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27 agosto, 2018

Linha do Minho “não faz parte dos comboios do século XXI”

O Público publicou no passado dia 23 de agosto uma reportagem sobre a Linha do Minho. Através de entrevistas com atuais e antigos utentes (onde se incluem associados e membros da direção da Comboios XXI) fala-se de expetativas e de frustações e da conveniência e viabilidade desta linha, na véspera do fim da sua eletrificação. Deixamos os nossos parabéns à jornalista Ana Cristina Pereira pelo excelente trabalho jornalístico.

https://www.publico.pt/2018/08/23/economia/noticia/linha-do-minho-nao-faz-parte-dos-comboios-do-seculo-xxi-1841727

13 julho, 2018

Linha do Minho: e depois da eletrificação?

No próximo dia 27 de julho (sexta-feira) a Associação Comboios XXI organiza, juntamente com a Câmara Municipal de Barcelos, a sessão de informação "Linha do Minho: e depois da eletrificação?". A sessão terá lugar no Auditório Municipal de Barcelos. Começa às 17h30 e tem entrada livre. Contaremos com Pedro Marques, Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, para além de Miguel Costa Gomes, Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, e representantes da IP, da Mota-Engil e da CP. Aqui fica o programa:





20 dezembro, 2017

Dia 20-12-2017

V.N. Famalicão 
Cena 1: 

O comboio suburbano vindo de Braga chegou a Famalicão às 10h02, conforme o horário, com a indicação «Aveiro». Entrou ao contrário do habitual na linha 3. O comboio estava completamente cheio e assim se manteve até Porto São Bento, enchendo ainda mais à medida que segui viagem. 

Seguiu sem qualquer informação áudio ou visual. 

Estava muita gente em pé e nem havia sinal do revisor. 

À hora marcada, 10h45 o comboio chegou a São Bento. 

Cena 2 (cont.):

O comboio que sai de Braga às 9h34, passou em Famalicão às 10h02, com indicação «Aveiro» e chegou a São Bento às 10h45, conforme o horário. 

Questionei delicadamente em São Bento o maquinista por que razão o comboio seguia com a indicação «Aveiro», tendo o próprio respondido, com espanto: “Aveiro?!”. 

Confirmei a informação e o revisor retorquiu “Se o Senhor o diz…”. 

No entanto, foi verificar e, lendo “Aveiro”, pediu-me desculpa. O maquinista não sabia que o comboio estava a circular com a indicação «Aveiro». 

“A culpa não é nossa”, disse. 

“Vá ao Gabinete do Utente, na Estação de São Bento, e explique o que se passa. Nós até agradecemos.” Fui ao Gabinete do Utente e vi um funcionário sentado a olhar para mim. Contei-lhe a história e o conselho do maquinista e o mesmo funcionário respondeu-me “Tem de escrever a reclamação aqui ou fazê-la na net”. Respondi que não tinha tempo e disse-lhe: “Deveriam ter aqui a possibilidade de receber a reclamação oralmente, ou por via de uma gravação”. 

O funcionário respondeu-me, com alguma displicência que, atendendo à política de proteção de dados, tal não poderia acontecer. 

Disse-lhe que autorizava a gravação. 

Não era possível, pois nem meios para tal possuía, pelo que depreendi. 

Vim embora!

08 julho, 2017

Sessão Pública em Famalicão

Convidamos todos os associados e simpatizantes da Associação Comboios XXI a estarem presentes na Sessão Pública de esclarecimento sobre a "Eletrificação do troço ferroviário Nine-Viana". Esta sessão está agendada para as 17h30 do próximo dia 13 no Museu Bernardino Machado, em Famalicão.


31 outubro, 2016

Electrificação da Linha do Minho divide Portugal e Espanha


O Presidente da CP espera que os espanhóis adoptem a mesma tensão que Portugal. Caso contrário, Portugal terá que arranjar comboios bitensão, iguais aos que o país vizinho já tem.




Na entrevista concedida ao Jornal de Notícias este domingo, Manuel Queiró revela-se satisfeito com o avançar da electrificação da Linha do Minho, mas diz esperar que os espanhóis optem por usar a mesma tensão que Portugal. Se não, a CP terá de arranjar comboios semelhantes aos que Espanha já tem. "Os espanhóis continuam com uma tensão diferente da portuguesa entre Vigo e a fronteira. Implicará um inconveniente para o lado português, porque os espanhóis têm comboios de bitensão e Portugal ainda não".

Questionado sobre se a CP dispõe de comboios capazes de entrar no território espanhol, o administrador garante que "ainda é cedo". "Não basta a electrificação do lado português, é preciso assegurar que se electrifica o lado espanhol, o que não está sequer programado. Nessa altura, esperamos já ter o reforço da frota de longo curso".
Alugar material circulante bitensão é uma hipótese: "Já temos material alugado aos espanhóis, pode ser que nessa altura se volte a alugar material de bitensão. Mas preferimos que as electrificações que Espanha planeia até à fronteira se ajustem à tensão usada em Portugal", declarou.

Igualmente vital é duplicar a via da linha: "É uma linha de via única (...) é preciso aumentar os locais de cruzamento, com duplicação de via".

Em relação à capacidade de o Celta se tornar um serviço rentável, o Presidente da CP não se compromete: "O ponto essencial neste comboio não é apenas a rentabilidade. Para o Noroeste é um comboio simbólico, de natureza política", assevera. Cifra o prejuízo do serviço nalgumas "centenas de milhares de euros", mas "garante que os números da exploração melhoraram".

17 outubro, 2016

Previsto investimento de €2,7 mil milhões na ferrovia até 2020





O Plano Ferrovia 2020 prevê 214 kms de novas linhas e a reabilitação de 900 kms das existentes. O troço Covilhã-Guarda; o transfronteiriço (corredor internacional sul); o percurso Ovar-Gaia e os trabalhos de eletrificação na Linha do Minho são os principais visados.




Plano Ferrovia 2020, com "uma forte componente de cofinanciamento europeu", prevê a construção de 214 quilómetros de novas linhas e a modernização de 900 quilómetros das existentes, noticia o Expresso.

Assim, o Orçamento do Estado para 2017 prevê um investimento global de 2,7 mil milhões de euros, que será aplicado em obras no troço Covilhã-Guarda (corredor internacional norte); no troço transfronteiriço (corredor internacional sul); na Linha do Norte (Ovar – Gaia) e nos trabalhos de eletrificação na Linha do Minho.

"Estes investimentos incluirão ainda o arranque da instalação do sistema europeu de gestão de tráfego ferroviário, o aumento do comprimento de cruzamento dos comboios para 750m e a preparação da migração para a bitola standard", pode ainda ler-se no relatório do Orçamento, revela o semanário.

Estes projetos ferroviários serão fortemente suportados pelo "cofinanciamento europeu, através do Portugal 2020 ou de outros mecanismos e instrumentos europeus, tal como o Mecanismo Interligar a Europa", acrescenta o relatório.

14 outubro, 2016

Modernização da Linha do Minho com verbas repartidas até 2018


As obras de electrificação da Linha do Minho já têm verbas garantidas, mas serão escalonadas anualmente. Em 2016 não podem exceder os 1,8 milhões de euros.



A decisão governamental ganha forma através da portaria publicada em Diário da República, em vigor desde quarta-feira. 

As secretarias de Estado do Orçamento e das Infraestruturas autorizaram a repartição anual, até 2018, dos custos das obras de modernização e eletrificação da Linha do Minho, estimada em mais de 3,7 milhões de euros. 

De acordo com a portaria publicada em Diário da República, a Infraestruturas de Portugal (IP) fica autorizada a "reescalonar" os "encargos orçamentais decorrentes da execução do contrato", não podendo exceder, "em 2016 os mais de 1,8 milhões de euros; em 2017 cerca de 1,5 milhões de euros e, em 2018, mais de 337 mil euros". 

Em causa está a empreitada do troço Nine – Valença da Linha do Minho cujo "início ainda não ocorreu e em que o prazo de execução abrange os anos de 2016 a 2018".

Em Agosto, o Prof. Dr. António Cândido de Oliveira, da Direcção da Associação Comboios XXI, esclarecia assim a sua posição e a importância de todos os cidadãos se envolverem no processo.

12 agosto, 2016

Linha do Minho: Eletrificação até 2020?

Pode ler-se no Boletim n.º 2 da Associação Comboios XXI (julho de 2016), fazendo eco do que foi dito nos meios de comunicação social que a linha do Minho ficará eletrificada entre Nine e Valença em 2020.

Esta foi a declaração feita, em Barcelos, pelo Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, mas foi apenas uma declaração política. E embora mereçam toda a atenção as declarações políticas, a realidade administrativa é outra coisa.

Para a eletrificação ser real importa que se adjudique a obra a um empreiteiro ( de qualidade) e isso implica abrir um concurso pela IP. Adjudicada a obra, importa que o contrato que lhe serviu de base tenha sido feito com todo o cuidado, prevendo a data de conclusão e entrega da obra (e não é o mesmo janeiro de 2020 ou dezembro do mesmo ano), o acompanhamento qualificado da mesma , medidas a tomar caso o empreiteiro não cumpra e aqui mais importante do que as sanções são as alternativas como, por exemplo, a entrega rápida a outro empreiteiro não vá suceder o mesmo que na eletrificação entre Caíde e Marco.

Ao mesmo tempo e noutro plano, importa que a CP adquira material circulante moderno (com instalações sanitárias!) e assim igualmente abra um concurso, acompanhe a sua execução e preveja medidas alternativas para o não cumprimento do contrato.

Assim sucederá?

É aqui que a opinião pública e com ela nomeadamente as autarquias locais tem um papel da maior importância. Isto não é assunto apenas da IP e da CP, é assunto que nos diz respeito, pois é para nós cidadãos utentes que as obras e a aquisição de material circulante serão feitas.

Por isso, importa desde já perguntar e saber estas e outras coisas: Sabendo-se que o concurso já foi aberto (estava previsto para março de 2016), a obra já foi adjudicada? E a quem? E como estamos de material circulante? Que composições vão ser adquiridas? Quais as suas características? E estarão operacionais em 2020?

Infelizmente, a informação quer da IP quer da CP estão longe de ser exemplo de boa relação com os cidadãos. Parece que estes são vistos por aquelas empresas como um estorvo e não como um aliado (ver o Boletim n.º 2 da Associação).

O nosso papel é antes de mais informar e assim faremos. Não é tarefa fácil quando quem tem a informação não a disponibiliza de modo claro, completo e fácil. O Alto Minho não pode ficar para trás numa linha que para sul é dupla e está eletrificada ( Nine-Porto) e para Norte ( na Galiza) está eletrificada e, em grande parte, tem já autoestradas ferroviárias.

Estamos seguros que as autarquias da região e a CIM do Alto Minho não descansarão na defesa dos direitos das populações respetivas.

António Cândido de Oliveira
(Direcção)

06 julho, 2016

Ministro anuncia eletrificação da Linha do Minho até 2020



É já no final deste ano, ou início de 2017, que vai começar a eletrificação da Linha do Minho, entre Nine e Valença. Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, disse em Barcelos que a obra deverá estar concluída em três anos, três anos e meio. 

O Ministro considera o início da empreitada o momento zero. Tudo começa com a construção de uma passagem inferior em Midões onde agora existe uma passagem de nível. Trata-se de um investimento de 806 mil euros para uma obra que deverá ser concluída até final do ano. Segundo Pedro Marques "esta obra viabiliza todo o trabalho para a eletrificação da ferrovia e elimina, também, uma passagem de nível que é muito importante do ponto de vista da segurança rodoviária".

Após as obras concluídas, o ministro pondera a passagem de um Alfa Pendular até à fronteira galega. Como objectivos das obras de melhoramento da linha, foram apontados aumentar o conforto e a qualidade dos comboios de passageiros e tornar mais competitivo o transporte de mercadorias. O presidente da Infraestruturas de Portugal, António Ramalho, assegurou que vai passar a ser possível a passagem de comboios com 750 metros de comprimento.

07 março, 2016

Alguns Apontamentos sobre Comboios

Estação de São Bento 
Na Estação de São Bento, no Porto, há uma confusão inaceitável nas partidas dos comboios. Na mesma linha há, frequentemente, por falta de espaço, dois comboios juntos, um que avança (o da frente, claro) e outro que fica. Muitas pessoas não se apercebem disso. Passageiros menos habituados entram no comboio errado por falta de uma indicação precisa. É inadmissível! Os responsáveis esquecem que muitos passageiros são ocasionais (frequentemente estrangeiros) e não conhecem estes pormenores. 

Comboios Urbanos Rápidos entre Braga e Travagem
Ao contrário do que diz a CP, não há comboios urbanos rápidos entre Braga e Porto. Apenas há comboios rápidos entre Braga e Travagem (um apeadeiro situado antes de Ermesinde). Entre a Travagem e São Bento (e vice-versa) todos os comboios são lentos, ponto final. Admira-me que os municípios de Braga, Famalicão, Trofa e Porto aceitem esta situação como algo normal. 

A Estação da Trofa e  Outras 
A Estação da Trofa é um luxo ao lado das estações de Famalicão e Nine. Aquela tem elevadores, escadas rolantes e outras comodidades. Nine e Famalicão nem elevadores para pessoas de mobilidade reduzida possuem. Os responsáveis do município de Vila Nova de Famalicão estavam a dormir enquanto a REFER ia projetando estas estações. E no que toca a Famalicão, o estacionamento de veículos e a falta de ligação ao centro da cidade deviam ser motivo de vergonha. 

Lisboa-Madrid
Está previsto, ao que parece, fazer a ligação entre Lisboa e Madrid em pouco mais de 5 horas. Houve há dias uma reunião de responsáveis dos caminhos de ferro portugueses e espanhóis e fizeram essa promessa. Será necessário, para isso, melhorar, desde logo, a Linha da Beira Alta. Esta ligação com Madrid poderia ser feita, se tivéssemos linhas ferroviárias modernas do lado português, em menos de 3 horas – bastando para tal uma média de 200 km/hora. E se a ligação com Espanha se fizesse (como agora se faz) ao nível de Coimbra, então também o Porto estaria a menos de 3 horas de Madrid. Para quem não sabe, atualmente a viagem entre Lisboa e Madrid demora mais de 10 horas!

António Cândido de Oliveira

14 fevereiro, 2016

Declaração de Tui fortalece cooperação

No Correio do Minho:
[...] Uma posição corroborada pelo autarca de de Valença do Minho, Jorge Mendes. José Maria Costa apontou outros constrangimentos nas zonas de fronteiras relacionados com as portagens e eliminação do roaming, ressalvando a boa nova anunciada pelo ministro português do Planeamento sobre o Plano Nacional de Investimentos na Ferrovia, que contempla a Linha do Minho que irá vai iniciar as suas obras de modernização de Nine até Valença. O lançamento dos concursos acontecerá já no próximo mês e a execução das obras está prevista em Janeiro de 2017 para terminar em 2018.

01 julho, 2013

Novos horários na Linha do Minho

NOTA DE IMPRENSA
Novos horários na Linha do Minho

A associação ComboiosXXI vem manifestar o seu profundo desagrado com o anúncio da nova ligação internacional Porto-Vigo, que entrará em vigor no próximo dia 1 de julho. A ComboiosXXI, no Manifesto de Viana (entre outros documentos) já elencou medidas para a melhoria da ligação:

-Menor Tempo de Viagem.
-Melhor material circulante.
-Obras de melhoramento.

Verifica-se que a CP optou por criar um serviço desajustado, que por não ser apoiado em algum estudo técnico é apenas sustentado por decisão política, tomada na última cimeira ibérica. Na declaração dessa cimeira referia-se a criação dum bilhete único (de saudar) e de um “comboio directo diário nos dois sentidos”. Sendo nós totalmente contrários a esta opção, elencamos de seguida o que nos opõe à CP:

-ao melhorar o tempo piorou-se o serviço, eliminando todas as paragens entre Porto e Vigo;
-tirando os novos autocolantes nas velhas carruagens, nada mudou, quer nos veículos quer na via;

Consideramos que uma política de angariação de passageiros para o caminho-de-ferro tem de melhorar os tempos e o conforto dos veículos, mas também de operacionalizar os transbordos, coordenação de horários, etc. Ao se eliminar todas as paragens entre o Porto e Vigo, acabou-se com a ligação ferroviária entre o Minho e a Galiza, e eliminou-se toda e qualquer hipótese de ligação entre este e outros comboios em circulação.

Vimos assim propor que a paragem técnica em Viana seja transformada numa paragem que permita entrada e saída de passageiros, e que seja feito o mesmo em Famalicão, Barcelos e Valença, de modo a que este comboio sirva de facto as populações. Estas paragens não acrescentarão mais de 5 minutos ao tempo actual.

Relembramos que não existe, em nenhuma parte do mundo, uma ligação com 150km que percorra áreas tão populosas, a uma velocidade baixíssima (média de 65 km/h), e que só abra as portas aos passageiros no início e no fim da viagem. Assim como os Alfas param em Coimbra e Aveiro, também o Celta deverá parar em Viana e Barcelos, ou pouca utilidade terá.

A Linha de Leixões fechou um ano depois de reabrir, também por ser um projecto com grande potencial mas mal implementado. Quanto tempo demorará até que aconteça o mesmo ao Porto-Vigo?


Porto, 01 de Julho de 2013
Direcção da ComboiosXXI

28 maio, 2013

Comboio Internacional Porto - Vigo

A associação Comboios XXI tem vindo a acompanhar atentamente a situação da Linha do Minho e os anúncios relativos ao serviço regional e à ligação internacional Porto - Vigo.  

A Comboios XXI  pronunciou-se já, por diversas vezes, sobre a necessidade de dotar este importante eixo de condições adequadas à procura de transporte nas regiões que atravessa, bem como  sobre a problemática da ligação internacional Porto-Vigo.

Após as recentes declarações sobre este mesmo serviço e notícias contraditórias e pouco esclarecedoras sobre este tema, a Comboios XXI gostaria de deixar claro que: 

  1. Nunca como hoje foi tão necessário dotar o eixo internacional Porto-Vigo de um serviço de transporte de passageiros actual e competitivo. Note-se que as pontes de Valença e Cerveira têm mais tráfego do que todas as outras fronteiras entre Portugal e Espanha somadas! 
  2. O serviço actualmente existente, embora apresentando lacunas evidentes, não deve ser interrompido ou descontinuado, antes melhorado, no sentido de oferecer melhor tempo de viagem e mais conforto a bordo sem, no entanto, deixar de servir os centros urbanos ao longo do percurso onde a procura existe. 
  3. As condições de circulação na via devem ser objecto de obras de melhoramento há muito previstas, que possibilitem maior capacidade de transporte de passageiros e mercadorias. 

A Comboios XXI continuará atenta ao desenrolar deste processo e aguarda a divulgação mais detalhada das alterações anunciadas para este Verão.  

Porque acreditamos que a prioridade dos governos de Portugal e da Espanha e das empresas CP e RENFE deve ser a oferta do melhor serviço possível aos cidadãos, estamos esperançados que este processo obtenha dos responsáveis atenção continuada e a melhor solução possível, pois o mês de Julho aproxima-se velozmente. 

Braga, 22 de Maio de 2013 

A Comissão Directiva da Associação Comboios XXI

07 maio, 2012

Modernizar a Ligação Ferroviária Internacional Porto / Vigo


Declaração
Modernizar a Ligação Ferroviária Internacional Porto / Vigo
Potenciar a euro-região Norte de Portugal – Galiza
Melhorar o Serviço Ferroviário aos Utentes

A  Associação do Eixo Atlântico e a Associação de Utentes Combóios do Século XXI reunidos hoje em Viana do Castelo com o objectivo de alertar os governos de Portugal e de Espanha, na véspera da Cimeira Ibérica, vêem recordar a necessidade da modernização da ligação ferroviária Porto Vigo, como pressuposto para potenciar a euro-região Norte Portugal - Galiza:

É urgente e necessária uma ligação ferroviária moderna do Século XXI, impondo-se  a modernização da linha do Minho, entre Vigo e Porto, que permitirá ligar ambas as cidades num tempo estimado de setenta e cinco minutos, servindo todas as populações ao longo da ferrovia, de cerca de 2 milhões de habitantes da euro-região;

Esta ligação representa um pequeno investimento financeiro dos inicialmente previstos para a ligação ferroviária de alta velocidade Porto - Vigo, podendo ser reorientadas verbas de fundos comunitários disponíveis ou afetar no próximo quadro comunitário de apoio;

Este projeto das comunidades do Norte de Portugal-Galiza é técnica e  financeiramente viável e representa  um fator essencial para o desenvolvimento e competitividade económica e social desta euro-região e um serviço ferroviário de proximidade para as populações locais;

A Associação de Utentes Comboios do Século XXI chama a atenção para a brutal desigualdade que há entre a Linha Porto-Braga ( eletrificada,  via dupla, sem passagens de nível e com comboios modernos) e a linha Nine-Valença  ainda não eletrificada, com uma única via, cheia de passagens de nível e com comboios de meados do século XX em muito mau estado.





Esta situação dificulta a mobilidade de passageiros entre a Região Norte e a Galiza com prejuízos de toda a ordem económica, social  e outros, atingindo mesmo a ligação entre universidades e instituições do ensino superior, devendo notar-se que cada vez mais alunos e docentes  utilizam o transporte público quando ele reúne condições satisfatórias.

O transporte, que é muito procurado,  entre Valença, Viana e Porto e vice-versa tem tempos de viagem excessivos e horários desajustados  que levam os utentes a escolher outros meios, nomeadamente o automóvel.  A Associação Comboioios Século XXI entende que a linha tem grandes potencialidades que estão atrofiadas por esta situação.


Viana do Castelo, 7 de Maio de 2012.

A Associação do Eixo Atlântico
A Associação Utentes Comboios do Século XXI

24 janeiro, 2012

Reclamações enviadas VII

Mensagem enviada por um passageiro da Linha do Minho, a destoar das reclamações que enviamos recorrentemente sobre o mesmo serviço:

Ex. Mos Senhores,

Venho por este meio congratular-vos por hoje, dia 19 de Janeiro de 2012, terem conseguido com que o serviço Internacional, Comboio nº 421, tenha chegado e partido a hora prevista na estação de Nine, mais concretamente as 08:40.


Sem mais nada a dizer, já que atrasos de mais de trinta minutos diários, não há necessidade de ficarmos revoltados por pagarmos um serviço e este nunca, mas NUNCA, cumprir o mesmo.


Por isso e tal como fiz invés de reclamar dou-vos os Parabéns sempre que o comboio chegar e partir a hora marcada, porque caso contrário não fazia outra coisa se não reclamar!



Aconselhamos todos os utentes a procurarem enviar as reclamações através dos formulários para o efeito existentes nas estações em vez do serviço online, isto porque na nossa experiência constatamos que as respostas que vêem através da empresa subcontratada para gestão dos formulários online consistem num texto sempre idêntico, inconclusivo e sem qualquer compromisso ou esclarecimento em relação à situação denunciada.

A diferença importante é que as reclamações escritas são respondidas por documento escrito (digitalizado e enviado por email), assinado por um responsável e com um esclarecimento maior, embora o resultado imediato seja semelhante.

11 janeiro, 2012

Porto-Vigo à espera do dia 31...

No fim deste mês regressamos à mesma ansiedade de não saber se existirá ainda a última ligação internacional do Norte do país, sendo que todas as melhorias propostas pelos utentes e instituições da região relativas à Linha do Minho vão ficando pelo caminho, tal como sucede no Douro, no Oeste, no Alentejo e no Mondego.

Há um ciclo de desinvestimento que acabará por erodir em Portugal uma solução de transporte que prospera por todo o mundo.

Apesar disto vamos lendo notícias que dão conta do potencial da ligação, num momento em que é necessário o investimento em soluções que possam poupar ao Estado e aos cidadãos:

28 novembro, 2011

A Linha do Minho e o Corredor Atlântico

A Comboios XXI foi a primeira organização a mobilizar-se para a defesa do Porto-Vigo e de seguida passamos a uma postura proactiva pela defesa do investimento na ferrovia de passageiros na Linha do Minho, em toda a sua extensão e até Vigo. 

Fomos seguidos de imediato por representantes políticos de todos os quadrantes e por outras instituições desta região, que demonstraram o seu apoio de vários modos e tornando numa causa comum a angariação de investimento para tirar partido das potencialidades deste meio de transporte, especialmente tendo em conta as actuais transformações sociais, económicas e o modo como se reflectem nos hábitos de mobilidade.

Com esta mobilização dos últimos meses foi possível preservar o serviço internacional e tornar este tema numa questão inevitável quando se aborda o desenvolvimento do noroeste peninsular mas ainda não se conseguiu obter um compromisso claro relativamente ao futuro, pelo que continuaremos a trabalhar.

Aqui fica um resumo dos acontecimentos mais recentes:

Associações empresariais atentas à mobilidade na fachada Atlântica
“Mobilidade na fachada Atlântica – o sector ferroviário” é o tema da primeira iniciativa das principais associações representativas do empresariado da Região Norte para intervirem na definição da estratégia de Portugal e Espanha para o sector dos transportes de mercadorias. O objectivo é estruturar um movimento de opinião que dê expressão aos receios e propostas da sociedade civil nesta matéria.

Comboios: Modernização da Linha do Minho chega a Durão Barroso
'Esta ligação representa um pequeno investimento financeiro de cerca de 100 milhões de euros, que corresponde a 1/8 dos oitocentos milhões de euros que a Comissão Europeia concedeu a Portugal para a ligação ferroviária de alta velocidade Porto-Vigo e que se perderão se a obra não se realizar até final deste Quadro Comunitário de Apoio'

Governo diz que ligação ferroviária Porto-Vigo é "estruturante"
Governo quer candidatar ligação Porto-Vigo ao próximo QREN
O secretário de Estado dos Transportes considerou, esta segunda-feira, a ligação ferroviária Porto-Vigo "estruturante" e disse desejar que no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio seja possível integrar esta linha na agenda ibérica.

El Concello de Tui pedirá a Renfe un servicio de tren directo con A Coruña
Por unanimidad de toda la corporación se aprobó una moción del BNG en la que pide una reunión urgente con Renfe para pedir en la estación de Tui, la mejora de horarios y mayor frecuencia de trenes, y que se implante un servicio vertebrador que permita la comunicación directa desde Oporto (Portugal) hasta A Coruña, además de que se realicen las gestiones oportunas para mejorar el servicio.

Comissão Europeia admite financiamento da modernização da ligação ferroviária entre Porto e Vigo
"A modernização das linhas ferroviárias em Portugal pode ser financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e pelo Fundo de Coesão, através dos programas regionais ou do programa de desenvolvimento territorial (POVT)", explica o comissário europeu Joahnnes Hahn
 
REFER realiza estudo de mercado sobre "potencialidades" da Linha do Minho
A REFER está realizar um estudo de mercado sobre as potencialidades da Linha do Minho, embora admita que a concretização da modernização da rede entre Nine e Valença vai depender do Governo.

30 setembro, 2011

Adiado fim do Serviço Porto-Vigo

CP garante ligação Porto-Vigo até 31 de Janeiro

"O acordo [com a espanhola Renfe] vai ser prolongado pelo menos até 31 de Janeiro, pelo que o serviço manter-se-à inalterado. Até lá, vão continuar a decorrer conversações sobre o futuro do serviço", explicou à Lusa fonte da CP.

Requalificação da Linha do Minho de fora dos planos do Governo 

“Não esteve nunca prevista nas legislaturas anteriores, nem estará nesta, a requalificação da Linha do Minho”. Foi esta a surpreendente resposta que o Deputado Socialista de Viana do Castelo, Jorge Fão, recebeu do Gabinete do Ministério da Economia e do Emprego a um requerimento apresentado no início de Agosto.

Linha Porto-Vigo terá comboios de "velocidade rápida moderada"

O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, disse, esta terça-feira, ter tido a garantia do Governo que uma ligação ferroviária em "velocidade rápida moderada" entre Porto e Vigo também está na agenda.

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Hoje teria terminado o serviço Porto-Vigo na Linha do Minho, uma ligação centenária, a última internacional no Norte de Portugal,  que sobreviveu mais de 100 anos e várias guerras, divisões e transformações sociais para ser ameaçada por causa de um alegado prejuízo cujos detalhes não são conhecidos.


Foi obtido um adiamento para dia 31 de Janeiro, que não vem acompanhado de medidas que permitissem melhorar o serviço prestado e o seu desempenho económico, ficando tudo na mesma.
Nesta sequência surgem surgem notícias contraditórias que dão conta de planos para manter ou melhorar o serviço na Linha do Minho, iniciativa para qual a Associação de Utentes dos Comboios de Portugal apresentou um conjunto de propostas.

Iremos continuar a propor soluções e a divulgar o potencial deste eixo ferroviário.

28 agosto, 2011

A importância da ligação ferroviária Porto-Vigo


A Associação Comboios XXI, associação de utentes dos transportes públicos ferroviários, vem chamar a atenção para os seguintes factos que não tem merecido a divulgação devida.

De Vigo para o Norte da Galiza (Santiago e Corunha) existem cerca de 20 ligações ferroviárias diárias em comboios rápidos, modernos e confortáveis, fazendo a ligação entre Vigo e Corunha em cerca de duas horas (200 km).

Do Porto para o Sul de Portugal (Coimbra-Lisboa) há também cerca de 20 ligações diárias em comboios Alfa ou Intercidades que fazem a ligação entre Porto e Lisboa em cerca de 3 horas (336 Km). Assim, de Vigo para Norte da Península e do Porto para Sul, há ligações ferroviárias que não sendo ainda excelentes são razoavelmente satisfatórias ( e as da Galiza vão melhorar muito mais dentro em breve).

O problema é exactamente a ligação Porto-Vigo. Entre estas duas cidades há apenas duas (2) ligações, uma ao princípio da manhã e outra ao fim da tarde que são feitas em comboios a diesel, de fraca qualidade e que demoram três horas a percorrer cerca de 170 quilómetros.

Galiza e Norte de Portugal estão assim de costas voltadas em termos de ligação ferroviária e isto só foi possível por desleixo de Portugal e da Espanha. Ao longo deste período não faltaram meios financeiros comunitários, nomeadamente para a cooperação transfronteiriça, hoje denominada cooperação territorial, que deveriam ter sido utilizados neste sector .

À luz da integração europeia, em que os dois países estão envolvidos, não tem qualquer justificação o anunciado encerramento da ligação entre Porto e Vigo (suspenso até Setembro…), devendo antes haver cooperação séria entre Portugal e Espanha para melhorar rapidamente essa ligação.

Para além dos efeitos positivos que essa boa ligação terá no desenvolvimento a todos os níveis da eurorregião Galiza-Norte de Portugal, ela é um direito dos cidadãos de um e outro lado do Minho.

A Associação Comboios XXI difundirá esta posição junto das entidades públicas e privadas mais directamente relacionadas com este problema e procurará dar o contributo que estiver ao seu alcance para a sua resolução.

A Comissão Directiva da Associação Comboios XXI

Braga, 25 de Agosto de 2011