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31 outubro, 2016



Manuel Queiró analisa desafios da CP

Entrevistado este domingo pelo Jornal de Notícias, o presidente da CP faz um retrato do estado das principais questões que a empresa tem de resolver.




Reforçar a frota de comboios, terminar a electrificação das linhas estabelecidas, assegurar a linha do Douro e melhorar o serviço Alfa são alguns exemplos.
Assegurado que está "o financiamento europeu em linhas ferroviárias" é chegado "o tempo de investir nos comboios que lá circularão”, assegura o Presidente da Comboios de Portugal (CP), Manuel Queiró.
Com base no "equilíbrio das contas previsto para este ano, no aumento do número de passageiros e na paz laboral" revela-se apostado em "desafiar as forças politicas para uma estratégia ferroviária nacional". Seria "um absurdo investir milhares de milhões em infraestrutura ferroviária que seria desaproveitada sem mais e melhores comboios", declarou ao JN.

Comboios não chegam para as encomendas


Responder "ao crescimento acentuado da procura" é outra preocupação do homem-forte da CP. "Já temos comboios lotados e passageiros que não conseguem fazer a viagem que queriam". Segundo afirma espera "conseguir um crescimento atempado do material circulante. No curto prazo, o Governo e a CP já estão de acordo quanto à recuperação de material de reserva da EMEF. Há uma programação feita e uma execução a longo de 2017. Falamos de milhões de euros". Já no médio prazo, e falando de novos comboios, Manuel Queiró esclarece que não há acordo fechado com o Governo, mas diz que "a CP vai continuar a pressionar pela expansão da frota".

Na mesma entrevista, quando questionado acerca do número de comboios necessários para dar resposta à procura, não avança com um número concreto. Considera prioritário duplicar a frota de Alfas - uma preocupação justificada pelo facto de os Alfa e Intercidades serem "o serviço mais rentável da CP, responsável pela sustentabilidade financeira da empresa" - e revela que "o Governo vai cumprir um programa realista e efectivo de investimento". Falta contudo apoio para "o resto do longo curso e para os comboios de gama média", que "também têm de ser contemplados", alerta.


CP não investe em comboios novos há 12 anos

 

Foto: Gil Lemos
O Presidente da CP admite que a última vez que foi comprado um comboio novo foi há 12 anos, mas desvaloriza a questão: "o essencial é ter comboios em condições de segurança e conforto" e "Portugal tem um excelente conjunto de comboios".
Mais urgente são todos os projectos relacionados com a electrificação de linhas. "A tração eléctrica está a avançar no Minho e contamos com o mesmo no Algarve e Oeste". Questionado sobre se o plano de investimento governamental para a ferrovia serve os interesses da empresa, garante que "quer intervir de forma mais próxima na calendarização" e que os timings "não sendo óptimos, são satisfatórios".
 Manuel Queiró reforça a ideia de que "é altura de começar a planear o aumento da frota". Apesar de não se correr o risco de não haver comboios para as linhas renovadas, explica: "temos comboios rápidos cujo potencial não é aproveitado porque não temos linhas adequadas".
Já quanto à anunciada "paz laboral", revela que "as relações entre a gestão e os trabalhadores estão numa boa fase" e que espera que o dossier da contratação colectiva fique fechado "até ao final de 2017".

11 outubro, 2016

Comboios Porto-Vigo ganham sistema de travagem automática

Depois do acidente que há um mês fez 4 mortos, CP e RENFE adoptam tecnologia que o teria impedido. A congénere espanhola já queria substituir o sistema antes.


Foto: Vigo al minuto

A composição que há um mês descarrilou em O Porriño, na Galiza, dispunha de um sistema analógico de travagem, como metade das automotoras desta linha. Desde segunda-feira, todos os comboios que fazem a ligação entre as cidades do Porto e Vigo passam a estar equipados com um sistema automático de travagem, que se sobrepõe à acção do maquinista.Com o ASFA Digital (Anúncio de Sinais e Freio Automático) - assim se chama o sistema, até aqui adoptado apenas em Espanha - "o maquinista não só tem de dar conhecimento que interpretou a informação relativa aos sinais de limitação de velocidade que lhe aparecem na via, como é obrigado a cumpri-los", noticia o Público. Em caso de excesso de velocidade o equipamento actua automaticamente, imobilizando o comboio.

Um sistema deste tipo teria evitado o acidente com o comboio Celta que causou a morte a quatro pessoas, entre as quais o maquinista português. O ASFA digital não deixaria que este se aproximasse da estação em excesso de velocidade. Recorde-se que a composição passou as agulhas da linha principal para uma linha alternativa a 118 Km, numa zona onde não podia exceder os 30 Km./hora.

A automotora que no dia 9 de Setembro fazia o serviço do primeiro Celta da manhã entre Porto e Vigo estava equipada com o ASFA analógico, um sistema mais antigo que depende do maquinista para travar a marcha do comboio, tal como metade das que fazem este trajecto.

A decisão foi tomada pela CP que explora este serviço em parceria com a Renfe. Contudo, ainda antes do trágico acidente, a congénere espanhola da CP já tinha intenção de instalar nesta linha o modelo mais seguro, em detrimento do analógico, revela ainda o mesmo diário.
De resto, a empresa tem vindo a fazê-lo gradualmente em todos os seus comboios e já anunciou que a partir de Janeiro todas as composições em Espanha deverão possuir o ASFA digital.

Na origem do acidente, para além de falhas técnicas e humanas, estará "um desfasamento de práticas e parâmetros técnicos de segurança entre entidades detentoras da infraestrutura e operadores de transporte", considera o investigador da Universidade do Algarve, Manuel Tão, citado pelo JN.

07 março, 2016

Alguns Apontamentos sobre Comboios

Estação de São Bento 
Na Estação de São Bento, no Porto, há uma confusão inaceitável nas partidas dos comboios. Na mesma linha há, frequentemente, por falta de espaço, dois comboios juntos, um que avança (o da frente, claro) e outro que fica. Muitas pessoas não se apercebem disso. Passageiros menos habituados entram no comboio errado por falta de uma indicação precisa. É inadmissível! Os responsáveis esquecem que muitos passageiros são ocasionais (frequentemente estrangeiros) e não conhecem estes pormenores. 

Comboios Urbanos Rápidos entre Braga e Travagem
Ao contrário do que diz a CP, não há comboios urbanos rápidos entre Braga e Porto. Apenas há comboios rápidos entre Braga e Travagem (um apeadeiro situado antes de Ermesinde). Entre a Travagem e São Bento (e vice-versa) todos os comboios são lentos, ponto final. Admira-me que os municípios de Braga, Famalicão, Trofa e Porto aceitem esta situação como algo normal. 

A Estação da Trofa e  Outras 
A Estação da Trofa é um luxo ao lado das estações de Famalicão e Nine. Aquela tem elevadores, escadas rolantes e outras comodidades. Nine e Famalicão nem elevadores para pessoas de mobilidade reduzida possuem. Os responsáveis do município de Vila Nova de Famalicão estavam a dormir enquanto a REFER ia projetando estas estações. E no que toca a Famalicão, o estacionamento de veículos e a falta de ligação ao centro da cidade deviam ser motivo de vergonha. 

Lisboa-Madrid
Está previsto, ao que parece, fazer a ligação entre Lisboa e Madrid em pouco mais de 5 horas. Houve há dias uma reunião de responsáveis dos caminhos de ferro portugueses e espanhóis e fizeram essa promessa. Será necessário, para isso, melhorar, desde logo, a Linha da Beira Alta. Esta ligação com Madrid poderia ser feita, se tivéssemos linhas ferroviárias modernas do lado português, em menos de 3 horas – bastando para tal uma média de 200 km/hora. E se a ligação com Espanha se fizesse (como agora se faz) ao nível de Coimbra, então também o Porto estaria a menos de 3 horas de Madrid. Para quem não sabe, atualmente a viagem entre Lisboa e Madrid demora mais de 10 horas!

António Cândido de Oliveira

15 julho, 2011

As nossas sugestões para o serviço Porto-Galiza


A Associação Comboios XXI defende activamente o transporte ferroviário, veículo fundamental para o desenvolvimento sustentado e sustentável de Portugal;

Por tal, entendemos que é nossa obrigação enquanto cidadãos e utilizadores deste transporte público, sugerir e advogar melhorias nos serviços;

Perante o caso mais recente de ataque bárbaro e injustificado à centenária ligação Porto-Galiza, vimos sugerir as seguintes melhorias ao serviço, algumas das quais nem precisam de meios financeiros. Apenas inteligência.

De imediato:

- acertos no Horário de Verão. Porque razão está o comboio parado em Tui durante 13 minutos??

- disponibilização de três ligações diárias, como acontecia até há alguns anos atrás;

- Disponibilização de venda de alimentos e bebidas (máquina de venda automática);

- instalação de informação visual e sonora de próxima paragem, semelhantes aos existentes no Metro do Porto, STCP e Comboios Urbanos, etc..

- material circulante mais cómodo e rápido, capaz de acolher carrinhos de bebé, cadeiras de rodas e bicicletas, bem como bagagem volumosa.

- disponibilização de venda de bilhetes de origem-destino para cada viagem nacional ou internacional CP e RENFE;

- criação de bilhetes multi-viagem (ex: dez viagens com desconto) para os IN, IR e Regional.

Actualização:  Vários autarcas do Minho e Galiza reuniram-se no dia 15 de Julho em Vigo para debater a mobilidade transfronteiriça, incluindo a ligação Porto-Vigo. Comunicado de Imprensa pode ser consultado aqui.

19 maio, 2011

José Benoliel: “É necessário cortar 800 postos de trabalho”

Jornal de Negócios 19.05.2011

A CP tem de reduzir o número de trabalhadores. A garantia é dada por José Benoliel, presidente da CP, que diz que cortas custos na operadora de comboios é "uma obrigação diária".

Quantos aos trabalhadores, diz em entrevista ao "Diário Económico" que o grupo tem cerca de cinco mil funcionários e "precisa de despedir cerca de 800 pessoas". No ano passado reduziu 71 colaboradores. "O que se passa é que esse reforço tem de ser feito dentro do quadro legal a que a empresa está submetida", explica para concretizar que "com as recentes regras não pode haver mais de 80 pessoas por empresa, no mesmo ano, a rescindir contratos com acesso ao fundo de desemprego. Esta imposição legal está a limitar a capacidade de gestão da empresa". Por isso, Benoliel acredita que também este ano o número de rescisões será "residual".

O presidente da CP pede por isso "independência gestionária. Mas que independência é que a CP poderá ter com os cofres vazios e com a dívida que tem?".

Benoliel assume que a CP depende, agora, do financiamento da Direcção-Geral do Tesouro. Mas a dívida história da CP é, assumidamente, um problema.

Na mesma entrevista, o presidente da CP informa que adjudicou à AT Kearney o estudo sobre a viabilização de privatização ou concessão de linhas suburbanas de passageiros das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. O estudo estará concluído até 31 de Julho, um mês depois do previsto no PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento) que já impunha à CP que estudasse a concessão destas linhas. "Houve um deslizamento de um mês, resultante do deslizamento de orientações. O que lhe posso garantir é que, da parte da CP, não houve um minuto de atraso".

José Benoliel explicou ter feito um concurso para escolher a consultora, por considerar que a CP não tem internamente "expertise" para o fazer. Diz que a AT Kearney apresentou a proposta mais barata, mas não diz o seu valor.

17 maio, 2011

Segurança?


 Já são 3 vezes num mês que são vistas pessoas a "embarcar" nos urbanos do Porto descendo para a linha e alojando-se do lado de fora do comboio, na última composição. Chamo a atenção a quem está no balcão de atendimento na estação, para uma reacção de indiferença inicial que só pode vir do hábito, ligando de seguida aos colegas. Continuará a acontecer até haver uma tragédia?

11 maio, 2011

Ministro dos Transportes reúne-se hoje com empresas para discutir medidas para o sector

Jornal i, 11.04.2011

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, reúne-se hoje com responsáveis das empresas públicas de transportes ferroviários e rodoviários para discutir as medidas previstas para o setor no memorando de entendimento acordado com a 'troika'.

A reunião está agendada para as 15:30, no Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC), em Lisboa.

De acordo com uma nota do MOPTC, divulgada na semana passada, o encontro servirá para "discutir e operacionalizar as medidas previstas para o sector" no memorando de entendimento acordado com a 'troika' da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

Na sexta-feira, às 15:00, o ministro António Mendonça reúne-se com as administrações portuárias.

O memorando de entendimento entre o Governo e a 'troika' prevê a suspensão da concretização de novas Parcerias Público-Privadas (PPP), define que o novo aeroporto de Lisboa não contará com fundos públicos e que a linha de alta velocidade ferroviária Lisboa-Porto será suspensa enquanto durar o programa de ajuda a Portugal.   

A "total independência" da CP -- Comboios de Portugal face ao Estado também está inscrita no memorando de entendimento, que abre a porta a um aumento do preço dos bilhetes dos comboios.

O documento prevê a apresentação de um plano estratégico para o sector durante o terceiro trimestre deste ano.

No âmbito das privatizações, é referida a privatização da CP Carga e de algumas linhas suburbanas da CP.

05 abril, 2011

Horizontes: Uma estratégia ferroviária para o Norte

crónica de António Alves para o Semanário Grande Porto 01.04.2011

"A ferrovia é um instrumento essencial para estruturar esta realidade, razão pela qual é urgente que se avance para a formação de uma empresa regional constituída pelas câmaras directamente interessadas, onde estarão obrigatoriamente as da Área Metropolitana do Porto e a de Braga, que negoceie directamente com Bruxelas a construção do eixo ferroviário Porto – Aeroporto - Braga - Vigo.
A Comissão Europeia tem as verbas atribuídas a este projecto cativas até 2015.
Se o Grande Porto não tivesse tomado nas suas próprias mãos o projecto do Metro ainda hoje estaríamos a ouvir argumentos como o que nos dizia que o subsolo do Porto era demasiado rochoso e impossível de perfurar.

Uma outra necessidade é a criação de empresas regionais, públicas ou privadas, que, à imagem do que faz a espanhola FEVE (e muitas outras na Alemanha com assinalável sucesso), reactivem e procedam à exploração sustentável de toda a rede de serviços regionais de via larga e também das nossas excelentes vias estreitas (hoje tão ameaçadas), como é caso da deslumbrante Linha do Tua.
Mas para isso a Região deverá dispor da necessária e tão desejada autonomia política e governo próprio.

É também hora de deixar de avaliar a Linha do Douro apenas pelo seu enorme potencial turístico.
É inquestionável que o tem, mas o grande contributo para a “estruturação da Ibéria” será mesmo a sua reactivação para o transporte internacional de mercadorias e passageiros, abrindo o Atlântico ao grande porto seco de Salamanca e ao nó logístico de Valladolid.
O Douro poderá ser a porta atlântica de toda a Castela interior. Quando no século XIX a Linha do Douro foi construída não existia ainda aquela que hoje poderá constituir-se como a sua maior vantagem competitiva: a navegabilidade do Douro da foz até Barca d’Alva.

Uma plataforma intermodal fluvio-ferroviária no Douro superior colocaria o Atlântico a 150 Km de Salamanca, 220 Km de Valladolid e 350 Km de Madrid. As oportunidades que se abririam a Leixões, ao Porto e à Região do Douro seriam imensas. Um navio fluvio-marítimo pode transportar o equivalente a 100 camiões de 25 toneladas e a 11 composições ferroviárias de 11 vagões de 20 toneladas.
Haja pensamento estratégico e ambição.
Aproveitemos o que já existe. Nem sequer é necessário construir de novo."

02 abril, 2011

Reclamações Enviadas IV

Esta reclamação é aqui publicada com a autorização do seu autor

"No dia 1 de Abril o comboio 15242, que habitualmente sai de Braga com duas composições unidas, saiu apenas com uma!

Em dias normais, aquele comboio anda com a lotação perto do seu máximo; no dia de hoje, seria de esperar uma maior afluência, pelo que as duas composições seriam já escassas para a procura. Como só circulou uma, o que aconteceu foi que, para além de viajarmos em condições de conforto verdadeiramente deploráveis, o fizemos ainda com sérios riscos da integridade física, tendo vários passageiros ficado nas estações, impedidos de entrar.

Não há nada, rigorosamente nada, que justifique o incidente, salvo acto de sabotagem, que aqui denuncio.  

À luz do exposto, espero que V.Exa. anuncie, nos próximos dias, quero precisar, antes da próxima greve, a suspensão do responsável, ou dos responsáveis, por tal acto, a instauração de inquérito disciplinar visando o despedimento, e a participação do crime de sabotagem ao Ministério Público.

Os passageiros, clientes forçados dessa empresa e únicas vítimas da insensatez dos sindicatos e da apatia da administração, esperam de V.Exa. um sinal claro de firme intransigência na defesa dos seus direitos; que ao menos desta vez a culpa não morra solteira, como tem sido um lamentável hábito na CP.

Cumprimentos,


Carlos de Sá"

31 março, 2011

Reclamações Enviadas II

Preenchida e dirigida a CP Regional a 31 de Março, via formulário online e enviada por email às CMs de V.N. de Famalicão e de Viana do Castelo


"Como utente do serviço da CP Porto e CP Regional  venho por este meio exigir a rectificação imediata da total e incompreensível falta de coordenação entre os horários da ligação Porto-Viana que utilizam os serviços da CP Porto e CP Regional, na paragem em Nine.
Este transbordo, já de si incompreensível e incómodo para os utentes, fica assim com uma agravante que não existe no equivalente percurso rodoviário, sendo mais um entrave à conquista de utentes para este percurso.

De momento em apenas metade das ligações possíveis neste percurso existe um desfasamento de chegada/partida dentro dos limites do aceitável, todas as outras ligações têm uma falta de concordância que roça a provocação, obrigando a esperas demoradas quando o comboio do serviço regional apenas momentos antes!

Exemplos no sentido Porto-Viana do Castelo:

Chega urbano do Porto às 7.06 mas partiu um regional às 7.04
Chega urbano do Porto às 9.35 mas partiu um regional às 9.27
Chega urbano do Porto às 17.35 e parte um regional às 17.28
Chega urbano do Porto às 19.35 mas partiu um regional às 19.33

Sendo que falamos apenas de ajustamentos de escassos minutos em muitos casos e tendo em conta a facilidade com que se elimina esta situação só posso concluir  que não foi procurada uma coordenação por uma manifesta desconsideração pelos utentes e pela eficiência das empresas envolvidas.

Deste modo exijo a coordenação dos horários do serviço regional com o serviço urbano.

Nuno Oliveira

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Esta queixa foi enviada após sugestão (nos comentários) do Frederico Ribeiro e do José Pinto.

À semelhança da anterior reclamação vou enviar/preencher esta queixa diariamente até obter uma resposta satisfatória a esta questão. 
É um uso alternativo e produtivo do tempo perdido em transbordos, greves, avarias e demoras.

Pedia aos utentes que  anunciassem quaisquer reclamações e que participem nas que já foram feitas para que seja "engordado" o volume de queixas, esperando que haja assim maior celeridade na resposta e resolução.

05 novembro, 2010

Linha de Leixões exige investimento

in JN, 2010/11/04

Autarcas de Maia e de Gondomar querem mais estações



O presidente da Câmara da Maia e o presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, Gondomar, pedem mais investimento na Linha de Leixões, cujas composições transportam em média três pessoas por viagem. Exigem estações para servir as zonas mais populosas.

Bragança Fernandes não poupa nas críticas. "A Linha de Leixões foi uma medida eleitoralista. É uma vergonha gastar tanto dinheiro para transportar tão poucos utentes", acusa o presidente da Autarquia maiata, que apelou à então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, e ao presidente da Refer, a construção de duas estações para servir as populações de Águas Santas e de Pedrouços.

Esta última, a escassos metros do Hospital de S. João e do pólo universitário da Asprela, permitiria captar milhares de pessoas, defende Bragança Fernandes. Além do mais, contava com uma ligação à linha Amarela do metro.

"Sem mais investimento, o melhor é fechar a Linha de Leixões", concluiu o autarca. Bragança Fernandes lamenta que as suas reivindicações nunca tenham sido ouvidas e lembra até que, apesar da linha passar na Maia, não foi convidado para a cerimónia de inauguração do serviço, quando este foi reactivado para passageiros, em Setembro de 2009.

Conforme o JN noticiou no início da semana, de acordo com dados da CP, a Linha de Leixões tem cerca de 4500 passageiros por mês (excluindo as borlas dos dois primeiros meses), o que dá 150 por dia e uma média de três utentes por viagem.

A Refer investiu 6,8 milhões de euros em material circulante para reactivar o serviço de passageiros e gastará perto de 340 mil euros por ano com pessoal, segundo informações prestadas na abertura do serviço.

Marco Martins, presidente da Juntade Rio Tinto, também lamenta a falta de passageiros da linha de Leixões e recorda que, em Janeiro, apresentou à CP uma proposta que permitiria captar, pelo menos, mais 1200 utentes por dia.

A solução, segundo o autarca de Rio Tinto, passava por reactivar o serviço de passageiros no troço entre S. Gemil (Maia) e Contumil (Porto), com a criação de uma estação em Rio Tinto (zona de Carreiros). A ligação entre S. Gemil e Contumil tem cerca de 4,2 quilómetros, sendo que mais de metade do percurso atravessa Rio Tinto.

Aquela estação, diz Marco Martins, proporcionaria uma ligação directa à zona do Hospital de S. João, a Campanhã e eventualmente a Gaia.

"A proposta foi aprovada pela Refer, pela CP e pela Câmara de Gondomar", assegura Marco Martins, mas nada avançou. O presidente da Junta de Rio Tinto garante que os estudos técnicos realizados mostravam que o apeadeiro a construir em Carreiros teria, numa fase inicial e com a ligação ao Hospital de S. João a funcionar, uma procura de 1200 passageiros por dia.

As propostas dos autarcas da Maia e de Rio Tinto parecem ter tido o mesmo destino que as promessas feitas em campanha eleitoral. Segundo um protocolo celebrado entre a CP, a Refer e a Câmara de Matosinhos, o projecto da Linha de Leixões conheceria uma segunda fase.

A obra já deveria estar concluída, mas não há sequer sinais de que vá ser concretizada. Essa segunda fase, incluia a construção de mais dois apeadeiros no actual percurso (Arroteia, próximo da Efacec, e Hospital de S. João) e a criação de um interface em Leixões, com ligação ao metro, autocarros e táxis e parque de estacionamento.

17 junho, 2010

Linha do Douro à moda antiga

Linha do Douro à moda antiga revolta utentes

JN.pt

Projecto de electrificação está em vias de ser adiado, penalizando muitos passageiros

00h30m

António Orlando
Foram feitas expropriações, foram demolidas casas, até já foram abertas as propostas para a execução da obra, mas a electrificação da linha entre Caíde e o Marco, prometida há muitos anos, está em vias de não ser concretizada.Os passageiros estão revoltados.
O plano de investimentos da Refer está a ser “objecto de revisão” e, conforme admitiu a própria empresa, em resposta ao JN, só após a conclusão desse trabalho é que se ficará a saber se a electrificação daquele troço será mesmo para avançar.
Autarcas e população têm poucas esperanças e acreditam que, num contexto de crise, o projecto vai continuar congelado. Ainda que o serviço seja vital numa zona onde residem cerca de 120 mil pessoas.
Quem usa o comboio como meio de transporte está farto das velhas automotoras a gasóleo. São lentas e, volta e meia, avariam. Luís Teixeira, 26 anos, engenheiro mecânico nascido e criado em Rio de Galinhas, Marco de Canaveses, começa a “pensar duas vezes” se vale a pena continuar a passar pelo martírio do transbordo diário.
“No mínimo, perco uma hora por dia neste entra e sai do comboio. Enem sempre há ligações. Mais: por vezes, os comboios velhos avariam”, critica o passageiro. “Imagine o que não poderia fazer numa hora, cinco dias por semana...”, desabafa. Deixar a sua terra e ir morar para outro lado é uma hipótese que ganha cada vez mais força.
São muitos os passageiros que partilham o tormento de Luís Teixeira. A viagem entre o Marco e o Porto tem cerca de 50 quilómetros, mas obriga a transbordo em Caíde. Entre aquela freguesia de Lousada e o Marco (cerca de 16 quilómetros) a linha ainda não está electrificada. As viagens são feitas em velhas automotoras a gasóleo.
Carlos Monteiro já não acredita que a electrificação venha a ser executada. Mas, apesar de “achar mal”, atribui responsabilidades a todos, utentes incluídos. “Quando vemos fazer outras obras, que se calhar não são tão necessárias, e deixamos que isso aconteça... os culpados somos nós”, argumenta.
A própria economia local ressente-se da falta de um meio de transporte eficaz. Veja-se, por exemplo, o caso da Nanta. A empresa de rações do Marco de Canaveses adquiriu recentemente unidades em Mealhada e em Alverca e anseia pela electrificação da linha, para garantir um sistema de transporte em condições, retirando os camiões da estrada. Actualmente, a empresa tem a circular cerca de 50 pesados por dia.
A construção de uma plataforma logística para escoamento de produtos (empreendimento privado) e a criação de um terminal rodoviário (parceria público/privada entre a Câmara e uma transportadora), ambos projectos a nascer no Marco, também estão em risco por causa do adiamento da electrificação da linha.

Opresidente da Autarquia marcoense, Manuel Moreira, não tem dúvidas de que a electrificação da Linha do Douro vai marcar passo, uma vez que “a Refer já ultrapassou o plafond de endividamento para o ano em curso”.
Ofacto é que o grosso do investimento até já estará feito, uma vez que das 23 passagens-de-nível que existiam apenas faltará eliminar uma (Santo Isidoro, Marco) e as expropriações já foram pagas, algumas das quais envolvendo valores bastante avultados.
Enquanto a situação não se resolve, há quem prefira fazer de automóvel a viagem entre o Marco e Penafiel, apanhando ali o comboio para o Porto. Os 90 cêntimos de portagens são baratos ao pensar nas dores de cabeça que se poupam.
Ligação continua sem carris
A indignação entre os utentes da Linha do Douro transborda para os passageiros da Linha do Tâmega, ou melhor, da antiga Linha do Tâmega, que ficou sem carris na ligação entre Amarante e a Livração (Marco de Canaveses) em Março de 2009.
“Foi uma chapada que nos deram à falsa fé”, sentencia Adelaide Pinto, sentada num banco da estação da Livração, enquanto aguardava pelo autocarro que a iria levar de volta à freguesia de Vila Caiz (Amarante). O autocarro substituiu o comboio. E não há esperança de que o transporte ferroviário regresse. “Prometer, toda a gente promete. Agora cumprir... Nunca mais vamos ter comboio”, observou Adelaide Pinto, não poupando críticas ao Governo e às câmaras municipais.
A circulação na Linha do Tâmega foi proibida pelo Governo três dias depois da Câmara de Amarante ter celebrado os 100 anos da estrutura.

15 julho, 2008

Governo abdica da linha Braga-Porto?

Segundo a notícia anterior, do JN, a "secretária dos Transportes, Ana Paula Vitorino, garantiu que o Governo não abdica da alta velocidade ferroviária e rejeitou que ela seja um 'custo incomportável para Portugal'."
Ana Paula Vitorino falava em Braga "no lançamento da primeira fase da ligação ferroviária de alta velocidade entre Porto e Vigo, que estará concluída em 2013 e deverá custar 823 milhões de euros."
Deste montante, "Portugal conseguiu obter 383 milhões de euros de fundos da União Europeia, 37 por cento dos quais são para a ligação à Galiza", ou seja, cerca de 142 milhões, pelo que, a obra custará aos cofres do Estado 681 milhões.

A secretária e estado referiu ainda que "os estudos apontam para que em 2029 o comboio para Vigo transporte 3,7 milhões de passageiros e um volume de 115 a 150 mil toneladas por ano de mercadorias".

Para o mesmo ano de 2013, muito têm escrito os jornais sobre a possível conclusão da obra de quadriplicação da linha entre Ermesinde e Contumil, que é actualmente um enorme e incompreensível constrangimento ferroviário que afecta três linhas dos urbanos do Porto (Braga-Porto, Guimarães-Porto e Caíde-Porto), Alfas, Regionais da linha do Minho e o transporte de mercadorias.
No entanto, este prazo de de 2013 não chega sequer a ter grande fundamento, uma vez que ainda não houve nenhuma declaração pública por parte da Sr.ª Secretária de Estado ou do Sr. Ministro a assumir o lançamento desta obra. Apenas uma previsão apontada pela Refer.
Esta obra, muito mais urgente e importante, custaria muitos milhões a menos que os agora anunciados. E se a isto juntarmos o facto de que iria melhorar as condições de transporte de cerca de 15 milhões de passageiros, aos valores de hoje e não de 2029!, é caso para perguntar:
- Onde estão os verdadeiros interesses do nosso Governo? Em obras de "fachada" à procura de votos para 2009 ou em obras estruturantes que melhorariam a qualidade de vida de milhões portugueses?

A Comissão de Utentes da Linha Braga-Porto (CULBP) tem pressionado o Governo para a urgência desta obra. Enviou mesmo já uma petição com mais de 7000 assinaturas à Assembleia da República, ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, às autarquias, à Refer, à CP, etc..

A única resposta obtida até ao momento, foi surpreendentemente apresentada na última reunião que a CULBP teve com os deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Braga: "A Sr.ª Secretária de Estado está informada sobre a necessidade das obras entre Ermesinde e Contumil e é um assunto onde há consenso político!"
O problema é que o consenso não faz obras!
Como diria a saudoso Fernando Pessa: "E esta, ein?"

04 julho, 2008

Comboios para o Porto mais rápidos só em 2013

Jornal de Notícias :: 2008.07.04
Magalhães Costa

Linha do Minho afectada pelas obras na Trofa e pelo atraso de projectos na área do Porto

Viagens mais rápidas entre as cidades de Braga e do Porto ainda vai ser uma "miragem" até 2013, só possível depois da conclusão das obras da Trofa e da renovação (atrasada) das linhas entre Ermesinde e Campanhã.
Até 2013, ano em que está inicialmente prevista a conclusão total das obras de duplicação da linha do Minho, entre Braga e Porto, será impensável a redução do tempo de viagem dos comboios suburbanos inferior a 47 minutos, entre aquelas duas cidades. A excepção vai unicamente para o Alfa, com um tempo de 40 minutos, que tem já duas circulações nos dois sentidos, mas implicando um preçário mais caro para os utentes.

Por outro lado, segundo apurou o JN junto da CP e da Refer, a rede ferroviária entre Braga e Porto encontra-se "estrangulada" entre as estações de Ermesinde e de S. Bento. Urge, por isso, a aceleração dos projectos estruturais já definidos em 1994, mas que, até ao momento, só avançaram no canal da Trofa, cujas obras - já com uma derrapagem de um mês - só estarão concluídas em Janeiro de 2009.

Este cenário está a preocupar a Comissão de Utentes da Linha Braga-Porto (CULBP) que, anteontem à noite, num debate realizado, em Braga, sob a temática "Transporte Público Ferroviário", anunciou ter avançado já com um estudo sobre os horários de comboios, na tentativa de encontrar um sistema integrado de circulações mais rápidas. "Esperamos concluir este estudo em Setembro, o qual será entregue à CP, tentando, desta forma, dar o nosso contributo para a melhoria do transporte ferroviário, principalmente, no troço entre Ermesinde e S. Bento, onde se verifica o efeito de afunilamento de outros circulações provenientes das linhas do Douro e de Guimarães", disse José Pedro Santos, representante da CULBP.

Carlos Reis, da Refer, admite que, tecnicamente, é possível a redução de tempos de viagem dos comboios entre as cidades de Braga e Porto, mas deixou claro a dificuldade, no presente, de reajustamento das circulações na Linha do Minho, por "estrangulamento" da rede ferroviária.
"Neste momento, verificam-se 60 circulações diárias, nos dois sentidos, o que dá uma média de 4/5 comboios por hora, o que gera dificuldades de viagens mais rápidas", rematou.

26 janeiro, 2008

Regresso ao passado

Não estamos a pedir nada do que a CP não tenha já posto em marcha.

Aquando da duplicação e electrificação da linha Braga-Porto, a CP - na cerimónia de inauguração que decorreu na Estação de Braga e onde estive presente como jornalista do Correio do Minho - levantou bem alto esta bandeira: gastamos muito dinheiro na duplicação e electrificação da linha para aproximarmos as duas cidades.

O certo é que, de princípio, havia comboios com horários muito perto dos 45 minutos. Recordo quem havia um comboio que saía do Porto às 12.15 m. e chegava a Braga às 13 horas. Eram 45 minutos!

Com a mudança de horários, para pior, os comboios passaram a funcionar como o transporte do Porto, isto é, a partir de determinada Estação, páram em todas as paragens, como se fosse um autocarro dos STCP.

Compreendo que haja comboios que salvaguardem os interesses dos utentes que vivem entre Braga e Nine. Mas penso que, com bom senso, é possível colocar comboios semi-directos entre Braga e Porto, com paragens em Nine, Famalicão, Trofa, Ermesinde e Porto Campanhã,

E já repararam que os comboios que saem de Braga às 7h.24m. e 8h.04m. já partem praticamente cheios? Para arranjar lugar sentado no comboio das 8h.04m. é necessário estar na Estação de Braga dez minutos antes, de maneira a apanhar a chegada do comboio que vem do Porto e entrar rapidamente.