiró. Durante os próximos três anos serão remodelados os 10 Alfas de que a CP, dispõe actualmente. Uma "operação indispensável, mas arriscada", pois "implica ter um no estaleiro, quando dez já não chegam", explica o gestor.
"Estamos mais próximos do limite e por isso é estratégico para a CP conseguir (...) meios alternativos, para suprir alguma falha. O programa de curto prazo de aumento de comboios é vital também por causa disso".
O investimento também é considerável. As intervenções em cada um vão custar 1,8 milhões de euros.

Electrificação da Linha do Minho divide Portugal e Espanha


O Presidente da CP espera que os espanhóis adoptem a mesma tensão que Portugal. Caso contrário, Portugal terá que arranjar comboios bitensão, iguais aos que o país vizinho já tem.




Na entrevista concedida ao Jornal de Notícias este domingo, Manuel Queiró revela-se satisfeito com o avançar da electrificação da Linha do Minho, mas diz esperar que os espanhóis optem por usar a mesma tensão que Portugal. Se não, a CP terá de arranjar comboios semelhantes aos que Espanha já tem. "Os espanhóis continuam com uma tensão diferente da portuguesa entre Vigo e a fronteira. Implicará um inconveniente para o lado português, porque os espanhóis têm comboios de bitensão e Portugal ainda não".

Questionado sobre se a CP dispõe de comboios capazes de entrar no território espanhol, o administrador garante que "ainda é cedo". "Não basta a electrificação do lado português, é preciso assegurar que se electrifica o lado espanhol, o que não está sequer programado. Nessa altura, esperamos já ter o reforço da frota de longo curso".
Alugar material circulante bitensão é uma hipótese: "Já temos material alugado aos espanhóis, pode ser que nessa altura se volte a alugar material de bitensão. Mas preferimos que as electrificações que Espanha planeia até à fronteira se ajustem à tensão usada em Portugal", declarou.

Igualmente vital é duplicar a via da linha: "É uma linha de via única (...) é preciso aumentar os locais de cruzamento, com duplicação de via".

Em relação à capacidade de o Celta se tornar um serviço rentável, o Presidente da CP não se compromete: "O ponto essencial neste comboio não é apenas a rentabilidade. Para o Noroeste é um comboio simbólico, de natureza política", assevera. Cifra o prejuízo do serviço nalgumas "centenas de milhares de euros", mas "garante que os números da exploração melhoraram".



Manuel Queiró analisa desafios da CP

Entrevistado este domingo pelo Jornal de Notícias, o presidente da CP faz um retrato do estado das principais questões que a empresa tem de resolver.




Reforçar a frota de comboios, terminar a electrificação das linhas estabelecidas, assegurar a linha do Douro e melhorar o serviço Alfa são alguns exemplos.
Assegurado que está "o financiamento europeu em linhas ferroviárias" é chegado "o tempo de investir nos comboios que lá circularão”, assegura o Presidente da Comboios de Portugal (CP), Manuel Queiró.
Com base no "equilíbrio das contas previsto para este ano, no aumento do número de passageiros e na paz laboral" revela-se apostado em "desafiar as forças politicas para uma estratégia ferroviária nacional". Seria "um absurdo investir milhares de milhões em infraestrutura ferroviária que seria desaproveitada sem mais e melhores comboios", declarou ao JN.

Comboios não chegam para as encomendas


Responder "ao crescimento acentuado da procura" é outra preocupação do homem-forte da CP. "Já temos comboios lotados e passageiros que não conseguem fazer a viagem que queriam". Segundo afirma espera "conseguir um crescimento atempado do material circulante. No curto prazo, o Governo e a CP já estão de acordo quanto à recuperação de material de reserva da EMEF. Há uma programação feita e uma execução a longo de 2017. Falamos de milhões de euros". Já no médio prazo, e falando de novos comboios, Manuel Queiró esclarece que não há acordo fechado com o Governo, mas diz que "a CP vai continuar a pressionar pela expansão da frota".

Na mesma entrevista, quando questionado acerca do número de comboios necessários para dar resposta à procura, não avança com um número concreto. Considera prioritário duplicar a frota de Alfas - uma preocupação justificada pelo facto de os Alfa e Intercidades serem "o serviço mais rentável da CP, responsável pela sustentabilidade financeira da empresa" - e revela que "o Governo vai cumprir um programa realista e efectivo de investimento". Falta contudo apoio para "o resto do longo curso e para os comboios de gama média", que "também têm de ser contemplados", alerta.


CP não investe em comboios novos há 12 anos

 

Foto: Gil Lemos
O Presidente da CP admite que a última vez que foi comprado um comboio novo foi há 12 anos, mas desvaloriza a questão: "o essencial é ter comboios em condições de segurança e conforto" e "Portugal tem um excelente conjunto de comboios".
Mais urgente são todos os projectos relacionados com a electrificação de linhas. "A tração eléctrica está a avançar no Minho e contamos com o mesmo no Algarve e Oeste". Questionado sobre se o plano de investimento governamental para a ferrovia serve os interesses da empresa, garante que "quer intervir de forma mais próxima na calendarização" e que os timings "não sendo óptimos, são satisfatórios".
 Manuel Queiró reforça a ideia de que "é altura de começar a planear o aumento da frota". Apesar de não se correr o risco de não haver comboios para as linhas renovadas, explica: "temos comboios rápidos cujo potencial não é aproveitado porque não temos linhas adequadas".
Já quanto à anunciada "paz laboral", revela que "as relações entre a gestão e os trabalhadores estão numa boa fase" e que espera que o dossier da contratação colectiva fique fechado "até ao final de 2017".

26 outubro, 2016

Renovação dos comboios é urgente, alerta Presidente da CP

Manuel Queiró alerta para a urgência de investir na renovação dos comboios que considera "um acto obrigatório de gestão pública".


No colóquio 160 anos do Caminho-de-Ferro em Portugal, a decorrer esta terça-feira na Assembleia da República, o presidente da CP - Comboios de Portugal alertou para a urgência de investimento na renovação da frota.
Manuel Queiró classifica-o como "um acto obrigatório de gestão pública" e lembra que tal não acontece "há uma dúzia de anos.

"Não podemos parar no tempo. Temos uma procura a pressionar a nossa oferta", reforçou, frisando que "há retornos que estão à espera".
O gestor assegura que o que a CP faz todos os dias com o material que tem é "um milagre", realçando o papel da Empresa de Manutenção de Material Ferroviário (EMEF), cujo futuro "é preciso assegurar".

Na sua intervenção, o presidente da CP recorreu à "experiência do passado, com os comboios Alfa Pendular" para mostrar que "esse investimento tem um retorno grande",  não devendo por isso subsistir "razões para hesitação no investimento na frota".

Segundo números apresentados, a CP deve chegar ao final de 2016 com cerca de 114 milhões de passageiros transportados, mais 7% do que em 2015, o que corresponde a um aumento de 12% nos rendimentos de tráfego, totalizando 230 milhões de euros.
Manuel Queiró lembrou ainda que "a CP não actualiza preços há vários anos", sendo o aumento das receitas resultado do aumento da procura nos comboios de longo curso.

19 outubro, 2016

CP lança venda de bilhetes pelo telemóvel

A nova aplicação permite pesquisar e comprar viagens nos comboios Alfa Pendular e Intercidades, sem passar pela bilheteira.




A CP, Comboios de Portugal, já tem disponível a compra de bilhetes para comboios Alfa Pendular e Intercidades através do telemóvel.
A aplicação móvel agora lançada permite planear e comprar viagens, bem como os complementos destas viagens nos serviços Regionais.

A ferramenta possibilita a compra de vários bilhetes em simultâneo, bem como a escolha de lugar, havendo ainda a capacidade de pesquisa de comboios pela estação mais próxima, através de georreferenciação.

Ao instalar a aplicação no seu telefone passa a poder também consultar todos os horários dos comboios da CP, e receber alertas e informações sobre a oferta de serviços da empresa.
A campanha de divulgação já teve início sob o slogan "Bilhetes à distância de um clique", tendo a empresa incluído um "manual de instruções" num vídeo já disponibilizado (que pode espreitar aqui).


14 outubro, 2016

Modernização da Linha do Minho com verbas repartidas até 2018


As obras de electrificação da Linha do Minho já têm verbas garantidas, mas serão escalonadas anualmente. Em 2016 não podem exceder os 1,8 milhões de euros.



A decisão governamental ganha forma através da portaria publicada em Diário da República, em vigor desde quarta-feira. 

As secretarias de Estado do Orçamento e das Infraestruturas autorizaram a repartição anual, até 2018, dos custos das obras de modernização e eletrificação da Linha do Minho, estimada em mais de 3,7 milhões de euros. 

De acordo com a portaria publicada em Diário da República, a Infraestruturas de Portugal (IP) fica autorizada a "reescalonar" os "encargos orçamentais decorrentes da execução do contrato", não podendo exceder, "em 2016 os mais de 1,8 milhões de euros; em 2017 cerca de 1,5 milhões de euros e, em 2018, mais de 337 mil euros". 

Em causa está a empreitada do troço Nine – Valença da Linha do Minho cujo "início ainda não ocorreu e em que o prazo de execução abrange os anos de 2016 a 2018".

Em Agosto, o Prof. Dr. António Cândido de Oliveira, da Direcção da Associação Comboios XXI, esclarecia assim a sua posição e a importância de todos os cidadãos se envolverem no processo.

Transportes públicos: 50% do IVA dos passes vai ser descontado no IRS




Foto: Tiago Miranda

 

Deduzir as despesas com transportes públicos no IRS vai ser possível no próximo ano. A má notícia é que é só o correspondente a 50% do IVA pago nos passes mensais.

 

 

Segundo informação recolhida pelo Observador, a despesa com passes mensais nos transportes públicos deve passar a ser deduzida no IRS, já a partir do próximo ano.
No entanto, o desconto abrange apenas 50% do IVA pago, que no sector é aplicado à taxa reduzida de 6 por cento.

A medida prevista na proposta de Orçamento do Estado 2017, aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, deixa igualmente de fora os títulos de transporte.

A dedução é válida para todos os membros do agregado familiar e aplica-se desde que a despesa conste das faturas comunicadas à Autoridade Tributária.

A comissão que, em 2014, propôs a reforma para a fiscalidade verde queria que metade dos gastos com a compra de passes fosse deduzido no IRS, até ao limite de 250 euros.

13 outubro, 2016

Era do Vapor e os 160 anos do comboio revisitados em imagem

Se vive em Lisboa ou no Porto e é um apaixonado pela ferrovia e por comboios de outros tempos, há eventos que não vai querer perder. Tome nota!



Na Estação de São Bento está patente até 23 de outubro a Exposição de Artes Plásticas "Lugares & Máquinas no Tempo".
Mais a sul, em Lisboa, o Instituto de História Contemporânea (FCSH/nova) recebe no dia 20 a conferência "Douro - Caminhos de Ferro e Terra (Identificação do território ferroviário pela fotografia)".


No âmbito da efeméride dos 160 anos do comboio em Portugal, a CP promove uma exposição de Artes Plásticas inspirada na temática.
A mostra "Lugares & Máquinas no Tempo" vai ter dois momentos distintos. O primeiro acontece na Estação ferroviária de Porto São Bento de 3 a 23 de outubro, das 10h30 às 19h30.
Num segundo momento, vai ser acolhida na Fundação Bienal de Cerveira onde ficará patente de 28 de outubro a 3 de dezembro.
Com curadoria de Jorge Velhote, inclui trabalhos de cerca de 30 artistas convidados, entre quadros a óleo, acrílico, aguarela, desenho e peças de barro alusivas aos comboios e estações ferroviárias.
Pode ver aqui o catálogo da exposição.


Já em Lisboa, o Instituto de História Contemporânea (IHC) promove no próximo dia 20, a partir das 18:00 horas, a conferência "Douro - Caminhos de Ferro e Terra (Identificação do território ferroviário pela fotografia)".
Duarte Belo (IHC) fará uma caracterização visual da Linha do Douro, com fotografias do património ferroviário captadas ao longo dos últimos 30 anos. A conferência, organizada no âmbito do projecto "Era do Vapor em Portugal", uma parceria deste instituto com a EDP, terá lugar no Auditório 002, da Torre A.

A protagonista - a Linha do Douro - começou a ser construída em 1875, seguindo-se a construção de um sistema integrado de vias ferroviárias que viria a permitir um acesso mais rápido a uma das regiões mais distantes da capital do reino. Eram a Linha do Tâmega, a Linha do Corgo, a Linha do Tua e a Linha do Sabor.
A via, entre a Régua e Lamego seria construída em todo o seu traçado, mas nunca terminada. Em 2008 é encerrado o troço entre o Cachão e a estação do Tua. Todas as outras vias - com a excepção da Linha do Douro, entre Campanhã e o Pocinho - já tinham sido encerradas. Era o fim de um ciclo; as consequências de uma política de transportes e acessibilidades que privilegiou o transporte rodoviário. A ferrovia dava lugar a caminhos de terra. É este período histórico que aqui pode revisitar.

11 outubro, 2016

Comboios Porto-Vigo ganham sistema de travagem automática

Depois do acidente que há um mês fez 4 mortos, CP e RENFE adoptam tecnologia que o teria impedido. A congénere espanhola já queria substituir o sistema antes.


Foto: Vigo al minuto

A composição que há um mês descarrilou em O Porriño, na Galiza, dispunha de um sistema analógico de travagem, como metade das automotoras desta linha. Desde segunda-feira, todos os comboios que fazem a ligação entre as cidades do Porto e Vigo passam a estar equipados com um sistema automático de travagem, que se sobrepõe à acção do maquinista.Com o ASFA Digital (Anúncio de Sinais e Freio Automático) - assim se chama o sistema, até aqui adoptado apenas em Espanha - "o maquinista não só tem de dar conhecimento que interpretou a informação relativa aos sinais de limitação de velocidade que lhe aparecem na via, como é obrigado a cumpri-los", noticia o Público. Em caso de excesso de velocidade o equipamento actua automaticamente, imobilizando o comboio.

Um sistema deste tipo teria evitado o acidente com o comboio Celta que causou a morte a quatro pessoas, entre as quais o maquinista português. O ASFA digital não deixaria que este se aproximasse da estação em excesso de velocidade. Recorde-se que a composição passou as agulhas da linha principal para uma linha alternativa a 118 Km, numa zona onde não podia exceder os 30 Km./hora.

A automotora que no dia 9 de Setembro fazia o serviço do primeiro Celta da manhã entre Porto e Vigo estava equipada com o ASFA analógico, um sistema mais antigo que depende do maquinista para travar a marcha do comboio, tal como metade das que fazem este trajecto.

A decisão foi tomada pela CP que explora este serviço em parceria com a Renfe. Contudo, ainda antes do trágico acidente, a congénere espanhola da CP já tinha intenção de instalar nesta linha o modelo mais seguro, em detrimento do analógico, revela ainda o mesmo diário.
De resto, a empresa tem vindo a fazê-lo gradualmente em todos os seus comboios e já anunciou que a partir de Janeiro todas as composições em Espanha deverão possuir o ASFA digital.

Na origem do acidente, para além de falhas técnicas e humanas, estará "um desfasamento de práticas e parâmetros técnicos de segurança entre entidades detentoras da infraestrutura e operadores de transporte", considera o investigador da Universidade do Algarve, Manuel Tão, citado pelo JN.

07 outubro, 2016

Mais de 4500 utentes queixam-se dos transportes públicos

Só no 1º semestre de 2016 os transportes públicos receberam mais de 4500 reclamações. Dessas, 655 foram endereçadas à CP.

 


Foto: António M.L. Cabral

Entre os meses de janeiro e junho deste ano, os transportes públicos portugueses registaram mais de 4500 queixas, revela em comunicado a Autoridade da Mobilidade e do Transporte (AMT).
O sector rodoviário é o mais penalizado, registando mais de metade do número total de queixas. Já o ferroviário - que inclui o comboio mas também as várias redes nacionais de metropolitano - até nem sai tão mal no retrato.
A Comboios de Portugal (CP) recebeu 655 reclamações, menos do que o Metropolitano de Lisboa (878 queixas) que lidera a lista, e que nos últimos dias tem feito correr muita tinta graças às falhas registadas no sistema de bilhetes em vigor.
Em relação à CP as queixas mais recorrentes prendem-se com "reembolso do valor do título" e o "incumprimento ou não afixação do horário de transporte".
Já no Metro de Lisboa são sobretudo os "elevadores, rampas, escadas e tapetes rolantes estarem fora de serviço" que mais têm desagradado.
No seu todo, o setor ferroviário, segundo números da Autoridade da Mobilidade e do Transporte (AMT), totaliza 1865 queixas. Para além das empresas já mencionadas, surge em terceiro lugar a Fertagus (193); seguindo-se o MTS - Metro Transportes do Sul (84) e o Metro do Porto (55).

Perante este cenário, e a avaliar pelo número de utentes que efectivam o seu descontentamento numa queixa formal, o setor portuário e o fluvial são os que menos têm decepcionado.
O setor portuário regista apenas três reclamações, todas relativas à APS - Administração dos Portos de Sines e do Algarve. A "inexistência ou falta de condições das instalações sanitárias" e a "não resolução de problemas identificados pelos clientes" são as razões.
Cenário bem diferente tem o setor fluvial que recebeu um total de 293 reclamações, distribuídas pela Transtejo (206) e pela Soflusa (87). A mais recorrente prende-se com a "não emissão de fatura ou recibo, com número de contribuinte, no ato da venda do título de transporte"

Pelo contrário, circular de transportes públicos pelas artérias da cidade não parece ser tarefa fácil. Segundo a AMT, o setor rodoviário obteve 2.273 reclamações.
A TST - Transportes Sul do Tejo lidera a lista (com 448), seguindo-se a Carris (257); a Rede Expressos (109); a Transdev (84) e a Vimeca (61). Em sexto lugar está a Scotturb (58), seguida da STCP - Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (49); da Barraqueiro (40); da Eva Transportes (34) e da UTC - União de Transportes dos Carvalho (33). O "incumprimento", a "não afixação de horários" e o "cancelamento do serviço sem aviso prévio" são as principais razões apontadas.



Links Relacionados:
Comunicado da AMT

16 agosto, 2016

CP renova 25 carruagens para Intercidades


A CP optou por renovar o parque do serviço Intercidades, colocando de lado, pelo menos para já, a hipótese de alugar material circulante mais recente a Espanha. A empresa ferroviária vai renovar 25 carruagens Sorefame que irão ficar ao serviço nos próximos anos e que estavam em bom estado no depósito de Contumil.

As carruagens que vão ser renovadas foram construídas nos anos 60 e 70 tendo sido fabricadas para velocidades máximas de 140km/h. Foram submetidas a uma validação prévia da sua condição estrutural, já que após a renovação irão passar a circular a mais de 200km/h. Todo o interior será removido, tal como foi feito nas 45 carruagens Sorefame modernizadas na década de 1990. Estas 25 carruagens elevam o parque de carruagens da rede Intercidades para 127 veículos.

A confirmação desta renovação acontece depois de a CP se mostrar optimista e satisfeita quanto aos resultados do primeiro semestre. Resultados que mostram um crescimento positivo no longo curso e nos comboios Intercidades e Alfa Pendular. Já no início do ano, tinha sido também anunciada a renovação dos comboios Alfa Pendular. Continua urgente, lembramos, o investimento nos comboios regionais e urbanos, com frotas envelhecidas, composições desactualizadas e insuficientes. É um passo necessário para que toda a frota da CP seja adequada às necessidades dos passageiros.

12 agosto, 2016

Linha do Minho: Eletrificação até 2020?

Pode ler-se no Boletim n.º 2 da Associação Comboios XXI (julho de 2016), fazendo eco do que foi dito nos meios de comunicação social que a linha do Minho ficará eletrificada entre Nine e Valença em 2020.

Esta foi a declaração feita, em Barcelos, pelo Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, mas foi apenas uma declaração política. E embora mereçam toda a atenção as declarações políticas, a realidade administrativa é outra coisa.

Para a eletrificação ser real importa que se adjudique a obra a um empreiteiro ( de qualidade) e isso implica abrir um concurso pela IP. Adjudicada a obra, importa que o contrato que lhe serviu de base tenha sido feito com todo o cuidado, prevendo a data de conclusão e entrega da obra (e não é o mesmo janeiro de 2020 ou dezembro do mesmo ano), o acompanhamento qualificado da mesma , medidas a tomar caso o empreiteiro não cumpra e aqui mais importante do que as sanções são as alternativas como, por exemplo, a entrega rápida a outro empreiteiro não vá suceder o mesmo que na eletrificação entre Caíde e Marco.

Ao mesmo tempo e noutro plano, importa que a CP adquira material circulante moderno (com instalações sanitárias!) e assim igualmente abra um concurso, acompanhe a sua execução e preveja medidas alternativas para o não cumprimento do contrato.

Assim sucederá?

É aqui que a opinião pública e com ela nomeadamente as autarquias locais tem um papel da maior importância. Isto não é assunto apenas da IP e da CP, é assunto que nos diz respeito, pois é para nós cidadãos utentes que as obras e a aquisição de material circulante serão feitas.

Por isso, importa desde já perguntar e saber estas e outras coisas: Sabendo-se que o concurso já foi aberto (estava previsto para março de 2016), a obra já foi adjudicada? E a quem? E como estamos de material circulante? Que composições vão ser adquiridas? Quais as suas características? E estarão operacionais em 2020?

Infelizmente, a informação quer da IP quer da CP estão longe de ser exemplo de boa relação com os cidadãos. Parece que estes são vistos por aquelas empresas como um estorvo e não como um aliado (ver o Boletim n.º 2 da Associação).

O nosso papel é antes de mais informar e assim faremos. Não é tarefa fácil quando quem tem a informação não a disponibiliza de modo claro, completo e fácil. O Alto Minho não pode ficar para trás numa linha que para sul é dupla e está eletrificada ( Nine-Porto) e para Norte ( na Galiza) está eletrificada e, em grande parte, tem já autoestradas ferroviárias.

Estamos seguros que as autarquias da região e a CIM do Alto Minho não descansarão na defesa dos direitos das populações respetivas.

António Cândido de Oliveira
(Direcção)

05 agosto, 2016

CP faz balanço positivo do primeiro semestre de 2016


Em comunicado a CP apresentou os números do primeiro semestre de 2016, mostrando-se optimista. Em relação ao mesmo período em 2015 houve um crescimento de 1,2% no número de passageiros transportados, o que corresponde a mais 665.000 passageiros transportados.

Continuam a ser os serviços Alfa Pendular e Intercidades as estrelas da empresa. Nesses serviços os resultados foram os mais expressivos, tendo 2,8 milhões de passageiros sido transportados nos comboios desses serviços, que cresceram 10,6%.
 
A maior parte dos passageiros, (são mais de 56 milhões) lembramos, viaja nos outros serviços. E continua a ser necessária a melhoria em várias frentes, quer na qualidade das composições que circulam, quer na adaptação dos horários e noutras questões que iremos continuar a acompanhar.

21 abril, 2016

Desculpe, mas o seu telemóvel está a estragar a minha viagem


O comboio é um excelente meio de transporte para trabalhar, mas viajar dentro de um escritório não agrada a toda a gente.


Marta apanhou cedo o Alfa de Lisboa para o Porto e preparava-se para dormitar durante a viagem. Mas, ao seu lado, um jovem quadro com o computador aberto e o telemóvel ao ouvido dava recados para a equipa com quem ia reunir-se. À frente, um homem de meia-idade, com um grande relatório lido e sublinhado, levantava dúvidas: “Quando dizes aqui tal e tal… não era melhor escrever tal e tal…?” Um terceiro indivíduo repetia que se tinha esquecido de desmarcar a reunião e transmitia pedidos e instruções várias para a empresa.

Metade do comboio vai “a despacho” num frenesim onde pontuam as conversas, mais ou menos altas, por telemóvel. Homens de negócios, empresários ou funcionários aproveitam o tempo para trabalhar sobre carris.

Mas o tempo pode ser aproveitado para outras coisas que não ouvir os problemas dos outros passageiros. A Marta apetecia uma viagem relaxada. Queria ter lido um romance e até trabalhar um pouco, sim, responder a e-mails, enviar recados por SMS. Mas, sobretudo, gostava de ter descansado, o que não conseguiu. Por isso, reclamou.

São muito poucos os passageiros que se queixam deste problema. Fonte oficial da CP diz que, em 2015, a empresa só recebeu cinco reclamações relacionadas com o ruído proveniente de conversas ao telemóvel — três de viagens no Alfa Pendular e duas nos Intercidades. Por isso, a transportadora não prevê criar zonas para clientes que não utilizem o aparelho, como já acontece noutros países.

Zonas de silêncio
A França foi dos primeiros a introduzir as voiture silence no TGV. O conceito evoluiu para os Espace Calme, existentes apenas na 1.ª classe e nas quais vigoram regras muitos específicas: “Discussões em voz baixa, uso de auscultadores, aparelhos electrónicos em modo silêncio”, informa a operadora ferroviária SNCF.

Na mesma página da Internet onde anuncia que procedeu à instalação nos comboios de novas e mais potentes antenas de recepção do sinal de telemóvel, a sua equivalente alemã, a Deutsche Bahn, informa os passageiros de que aumentou o número de “zonas silenciosas” destinadas “aos passageiros que desejam viajar mais calmamente”. Trata-se de carruagens com compartimentos “onde toda a actividade que provoque ruído (telefone e equipamentos de música, mesmo com auscultadores) será considerada indesejável”.

Nos caminhos-de-ferro ingleses os comboios têm várias carruagens onde só se pode conversar em tom de voz baixo e é proibido falar ao telemóvel. O mesmo acontece na Holanda nos comboios Intercidades. E mesmo na vizinha Espanha, onde falar alto faz parte da cultura, a Renfe introduziu no ano passado um bilhete denominado “coche silencioso” que permite viajar em alta velocidade em carruagens com uma iluminação menos intensa e nas quais não é permitido conversar ao telemóvel. O objectivo, anunciou o presidente da empresa, Júlio Gomez-Pomar, foi responder “a uma procura crescente de passageiros que viajam de manhã cedo, ou que pretendem aproveitar o tempo de viagem a descansar ou a trabalhar”.

Mas é precisamente esse o problema. Trabalhar implica — também — falar ao telemóvel. A CP diz que “o facto de ser possível utilizar comunicações móveis, de voz e dados, a par do espaço para trabalhar que existe nos comboios de longo curso, constitui uma diferenciação positiva importante” deste meio de transporte quando comparado com os seus concorrentes — “como o automóvel, o autocarro ou o avião”. A empresa não quer matar a galinha dos ovos de ouro porque sabe que muitos clientes da 1.ª classe preferem o comboio por esse motivo. E, para promover as viagens por motivos profissionais, até tem um lema: “Conforto para trabalhar. Comodidade para descontrair.”


Fonte oficial da empresa diz que “falar ao telemóvel pode ser quase idêntico a conversar com outro passageiro. O modo como é feito, o tom de voz e o cuidado em não incomodar outras pessoas é efectivamente uma questão de educação e civismo”. Por isso, os revisores têm instruções para intervir “nos casos em que o incumprimento pelos passageiros dos deveres que lhes incumbem perturbe os outros, cause danos ou interfira com a boa ordem do serviço de transporte”. Mas criar espaços reservados nos comboios para quem só prefere descansar está fora dos planos da empresa.

CP recusa transportar deficientes motores

No DN:

Empresa de transporte ferroviário não permite que scooters de mobilidade circulem nos comboios, alegando questões de segurança e ausência de legislação


Alexandre Moutela, 36 anos, portador de uma incapacidade motora de 76%, ficou a saber na semana passada que não pode viajar de comboio em Portugal. Isto porque se desloca numa "cadeira de rodas tipo scooter", um equipamento de mobilidade que está impedido de circular nos comboios da CP. O doente, que sofre de artrite idiopática juvenil desde os nove meses, considera que está a ser discriminado em razão da sua deficiência, mas a CP garante cumprir a legislação nacional e europeia.

De acordo com a informação disponibilizada no site, a CP considera que "se o equipamento tem um guiador frontal, motor elétrico e três a quatro rodas, então considera-se scooter de mobilidade, pelo que não pode viajar." Embora tenha as mesmas características, Alexandre Moutela alega que o seu equipamento "é uma cadeira de rodas tipo scooter prescrita pelo médico, comparticipada pela ADSE e com IVA a 6%", como "vem mencionado na fatura."

Na semana passada, o doente dirigiu-se à estação de comboios da CP em Estarreja e comprou bilhetes para viajar no Alfa Pendular de Aveiro para Lisboa no próximo dia 2, a fim de participar nas Jornadas Médicas da Andar - Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide. "A funcionária disse que podia viajar", mas quando tentou requisitar o SIM (Serviço Integrado de Mobilidade) foi impedido. "Disseram-me que era uma scooter de mobilidade e que não podia circular nos comboios da CP", contou ao DN. Não tendo conseguido acionar o serviço antecipadamente, não poderá viajar.

No mesmo dia, Alexandre quis viajar no comboio Suburbano para Aveiro e o revisor terá usado o mesmo argumento, acedendo a que viajasse por "especial favor." Para o doente, que já se queixou à CP e ao Provedor de Justiça, esta proibição vai contra a lei 46/2006, que proíbe a discriminação em função da deficiência e de risco agravado de saúde. "Estão a vedar-me o acesso a um transporte público." Com base no mesmo argumento, a Andar entregou um pedido de audiência urgente na comissão parlamentar de saúde.

Contactada pelo DN, a CP garante que "cumpre as regras de acessibilidade do sistema ferroviário da União Europeia, para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida". Relativamente ao facto de não admitir a circulação de scooters de mobilidade dentro dos comboios, enumera diversas razões, entre as quais questões relacionadas com a segurança. A empresa refere a "ocorrência de incidentes relacionados com o transporte" de scooters "que originaram atrasos significativos e até a intervenção dos bombeiros."

Por outro lado, a CP lembra que existe "uma multiplicidade e diversidade de modelos de scooters, e respetivas características técnicas, não regulamentadas, o que não facilita uma classificação clara." Na resposta enviada por email, a empresa justifica a recusa, ainda, com "a dimensão nacional dos serviços da CP e a diversidade das características do material circulante e das estações ferroviárias", bem como com a "ausência de legislação para o transporte deste tipo de equipamento em transporte publico."

A empresa de transporte público diz ainda que "tem todo o interesse em trabalhar na resolução de mais esta questão [...] assim que estejam reunidas as necessárias condições."

Os Verdes questionam Ministério

No passado dia 23, o partido ecologista Os Verdes encaminhou para o Ministério do Planeamento e Infraestruturas uma pergunta relativa a esta questão, lembrando que "são cada vez mais os cidadãos que têm que recorrer a scooters de mobilidade e que têm necessidade de se deslocar através de transportes públicos." Ao DN, o deputado José Luís Ferreira explicou que essa iniciativa nada teve a ver com este caso em particular, mas com outros relatos semelhantes. A expetativa, diz, "é que o Governo possa pressionar a CP para que seja permitido o embarque da scooter de mobilidade."

De acordo com o relatório de 2014 sobre a prática de atos discriminatórios em razão da deficiência e do risco agravado de saúde, foram apresentadas ao Instituto Nacional para a Reabilitação 335 queixas, cinco das quais relacionadas com transportes.

14 abril, 2016

Estação e interface da Reboleira abre a 13 de abril


A 56ª estação da rede do Metropolitano de Lisboa – Reboleira – vai ser inagurada no próximo dia 13 abril, prolongando a linha azul até às freguesias de Falagueira/Venda Nova e de Águas Livres, no concelho da Amadora.

O novo troço da linha azul - Amadora-Este/Reboleira - acrescenta uma extensão de 937 metros que, desta forma, alcança 44,2km de comprimento e um total de 56 estações, nas suas quatro linhas autónomas (Amarela, Azul, Verde e Vermelha).

Com a nova estação de metro Reboleira é criado um novo Interface Multimodal que reforça o sistema de transportes da AML, reunindo metro, autocarros, comboio, táxis, ciclovia, e oferecendo, ainda, parqueamento de bicicletas e estacionamento automóvel.

O investimento total ascendeu a cerca de 60 milhões de euros, tendo sido co-financiado em cerca de 43 Milhões de Euros pelo Fundo de Coesão da União Europeia, no âmbito do Eixo I - Redes e Equipamentos Estruturantes Nacionais de Transportes e Mobilidade Sustentável, 

O novo troço irá ligar a baixa e centro da cidade de Lisboa a uma das mais importantes áreas residenciais do concelho da Amadora, oferecendo rapidez, comodidade e proximidade, transportando cerca sete milhões de passageiros por ano (em ano cruzeiro, a partir de 2020).

A partir do dia 13 de abril será possível viajar entre Reboleira e Marquês de Pombal, em 19 minutos e entre Reboleira e Baixa-Chiado, em 24 minutos.

Para além da redução dos tempos de viagem entre a Reboleira e Lisboa, a nova estação vai permitir uma redução, por ano, de 3 mil toneladas de emissões de CO2, o que associa a este empreendimento claros benefícios ambientais, dos quais se destacam a redução da emissão de poluentes e menores consumos de energia, a redução da pressão sobre o estacionamento, a redução da poluição sonora.

por: Carlos Moura

07 abril, 2016

Alfa Pendular pode vir a ligar o berço à capital

No JN:

"A CP realizou, ontem, um ensaio com um comboio Alfa Pendular na linha de Guimarães. O objetivo é aferir a possibilidade de expandir aquele serviço até à “cidade-berço”, uma vez que a única ligação ferroviária de longo curso que existe atualmente entre Guimarães e Lisboa é através de intercidades."