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10 abril, 2016

Projeto de modernização da linha de Cascais só estará concluído em 2021



Projeto de modernização da linha de comboios de Cascais poderá mesmo avançar com dinheiros europeus. Governo vai pedir 126 milhões do Plano Juncker e obras deverão ficar concluídas em 2021.

O governo vai pedir a alocação de 126 milhões de euros de fundos comunitários do Plano Juncker para as tão aguardadas obras da linha de comboios de Cascais, avança o Diário de Notícias na edição deste domingo. O projeto para mudar a corrente elétrica da linha, incompatível com o resto da rede ferroviária, e renovar os comboios que lá circulam, é antigo. Mas devido à sua complexidade e ao elevado investimento exigido, tem sido permanentemente adiado.

Depois de abandonado o projeto do anterior governo de concessionar a linha suburbana a privados, que nunca saiu do papel, o plano passa agora por apresentar uma candidatura aos fundos europeus do pacote para infraestruturas. Segundo o DN deste domingo, as obras só deverão ficar concluídas no final de 2021.

As carruagens que circulam em Cascais tem várias décadas, algumas datam dos anos 50 do século passado, e apesar da renovação realizada ainda pela Sorefame no final dos anos 90, será necessário novo material circulante. Para além de tração elétrica e dos comboios, são também necessários investimentos na sinalização e na infraestrutura. O desgaste nas composições tem provocado um número crescente de avarias e intervenções de manutenção que já levou a CP a reduzir a oferta de comboios na linha de Cascais.

Já em fevereiro o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, tinha anunciado a intenção do Governo de usa o plano Juncker para o projeto de modernização daquela linha.

Na altura, Pedro Marques tinha dito que este seria o primeiro projeto do Estado português a ser alvo do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, da Comissão Europeia. “Este é um dos projetos que gostaríamos de candidatar ao Plano Juncker”, disse o governante no último dia 26 de fevereiro no Parlamento. O ministro não especificou como será feita a renovação dos comboios daquela linha, deixando apenas a certeza de que não haverá concessões para projetos na área dos transportes.

A modernização da linha ferroviária de Cascais era um dos projetos incluído no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas 2014-2020 aprovado em 2014 pelo anterior Governo de Passos Coelho, que previa um gasto de 160 milhões de euros financiados sobretudo por fundos comunitários.

08 setembro, 2011

Novas alterações na Linha de Cascais

Fonte da Foto: TAM no Flickr
Na sequência do desinvestimento em novo material circulante que levou a um corte de oferta de ligações, para que alertamos noutro post anterior, a CP Lisboa efectuou novas alterações nos horários para a Linha de Cascais, a partir do dia 18 de Setembro.
Ver anúncio oficial.

Mantemos que a ausência de investimento na Linha só poderá criar novos problemas no médio e longo prazo.

Um utente da Linha de Cascais partilhou este contributo no seu blogue, que dá conta de questões negativas levantadas por estas alterações:

1. Número de comboios diminui novamente, em 17 ligações por dia.
2. Acabam os comboios semi-rápidos entre São Pedro do Estoril e Lisboa
3. Aumentam os tempos de deslocação em muitos percursos
4. Muitas estações perdem frequências
5. As alterações não foram anunciadas de forma acessível e atempada

Ler mais detalhes sobre as alterações.

O deputado José Luís Ferreira da CDU questionou o Ministério da Economia sobre estas alterações e obteve a seguinte resposta, que dá conta do sub-investimento nesta linha urbana que transporte 28 milhões de pessoas anualmente.

Ler Comunicado.

14 julho, 2011

Remediar a obsolescência e o desinvestimento em Cascais

@Jornal da Região


Com a eliminação de frequências numa linha urbana que faz mais de 30 milhões de viagens por ano já não são só as linhas do interior do país a sofrer com o desinvestimento crónico no transporte ferroviário.

Esta redução de serviços, já abordada por uma petição criada por utentes (na barra ao lado), deve-se sobretudo a três questões: a linha de Cascais foi electrificada, em 1926, a uma voltagem diferente (1,5 kV) da restante rede CP (25 kV) a partir de 1956, gerando problemas de compatibilidade e exigindo tipos de veículos diferentes; foram também cancelados, por duas vezes, os concursos para a aquisição novos veículos, eventualmente bi-tensão e, portanto, compatíveis com o resto da rede; por outro lado, não está agendada a desejada modernização da infraestrutura, que também já teve concursos públicos adiados.

O resultado é esta medida de manutenção forçada dos veículos e, até assistirmos a uma volta de 180º no modo como se encara estrategicamente o transporte ferroviário - e a sua importância em contexto de crise como meio de poupança dos cidadãos -, continuaremos a assistir ao adiamento do abate destes comboios, alguns já com mais de 50 anos de vida (embora alvo de intervenções), com idas muito frequentes para as oficinas, que implicam reduções de frequência das ligações.

Cabe aos utentes, cidadãos e os seus representantes exigir maior e melhor investimento público na ferrovia para evitar situações como estas em serviços com claro potencial.

Linha de Cascais tem que viver com o que tem via Público

Linha de Cascais com menos comboios até fim de Agosto via Diário de Notícias

CP corta 17 viagens na linha de Cascais no Verão via Jornal de Negócios