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26 novembro, 2017

Para concluir a electrificação entre Caíde e o Marco, IP quer fechar o troço durante três meses


A Infraestruturas de Portugal (IP) quer encerrar o troço entre Caíde e Marco de Cavaneses enquanto decorrerem as obras de conclusão da electrificação naqueles 16 km. Tal como a Associação Comboios XXI adiantou no seu site no passado mês de Setembro, a empresa está a preparar, ao mesmo tempo, a conclusão da electrificação e a renovação de toda a via férrea, para evitar mais obras no futuro.

Numa sessão de esclarecimento que decorreu no mês de Setembro no Marco de Canaveses, a IP fez duas propostas: ou encerrar totalmente o troço para concluir as obras em três meses, ou manter a circulação de comboio para concluir as obras em 12 meses. Agora, a empresa decidiu-se pela total interdição à circulação.

Autarcas temem que passageiros se afastem do comboio

Ao jornal Público, os autarcas de Peso da Régua e de Mesão Frio manifestam preocupação com a decisão da IP. O autarca da Régua, José Gonçalves, diz que a decisão foi unilateral e está preocupado com o isolamento a que toda a linha entre Marco e Pocinho vai ficar votada. Já o presidente da câmara de Mesão Frio está totalmente contra o encerramento temporário. Alberto Pereira defende que as obras devem ser feitas nas “horas mortas” da circulação ferroviária. Além disso, teme que a procura baixe e que os passageiros se afastem em definitivo do comboio.

Também as empresas de turismo no Douro estão preocupadas com a eventual decisão da IP. Ao jornal Público, a porta-voz de três empresas diz recear que as obras, previstas para o Inverno, “resvalem para a Primavera”. A Asssociação Comboios XXI está em contacto com a autarquia de Marco de Canaveses, cuja posição sobre esta matéria será divulgada nos meios digitais da Associação.

CP ainda não foi avisada

O jornal Público contactou a CP, mas a empresa diz que ainda não foi oficialmente informada pela gestora da infra-estrutura. Caso a IP avance com a interdição de circulação, os passageiros ficarão sem ligação ferroviária ao resto do país, tendo a CP de, eventualmente, recorrer a autocarros. Além disso, os comboios ficarão “encravados” entre Marco de Canaveses e o Pocinho, sem acesso às oficinas da EMEF em Contumil.

Na Linha do Douro, automotora espanhola da série 592, uma das cerca de 20 alugadas pela CP à Renfe/Gonçalo Costa

03 setembro, 2017

Falta de entendimento entre IP e empreiteiro determina paragem nas obras entre Caíde e o Marco

Olhando para os últimos anos, parece não haver obra ferroviária que mais custe a fazer do que a electrificação de 16 km de linha entre Caíde de Rei e o Marco de Canaveses, na zona suburbana do Grande Porto. As obras estão novamente paradas e a empresa até agora responsável não vai ser a mesma que as vai concluir.

Em resposta às perguntas da Associação Comboios XXI, a Infraestruturas de Portugal (IP) informa que à empresa Isolux-Corsán cabe, agora, apenas “restabelecer as condições de segurança e de exploração” da linha, sendo que aquele consórcio espanhol não vai concluir a obra, como estava inicialmente previsto.

Afinal, o que aconteceu?

Em Novembro de 2016, a Isolux-Corsán apresentava “graves dificuldades financeiras”, pelo que a IP desenvolveu diligências para “assegurar a continuação da empreitada”. Assim, “os trabalhos de construção civil das estações e catenária [estrutura que suporta o fio eléctrico que alimenta os comboios] na via estão praticamente concluídos”.

Há poucas semanas, sem que ninguém tivesse previsto, surgiram problemas com dois túneis à saída de Caíde. O projecto, orçado em 6,4 milhões de euros, previa o seu “reforço estrutural e o rebaixamento da via” para que, dentro dos túneis, passasse a haver altura suficiente para instalar a catenária.

Durante essas obras, “tornou-se necessário aumentar significativamente os trabalhos a realizar pelo consórcio”. Porém, descobriu-se que os túneis, “com já cerca de 150 anos”, são constituídos “essencialmente por rocha, agravando muito as condições de realização dos trabalhos”, explica a gestora da infra-estrutura ferroviária portuguesa.

A IP conclui: “Não foi possível chegar a um acordo com o empreiteiro para a execução dos trabalhos não previstos”. A Isolux-Corsán sai de cena e outra empresa terá de concluir as obras.

A Infraestruturas de Portugal não explica por que razão o projecto desta empreitada não previa aqueles trabalhos nos túneis. Adianta a empresa que está em curso a contratação de uma nova empreitada.


O plano Ferrovia 2020 previa a conclusão desta electrificação entre Outubro e Dezembro de 2016. No entanto, não será sequer em 2017 que os comboios suburbanos do Porto poderão chegar ao Marco, continuando a ser necessário o transbordo para comboios a diesel em Caíde.


IP pondera encerrar o troço para maior rapidez nas obras

Está em cima da mesa a hipótese de encerrar os 16 km entre Caíde e o Marco, procedendo-se a transbordo rodoviário. Quem o diz é Manuel Moreira, presidente da câmara municipal de Marco de Canaveses, que apresentou essa solução à empresa pública.


Nem a IP nem o autarca souberam dizer prazos, mas, na melhor das hipóteses, as obras só regressarão em inícios de 2018.

Comboio espanhol a diesel da série 592, que actualmente assegura as ligações entre Caíde e o Marco

24 agosto, 2017

Electrificação do troço Caíde-Marco novamente suspensa

As obras de electrificação do troço ferroviário entre Caíde de Rei e Marco de Canaveses estão novamente paradas. A empresa Isolux-Corsán não vai concluir a obra, como estava inicialmente previsto. Em causa estarão as condições financeiras daquela empresa espanhola.

Ao que tudo indica, será assegurada uma nova empreitada para a continuação e a conclusão da electrificação daqueles 16 km.

Há muito tempo que as dificuldades com esta obra são conhecidas, mas, segundo fontes ouvidas pela Associação Comboios XXI, é certo que a obra não vai ficar parada. Ao que tudo indica, outro construtor assumirá a obra como ela está neste momento e irá terminá-la.

Desde 2014 que as obras estão em "pára-arranca", como relatou o jornal Público há um ano.

Há alguns dias, a CP repôs a normal circulação do comboio regional 4151, entre Caíde e Marco de Canaveses. Esse comboio era suprimido para permitir que as obras decorressem com normalidade.

A Associação Comboios XXI contactou a empresa Isolux-Corsán, mas não obteve resposta. Estamos também em contacto com a Câmara Municipal de Marco de Canaveses e outras entidades locais.

Vemos com muita apreensão esta notícia, que vai provocar um atraso ainda maior naquela obra. É urgente que os comboios urbanos - eléctricos - do Porto cheguem a Marco de Canaveses, servindo aquela população de forma muito mais eficiente, pondo fim ao transbordo em Caíde e libertando comboios a gasóleo para outros trajectos.

Vamos, muito em breve, apresentar novos detalhes sobre este assunto.

Antero Pires

14 outubro, 2016

Modernização da Linha do Minho com verbas repartidas até 2018


As obras de electrificação da Linha do Minho já têm verbas garantidas, mas serão escalonadas anualmente. Em 2016 não podem exceder os 1,8 milhões de euros.



A decisão governamental ganha forma através da portaria publicada em Diário da República, em vigor desde quarta-feira. 

As secretarias de Estado do Orçamento e das Infraestruturas autorizaram a repartição anual, até 2018, dos custos das obras de modernização e eletrificação da Linha do Minho, estimada em mais de 3,7 milhões de euros. 

De acordo com a portaria publicada em Diário da República, a Infraestruturas de Portugal (IP) fica autorizada a "reescalonar" os "encargos orçamentais decorrentes da execução do contrato", não podendo exceder, "em 2016 os mais de 1,8 milhões de euros; em 2017 cerca de 1,5 milhões de euros e, em 2018, mais de 337 mil euros". 

Em causa está a empreitada do troço Nine – Valença da Linha do Minho cujo "início ainda não ocorreu e em que o prazo de execução abrange os anos de 2016 a 2018".

Em Agosto, o Prof. Dr. António Cândido de Oliveira, da Direcção da Associação Comboios XXI, esclarecia assim a sua posição e a importância de todos os cidadãos se envolverem no processo.

12 agosto, 2016

Linha do Minho: Eletrificação até 2020?

Pode ler-se no Boletim n.º 2 da Associação Comboios XXI (julho de 2016), fazendo eco do que foi dito nos meios de comunicação social que a linha do Minho ficará eletrificada entre Nine e Valença em 2020.

Esta foi a declaração feita, em Barcelos, pelo Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, mas foi apenas uma declaração política. E embora mereçam toda a atenção as declarações políticas, a realidade administrativa é outra coisa.

Para a eletrificação ser real importa que se adjudique a obra a um empreiteiro ( de qualidade) e isso implica abrir um concurso pela IP. Adjudicada a obra, importa que o contrato que lhe serviu de base tenha sido feito com todo o cuidado, prevendo a data de conclusão e entrega da obra (e não é o mesmo janeiro de 2020 ou dezembro do mesmo ano), o acompanhamento qualificado da mesma , medidas a tomar caso o empreiteiro não cumpra e aqui mais importante do que as sanções são as alternativas como, por exemplo, a entrega rápida a outro empreiteiro não vá suceder o mesmo que na eletrificação entre Caíde e Marco.

Ao mesmo tempo e noutro plano, importa que a CP adquira material circulante moderno (com instalações sanitárias!) e assim igualmente abra um concurso, acompanhe a sua execução e preveja medidas alternativas para o não cumprimento do contrato.

Assim sucederá?

É aqui que a opinião pública e com ela nomeadamente as autarquias locais tem um papel da maior importância. Isto não é assunto apenas da IP e da CP, é assunto que nos diz respeito, pois é para nós cidadãos utentes que as obras e a aquisição de material circulante serão feitas.

Por isso, importa desde já perguntar e saber estas e outras coisas: Sabendo-se que o concurso já foi aberto (estava previsto para março de 2016), a obra já foi adjudicada? E a quem? E como estamos de material circulante? Que composições vão ser adquiridas? Quais as suas características? E estarão operacionais em 2020?

Infelizmente, a informação quer da IP quer da CP estão longe de ser exemplo de boa relação com os cidadãos. Parece que estes são vistos por aquelas empresas como um estorvo e não como um aliado (ver o Boletim n.º 2 da Associação).

O nosso papel é antes de mais informar e assim faremos. Não é tarefa fácil quando quem tem a informação não a disponibiliza de modo claro, completo e fácil. O Alto Minho não pode ficar para trás numa linha que para sul é dupla e está eletrificada ( Nine-Porto) e para Norte ( na Galiza) está eletrificada e, em grande parte, tem já autoestradas ferroviárias.

Estamos seguros que as autarquias da região e a CIM do Alto Minho não descansarão na defesa dos direitos das populações respetivas.

António Cândido de Oliveira
(Direcção)