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23 novembro, 2011
Linhas do Vouga e Oeste não fecham em Janeiro
Via Jornal de Negócios
As linhas ferroviárias do Oeste e do Vouga vão manter o serviço aos passageiros em Janeiro, ao contrário do previsto no Plano Estratégico dos Transportes (PET) apresentado em Outubro passado.
O Governo alega que ainda não estão criadas as condições para assegurar as concessões de transporte rodoviário alternativo naquelas regiões, acrescenta.
Não é uma boa explicação nem nos agrada o desfecho provisório mas esperemos que estas linhas, par de muitas outras, fiquem abertas precisamente por causa das suas muitas vantagens para os utentes, país e economia, após as renovações que foram prometidas e não cumpridas.
Também não compreendemos como este argumento único pode ser sustentado quando a mesma ausência de alternativas existe em linhas que se pretendem encerrar, como Corgo, Leste ou Alentejo.
Leituras adicionais:
Sobre a Linha do Vouga, artigo de Carlos Cipriano
Sobre a Linha do Oeste, artigo no blogue A Nossa Terrinha
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20 outubro, 2011
Notas de um encerramento maciço
Linhas a encerrar permitem à CP poupar 5,6 milhões por ano
Ou seja, menos de 2,9% do total dos prejuízos. No entanto esta é a receita assumida para acabar com os prejuízos.
Cerca de 830 mil passageiros poderão ficar sem linha de comboio
Mais um grande golpe na coesão territorial que a ferrovia viabiliza, que desta vez é estendido até a áreas densamente habitadas.
Coro de Protestos Contra o Fim dos Comboios entre Caldas e Figueira da Foz
Uma das maiores regiões urbanas perde o transporte ferroviário de passageiros. Autarcas unem-se em torno da defesa da continuidade do serviço.
CIMBAL faz exigências para o Baixo Alentejo no sector ferroviário
Mais uma comunidade inter-municipal que rejeita mais perdas de transporte ferroviário na região.
Ou seja, menos de 2,9% do total dos prejuízos. No entanto esta é a receita assumida para acabar com os prejuízos.
Cerca de 830 mil passageiros poderão ficar sem linha de comboio
Mais um grande golpe na coesão territorial que a ferrovia viabiliza, que desta vez é estendido até a áreas densamente habitadas.
Coro de Protestos Contra o Fim dos Comboios entre Caldas e Figueira da Foz
Uma das maiores regiões urbanas perde o transporte ferroviário de passageiros. Autarcas unem-se em torno da defesa da continuidade do serviço.
CIMBAL faz exigências para o Baixo Alentejo no sector ferroviário
Mais uma comunidade inter-municipal que rejeita mais perdas de transporte ferroviário na região.
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15 outubro, 2011
Confirma-se o pior
Infelizmente confirma-se que o PET (o qual continua inacessível ao público) pede que se elimine parte da Linha do Oeste e do Alentejo, com os serviços rodoviários de compensação (acabando de vez com os transportes colectivos em muitos casos) e um dos comboios internacionais Lisboa-Madrid.
É um grave erro estratégico erodir ainda mais o serviço no Oeste dado o potencial do trajecto e uma violação das promessas feitas que iam no sentido de reabilitar a Linha.Com este encerramento parcial e a continuidade de uma estratégia de cortes graduais e fatais para os serviços, estas linhas ficam mais próximas do seu fecho total e mais longe da possibilidade de alguma vez poderem atingir o seu potencial e passarem a contribuir para um melhor desempenho económico das empresas ferroviárias.
Governo vai desactivar parte da linha do Oeste e do AlentejoLinhas ferroviárias do Oeste e Alentejo perdem serviço de passageiros
Não vamos aceitar que se opere na ferrovia nacional um dos maiores retrocessos da sua história, com reduções que estão em total contradição com a tendência de crescimento do transporte ferroviário em todo o mundo.
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20 julho, 2011
"Quatro Intercidades por dia entre Lisboa e Évora em menos de uma hora e meia"
Público 19.07.2011 por Carlos Cipriano
"A CP lança no domingo uma nova oferta de Lisboa para Évora com quatro Intercidades diários em cada sentido (dois de manhã e dois à tarde) que vão demorar apenas uma hora e 21 minutos entre Sete Rios e aquela cidade alentejana.
Até Maio de 2010, quando a linha do Alentejo encerrou para obras, o mesmo percurso era feito em uma hora e 50 minutos. Esta redução do tempo de viagem só é possível porque a via férrea permite agora velocidades de chegam aos 200 quilómetros por hora. A linha sofreu um investimento de 48,4 milhões de euros e está agora electrificada, tem carris, travessas e balastro novos e foi dotada de modernos sistemas de sinalização e telecomunicações.
Mas o troço entre Casa Branca e Beja ficou à margem desta modernização, não podendo aí circular comboios eléctricos. A CP decidiu, por isso, não ressuscitar os Intercidades para Beja (havia dois por dia em cada sentido até Maio do ano passado) e organizar um serviço de ligação aos comboios de Évora com transbordo em Casa Branca. Este serviço será assegurado por automotoras a diesel remodeladas para o efeito. Contam com assentos mais confortáveis, maior espaço entre os bancos, tomadas para computador, ar climatizado e têm reserva de lugar, podendo os bilhetes ser comprados na Internet.
Apesar da ruptura na estação de Casa Branca, os passageiros de Beja para Lisboa farão agora a viagem até Sete Rios em duas horas e cinco minutos, menos dez minutos do que nos antigos Intercidades.
Estes novos tempos de viagem para o Alentejo colocam a CP numa posição bastante competitiva face ao autocarro (...).
São bem-vindas as notícias relativas a melhorias muito adiadas, trazidas por investimento na modernização dos serviços, e que permitem aumentar a competitividade da ferrovia.
Esperamos que na sequência do sucesso destas novas ligações se considere um aumento de frequências também a meio do dia, permitindo ligações mais fáceis a passageiros vindos do Norte do país, possivelmente concretizando ligações directas a Évora, dada a relevância cultural e turística da cidade.
Agradecemos o envio da sugestão a um utente, através da nossa página de Facebook.
"A CP lança no domingo uma nova oferta de Lisboa para Évora com quatro Intercidades diários em cada sentido (dois de manhã e dois à tarde) que vão demorar apenas uma hora e 21 minutos entre Sete Rios e aquela cidade alentejana.
Até Maio de 2010, quando a linha do Alentejo encerrou para obras, o mesmo percurso era feito em uma hora e 50 minutos. Esta redução do tempo de viagem só é possível porque a via férrea permite agora velocidades de chegam aos 200 quilómetros por hora. A linha sofreu um investimento de 48,4 milhões de euros e está agora electrificada, tem carris, travessas e balastro novos e foi dotada de modernos sistemas de sinalização e telecomunicações.
Mas o troço entre Casa Branca e Beja ficou à margem desta modernização, não podendo aí circular comboios eléctricos. A CP decidiu, por isso, não ressuscitar os Intercidades para Beja (havia dois por dia em cada sentido até Maio do ano passado) e organizar um serviço de ligação aos comboios de Évora com transbordo em Casa Branca. Este serviço será assegurado por automotoras a diesel remodeladas para o efeito. Contam com assentos mais confortáveis, maior espaço entre os bancos, tomadas para computador, ar climatizado e têm reserva de lugar, podendo os bilhetes ser comprados na Internet.
Apesar da ruptura na estação de Casa Branca, os passageiros de Beja para Lisboa farão agora a viagem até Sete Rios em duas horas e cinco minutos, menos dez minutos do que nos antigos Intercidades.
Estes novos tempos de viagem para o Alentejo colocam a CP numa posição bastante competitiva face ao autocarro (...).
São bem-vindas as notícias relativas a melhorias muito adiadas, trazidas por investimento na modernização dos serviços, e que permitem aumentar a competitividade da ferrovia.
Esperamos que na sequência do sucesso destas novas ligações se considere um aumento de frequências também a meio do dia, permitindo ligações mais fáceis a passageiros vindos do Norte do país, possivelmente concretizando ligações directas a Évora, dada a relevância cultural e turística da cidade.
Agradecemos o envio da sugestão a um utente, através da nossa página de Facebook.
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13 julho, 2011
Beja também sem comboio
Comboios: Grupo da Assembleia Municipal de Beja quer reunir com presidente da AR
e com grupos e comissão parlamentares
Um grupo de trabalho da Assembleia Municipal de Beja pediu hoje audiências à presidente da Assembleia da República, aos grupos parlamentares e à Comissão de Economia e Obras Públicas para insistir na defesa das ligações ferroviárias à cidade.
Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Assembleia Municipal de Beja, Bernardo Loff, explicou que o grupo de trabalho, criado para defender as ligações ferroviárias a Beja, quer, através das audiências, “lembrar que transitou da última legislatura e está em curso uma petição” em defesa das ligações ferroviárias a Beja.
O grupo espera que a petição seja discutida e votada no Parlamento “logo que possível” e que a conclusão do processo “seja favorável às pretensões” dos 15.071 signatários do documento e das populações do distrito de Beja, afirmou.
Segundo Bernardo Loff, o grupo vai “fazer todas as diligências” para que as audiências decorram no próximo dia 26, quando irá à Assembleia da República para participar na audição pública parlamentar promovida pelo Partido Ecologista “Os Verdes” sobre transportes ferroviários em Portugal.
A audição, segundo “Os Verdes”, pretende ser “uma oportunidade” para utilizadores, trabalhadores, autarcas, especialistas, defensores e interessados no transporte público ferroviário poderem “expressar as suas preocupações” sobre impactos ambientais, sociais e económicos decorrentes da possibilidade de fecho de linhas e serviços e de privatização de serviços para o desenvolvimento local, regional e nacional.
As decisões de pedir as audiências e de participar na audição foram tomadas na segunda-feira, na última reunião do grupo, composto pela mesa e por um representante de cada um dos grupos políticos da Assembleia Municipal de Beja e dois representantes do movimento de cidadãos criado pela Associação de Defesa do Património de Beja.
e com grupos e comissão parlamentares
Um grupo de trabalho da Assembleia Municipal de Beja pediu hoje audiências à presidente da Assembleia da República, aos grupos parlamentares e à Comissão de Economia e Obras Públicas para insistir na defesa das ligações ferroviárias à cidade.
Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Assembleia Municipal de Beja, Bernardo Loff, explicou que o grupo de trabalho, criado para defender as ligações ferroviárias a Beja, quer, através das audiências, “lembrar que transitou da última legislatura e está em curso uma petição” em defesa das ligações ferroviárias a Beja.
O grupo espera que a petição seja discutida e votada no Parlamento “logo que possível” e que a conclusão do processo “seja favorável às pretensões” dos 15.071 signatários do documento e das populações do distrito de Beja, afirmou.
Segundo Bernardo Loff, o grupo vai “fazer todas as diligências” para que as audiências decorram no próximo dia 26, quando irá à Assembleia da República para participar na audição pública parlamentar promovida pelo Partido Ecologista “Os Verdes” sobre transportes ferroviários em Portugal.
A audição, segundo “Os Verdes”, pretende ser “uma oportunidade” para utilizadores, trabalhadores, autarcas, especialistas, defensores e interessados no transporte público ferroviário poderem “expressar as suas preocupações” sobre impactos ambientais, sociais e económicos decorrentes da possibilidade de fecho de linhas e serviços e de privatização de serviços para o desenvolvimento local, regional e nacional.
As decisões de pedir as audiências e de participar na audição foram tomadas na segunda-feira, na última reunião do grupo, composto pela mesa e por um representante de cada um dos grupos políticos da Assembleia Municipal de Beja e dois representantes do movimento de cidadãos criado pela Associação de Defesa do Património de Beja.
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Linha do Alentejo
29 abril, 2011
Reabre troço na Linha do Alentejo
in Jornal de Notícias 28.04.2011
"As obras de modernização do Troço Bombel - Casa Branca - Évora, na Linha do Alentejo, entraram na sua fase final, prevendo-se a reabertura à circulação ferroviária no próximo dia 23 de Julho", indicou a REFER num comunicado.
De acordo com a empresa, as obras em curso compreendem uma "reabilitação profunda da plataforma ferroviária nos cerca de 37 quilómetros de via entre Bombel e Casa Branca e a electrificação de todo o traçado até Évora".
A REFER indicou também que a instalação de novos sistemas de sinalização electrónica e de controlo de velocidade viabiliza "a prática de velocidades da ordem dos 190/200 quilómetros por hora", o que permite uma redução do tempo de percurso entre Lisboa e Évora de cerca de 20 minutos.
As obras naquele troço representam um investimento de 48,4 milhões de euros e deveriam terminar no sábado, mas estão atrasadas devido ao mau tempo que se verificou desde Outubro.
De acordo com a empresa, as obras em curso compreendem uma "reabilitação profunda da plataforma ferroviária nos cerca de 37 quilómetros de via entre Bombel e Casa Branca e a electrificação de todo o traçado até Évora".
A REFER indicou também que a instalação de novos sistemas de sinalização electrónica e de controlo de velocidade viabiliza "a prática de velocidades da ordem dos 190/200 quilómetros por hora", o que permite uma redução do tempo de percurso entre Lisboa e Évora de cerca de 20 minutos.
As obras naquele troço representam um investimento de 48,4 milhões de euros e deveriam terminar no sábado, mas estão atrasadas devido ao mau tempo que se verificou desde Outubro.
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