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31 outubro, 2016

"Novo" Alfa vai circular em 2017


Como já tinhamos dado conta, o Alfa Pendular está a ser remodelado pela EMEF, empresa do grupo da CP. Depois de revista a parte mecânica, chega a vez do exterior e do habitáculo do comboio ganharem uma cara nova.




O primeiro Alfa remodelado deve sair das instalações do Entroncamento ainda em 2017, revelou o Presidente da CP ao Jornal de Notícias.

Depois de renovada toda a parte mecânica, chegou a vez do exterior e do habitáculo. O Alfa Pendular vai deixar de ser branco, vermelho e azul e adoptar o cinzento e o verde como cores identificativas, ganhando ainda um interior totalmente renovado.

Publicamente "vai ser percepcionado como um novo Alfa" que "em boa medida" é, revela Manuel Queiró. Durante os próximos três anos serão remodelados os 10 Alfas de que a CP, dispõe actualmente. Uma "operação indispensável, mas arriscada", pois "implica ter um no estaleiro, quando dez já não chegam", explica o gestor.
"Estamos mais próximos do limite e por isso é estratégico para a CP conseguir (...) meios alternativos, para suprir alguma falha. O programa de curto prazo de aumento de comboios é vital também por causa disso".
O investimento também é considerável. As intervenções em cada um vão custar 1,8 milhões de euros.

Electrificação da Linha do Minho divide Portugal e Espanha


O Presidente da CP espera que os espanhóis adoptem a mesma tensão que Portugal. Caso contrário, Portugal terá que arranjar comboios bitensão, iguais aos que o país vizinho já tem.




Na entrevista concedida ao Jornal de Notícias este domingo, Manuel Queiró revela-se satisfeito com o avançar da electrificação da Linha do Minho, mas diz esperar que os espanhóis optem por usar a mesma tensão que Portugal. Se não, a CP terá de arranjar comboios semelhantes aos que Espanha já tem. "Os espanhóis continuam com uma tensão diferente da portuguesa entre Vigo e a fronteira. Implicará um inconveniente para o lado português, porque os espanhóis têm comboios de bitensão e Portugal ainda não".

Questionado sobre se a CP dispõe de comboios capazes de entrar no território espanhol, o administrador garante que "ainda é cedo". "Não basta a electrificação do lado português, é preciso assegurar que se electrifica o lado espanhol, o que não está sequer programado. Nessa altura, esperamos já ter o reforço da frota de longo curso".
Alugar material circulante bitensão é uma hipótese: "Já temos material alugado aos espanhóis, pode ser que nessa altura se volte a alugar material de bitensão. Mas preferimos que as electrificações que Espanha planeia até à fronteira se ajustem à tensão usada em Portugal", declarou.

Igualmente vital é duplicar a via da linha: "É uma linha de via única (...) é preciso aumentar os locais de cruzamento, com duplicação de via".

Em relação à capacidade de o Celta se tornar um serviço rentável, o Presidente da CP não se compromete: "O ponto essencial neste comboio não é apenas a rentabilidade. Para o Noroeste é um comboio simbólico, de natureza política", assevera. Cifra o prejuízo do serviço nalgumas "centenas de milhares de euros", mas "garante que os números da exploração melhoraram".



Manuel Queiró analisa desafios da CP

Entrevistado este domingo pelo Jornal de Notícias, o presidente da CP faz um retrato do estado das principais questões que a empresa tem de resolver.




Reforçar a frota de comboios, terminar a electrificação das linhas estabelecidas, assegurar a linha do Douro e melhorar o serviço Alfa são alguns exemplos.
Assegurado que está "o financiamento europeu em linhas ferroviárias" é chegado "o tempo de investir nos comboios que lá circularão”, assegura o Presidente da Comboios de Portugal (CP), Manuel Queiró.
Com base no "equilíbrio das contas previsto para este ano, no aumento do número de passageiros e na paz laboral" revela-se apostado em "desafiar as forças politicas para uma estratégia ferroviária nacional". Seria "um absurdo investir milhares de milhões em infraestrutura ferroviária que seria desaproveitada sem mais e melhores comboios", declarou ao JN.

Comboios não chegam para as encomendas


Responder "ao crescimento acentuado da procura" é outra preocupação do homem-forte da CP. "Já temos comboios lotados e passageiros que não conseguem fazer a viagem que queriam". Segundo afirma espera "conseguir um crescimento atempado do material circulante. No curto prazo, o Governo e a CP já estão de acordo quanto à recuperação de material de reserva da EMEF. Há uma programação feita e uma execução a longo de 2017. Falamos de milhões de euros". Já no médio prazo, e falando de novos comboios, Manuel Queiró esclarece que não há acordo fechado com o Governo, mas diz que "a CP vai continuar a pressionar pela expansão da frota".

Na mesma entrevista, quando questionado acerca do número de comboios necessários para dar resposta à procura, não avança com um número concreto. Considera prioritário duplicar a frota de Alfas - uma preocupação justificada pelo facto de os Alfa e Intercidades serem "o serviço mais rentável da CP, responsável pela sustentabilidade financeira da empresa" - e revela que "o Governo vai cumprir um programa realista e efectivo de investimento". Falta contudo apoio para "o resto do longo curso e para os comboios de gama média", que "também têm de ser contemplados", alerta.


CP não investe em comboios novos há 12 anos

 

Foto: Gil Lemos
O Presidente da CP admite que a última vez que foi comprado um comboio novo foi há 12 anos, mas desvaloriza a questão: "o essencial é ter comboios em condições de segurança e conforto" e "Portugal tem um excelente conjunto de comboios".
Mais urgente são todos os projectos relacionados com a electrificação de linhas. "A tração eléctrica está a avançar no Minho e contamos com o mesmo no Algarve e Oeste". Questionado sobre se o plano de investimento governamental para a ferrovia serve os interesses da empresa, garante que "quer intervir de forma mais próxima na calendarização" e que os timings "não sendo óptimos, são satisfatórios".
 Manuel Queiró reforça a ideia de que "é altura de começar a planear o aumento da frota". Apesar de não se correr o risco de não haver comboios para as linhas renovadas, explica: "temos comboios rápidos cujo potencial não é aproveitado porque não temos linhas adequadas".
Já quanto à anunciada "paz laboral", revela que "as relações entre a gestão e os trabalhadores estão numa boa fase" e que espera que o dossier da contratação colectiva fique fechado "até ao final de 2017".