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01 fevereiro, 2012

Aumentos de preços só vão piorar o desempenho das empresas – a solução está na conquista de utentes com serviços melhores e mais económicos



Comunicado de Imprensa da Comboios XXI- Associação de Utentes dos Comboios de Portugal

As subidas de preços que irão ocorrer novamente esta semana têm como objectivo declarado melhorar o desempenho económico das empresas ferroviárias em Portugal mas terão rigorosamente o efeito contrário, piorando ainda mais a situação devido às previsíveis quebras de utentes atribuíveis ao elevado custo dos passes e dos bilhetes, que é agravado pela crise económica do país. 

A Associação de Utentes dos Comboios de Portugal acredita que na verdade é precisamente porque estamos em crise que deve ser reconhecido o papel estratégico que têm o transporte público em geral e a ferrovia em particular, na capacidade que têm de conservar alguma poupança por parte dos cidadãos sem prejuízo para a sua mobilidade no quotidiano.

Sabemos também que com esta subida de preços é perdida uma oportunidade única de reverter a deterioração destas empresas, que acumulou 40% de perdas de utentes nos últimos 20 anos, em completo contra-ciclo com o resto da Europa, uma vez que a existência de alternativas económicas e convenientes ao automóvel traria muitos novos utilizadores ao transporte colectivo, ajudando também a cumprir metas ambientais para além de económicas.

A subida de preços e o corte na oferta de ligações e linhas tem também um peso negligenciável na eliminação dos verdadeiros problemas destas empresas, que são um historial de má gestão e uma dívida gerada por políticas de desinvestimento que levam a que dos 195 milhões de euros em prejuízos anuais da CP, 160 milhões são relativos a juros, para receitas de 70 milhões.


Ou seja, se a CP aumentasse o número de utentes em 50% com os preços anteriores aos aumentos a empresa cobriria todos os seus custos de manutenção mas o problema do endividamento ficaria exactamente igual.

A única estratégia verosímil passa por uma solução política para o problema da dívida e pela conquista de utentes aproveitando as vantagens inerentes a este meio de transporte, associado a uma política de preços realista e ambiciosa, acompanhada de uma melhoria contínua do serviço prestado.

Para contribuir para atingir este objectivo, a Associação de Utentes dos Comboios de Portugal tem as seguintes propostas a apresentar, no que diz respeito à política comercial da CP:

- Congelamento dos preços e descontos dos passes, colocando-os nos valores de início de 2011 de forma a que se tornem mais atractivos para viajantes quotidianos e os fidelizem

- Criação em toda a rede de um novo bilhete-família a aplicar a pequenos grupos até 5 pessoas e com descontos cumulativos a partir de 20% e até 50% no total

- Aumentar e abranger os actuais descontos multi-viagens (“paga 10 ganha 1”) em todos os serviços, passando o desconto mínimo de 10 para 20% (“paga 5 ganha 1”)

- Campanhas promocionais de ofertas de viagens e passes em passatempos e prémios, de forma a trazer mais pessoas para experimentarem os serviços em vários horários

- Perseguir mais protocolos com escolas, empresas e unidades hoteleiras e agências de viagens de forma a que tenham acesso a passes especiais e pontuais com descontos maiores

- Fazer com que as ajudas de custo relativas a transportes para detentores de cargos públicos seja restringida a transporte público como o ferroviário, tal como sucede com os quadros das empresas de transportes

- Criação de bilhetes “Last-minute” e “Off-peak” para percursos de maiores dimensão, com preços especiais

- Melhorar o serviço prestado com pequenas intervenções baseadas no conforto, como criação de serviços expresso intercalados com serviço regular e introdução de internet wireless e de tomadas eléctricas nas carruagens.

Estamos certos que estas pequenas alterações irão ter no nosso país o mesmo impacto positivo que tiveram em todos os outros casos em que foram aplicadas, acabando com a noção de que são os custos de operação que são um entrave à saúde das empresas e promovendo finalmente uma política responsável de aposta neste meio de transporte seguro, económico, eficiente, ecológico e, finalmente, conveniente.

A direcção da Associação dos Utentes dos Comboios de Portugal – Comboios XXI
Braga, 31 de Janeiro de 2012

31 agosto, 2011

Sobre o novo Passe Social

A partir de amanhã, dia 1 de Setembro, entram em vigor os novos passes sociais propostos pelo actual governo, que abrange uma pequena parte dos utentes quotidianos. Ler comunicado oficial.

Até agora foram confirmadas as seguintes informações:

- É tido em conta o rendimento do agregado, para um valor médio de 545€/pessoa activa, com apresentação de declaração do IRS para o efeito


- As assinaturas normais, incluindo os passes combinados, não são afectadas nem elegíveis para descontos, sendo sujeitas a futuros aumentos


- Este passe só é válido para o Andante e Série L, não para passes combinados ou zonas urbanas fora do âmbito destes bilhetes


Na imprensa:

Governo bonifica transportes a famílias com rendimentos individuais inferiores a 544 euros 

Os preços dos transportes a partir de Setembro 
 
Governo deixa de fora 1,4 milhões de famílias que ganham menos de 800€

Governo recusa bónus a utentes que usem passes combinados


28 agosto, 2011

Passe social limitado a um milhão de portugueses

via TVI


Apenas um milhão de portugueses deverá ter acesso ao novo passe social. Este bilhete especial para os transportes públicos estará limitado aos utentes com rendimentos ligeiramente acima dos 500 euros mensais.

Para adquirir o novo título de transporte a preços reduzidos, o utente terá de apresentar a declaração de rendimentos, no acto da compra nas bilheteiras, que já são poucas e deverão registar uma forte afluência, uma vez que a compra do passe social não poderá ser processada nas máquinas automáticas.

Os preços deverão ser anunciados na segunda-feira, três dias antes da data prevista para a entrada em vigor da tarifa social, de acordo com o «Correio da Manhã».

A partir de agora o passe social é só mesmo para quem mais precisa. É o lema do Governo.

A medida visa reduzir os gastos públicos com as empresas de transporte, com dívidas de perto de 17 mil milhões de euros. As tarifas dos transportes aumentaram em média 15 por cento a 1 de Agosto, depois de terem sido actualizados no início do ano entre 3,5 e 4,5 por cento.


A CXXI contactou a CP relativamente a estas alterações nos passes, e recebemos as seguintes informações:

- A CP teve conhecimento destas alterações através da comunicação social e ainda não tem quaisquer detalhes sobre a sua aplicação

- Não se sabe se as mudanças abrangem as Assinaturas Mensais ou outros formatos de passe

- Não se sabe quais as medidas para reduzir problemas na validação de novos passes

- Contudo estas alterações são para pôr em prática no decorrer desta semana

08 agosto, 2011

Barbaridades

Foto tirada em Paredes por Emídio Gardé (via FB)


Temos recebido e lido (como aqui ou aqui) muitas denúncias de vandalismo, não sabendo se se trata de um fenómeno que está a aumentar nas infraestruturas e veículos ferroviários.
É nítido que muitos casos não são evitáveis, enquanto outros são mais uma faceta do desinvestimento na ferrovia, com depósitos menos vigiados, estações com menos horários ou menos pessoal e equipamento que entra em degradação e encoraja a falta de escrúpulos.

Por estas e outras razões criamos uma conta Flickr da CXXI (com um grupo para denúncias) dirigido para compilar este tipo de situações, de forma a que possamos organizar e apresentar informação a quem tem responsabilidades sobre isto.
Se não tiverem conta Flickr podem enviar as fotos para comboiosxxi@gmail.com ou submetê-las na nossa página de Facebook.
Encorajamos também todos os utentes a denunciarem e exporem os casos de flagrante delito à PSP e CP, quando entrem em contacto com eles. As imagens servem como prova de incriminação.

Manter instalações e veículos dignos não só serve  para atrair novos utentes como para dignificar quem circula diariamente na rede ferroviária.

05 agosto, 2011

Comboios nas Colunas de Imprensa

"Shame on you"
Finalmente uma decisão certeira! As empresas de transportes públicos vão receber mais dinheiro pelo vital serviço que prestam à sociedade portuguesa. A troika exige aumentos de 20% e é fundamental salvá-las da falência. Mas há um erro grave neste processo: o Governo enganou-se sobre quem deve contribuir para as salvar.

"Subiram os preços sem melhorar o serviço" 
Concorda com os valores das subidas?  Não, são excessivos. Não apenas pelo montante em si, que me choca bastante num momento de crise para a maior parte das famílias. Mas também porque nada se oferece em troca. Aumentaram-se os preços de serviços que não têm qualquer melhoria de qualidade recente ou prevista.

Os comboios deste país 
E o que têm os nossos comboios, ou melhor, as empresas que os gerem? Têm dívidas gigantescas, já o sabemos; têm milhares de dirigentes, como também já lemos; têm muitas linhas, algumas delas históricas e atravessando paisagens soberbas, que, estamos a ver, vão sendo encerradas. Ou seja, têm muito e não potenciam nada. Têm quase tudo, mas não têm ideias sobre o que fazer com tudo o que têm.

Caminhos de Ferro
Prevê-se o fecho da Linha do Oeste, onde vivem 400 mil pessoas,uma linha cuja modernização tinha sido prometida ainda há pouco tempo à região, revelando uma enorme falta de respeito e quebra de confiança; o fecho da Linha de Beja, tão-somente a segunda cidade do Alentejo, que fica em surreal alucinação de não ter comboio para as suas gentes mas ter um aeroporto internacional para turistas de golfe, esse bem essencial;
  
Muito a fazer nos transportes*
O aumento do preço dos transportes públicos é parte da solução. Falta fechar serviços que não fazem sentido, em particular nos comboios regionais, reduzir custos e melhorar a gestão da rede de transporte. 

*uma opinião em grande parte divergente, em nome do debate

25 julho, 2011

CONVITE para sessão de esclarecimento sobre a LINHA DO MINHO





Convite
A Associação Comboios do Século XXI, associação de utentes que luta pela melhoria do transporte público ferroviário a nível local, regional e nacional, vai organizar, com a colaboração da Câmara Municipal de Viana do Castelo, uma sessão de esclarecimento sobre a Linha do Minho, e particularmente sobre a ligação Internacional Porto-Vigo, com a finalidade de melhorar esta ligação a curto e médio prazo.
Efectivamente, a ligação actual não serve da melhor forma os interesses dos utentes. A solução não pode ser a supressão da ligação mas sim a prestação de um serviço de melhor qualidade.
A sessão é aberta a todos os interessados e decorrerá em Viana do Castelo na próxima 6ª feira, dia 29 de Julho, pelas 18 horas, no Auditório do Museu de Arte e Arqueologia, situado no Largo de São Domingos (e com entrada também pela Rua General Luís do Rego, 219), a cerca de 500m da Estação ferroviária de Viana.
Convidamos Vossa Ex.ª a estar presente ou fazer-se representar, e agradecemos a confirmação quanto antes, para melhor podermos acolher todos os interessados.
pela Direcção da ComboiosXXI
António Cândido Oliveira
Viana do Castelo, 25 de Julho de 2011

20 julho, 2011

"Quatro Intercidades por dia entre Lisboa e Évora em menos de uma hora e meia"

 Público 19.07.2011 por Carlos Cipriano

"A CP lança no domingo uma nova oferta de Lisboa para Évora com quatro Intercidades diários em cada sentido (dois de manhã e dois à tarde) que vão demorar apenas uma hora e 21 minutos entre Sete Rios e aquela cidade alentejana.

Até Maio de 2010, quando a linha do Alentejo encerrou para obras, o mesmo percurso era feito em uma hora e 50 minutos. Esta redução do tempo de viagem só é possível porque a via férrea  permite agora velocidades de chegam aos 200 quilómetros por hora. A linha sofreu um investimento de 48,4 milhões de euros e está agora electrificada, tem carris, travessas e balastro novos e foi dotada de modernos sistemas de sinalização e telecomunicações.

Mas o troço entre Casa Branca e Beja ficou à margem desta modernização, não podendo aí circular comboios eléctricos. A CP decidiu, por isso, não ressuscitar os Intercidades para Beja (havia dois por dia em cada sentido até Maio do ano passado) e organizar um serviço de ligação aos comboios de Évora com transbordo em Casa Branca. Este serviço será assegurado por automotoras a diesel remodeladas para o efeito. Contam com assentos mais confortáveis, maior espaço entre os bancos, tomadas para computador, ar climatizado e têm reserva de lugar, podendo os bilhetes ser comprados na Internet.

Apesar da ruptura na estação de Casa Branca, os passageiros de Beja para Lisboa farão agora a viagem até Sete Rios em duas horas e cinco minutos, menos dez minutos do que nos antigos Intercidades.
Estes novos tempos de viagem para o Alentejo colocam a CP numa posição bastante competitiva face ao autocarro (...).


São bem-vindas as notícias relativas a melhorias muito adiadas, trazidas por investimento na modernização dos serviços, e que permitem aumentar a competitividade da ferrovia. 

Esperamos que na sequência do sucesso destas novas ligações se considere um aumento de frequências também a meio do dia, permitindo ligações mais fáceis a passageiros vindos do Norte do país, possivelmente concretizando ligações directas a Évora, dada a relevância cultural e turística da cidade.

Agradecemos o envio da sugestão a um utente, através da nossa página de Facebook.

16 julho, 2011

Revisão de Horários de Verão leva à eliminação de frequências na Linha de Guimarães

A revisão de horários de Verão que entra hoje em vigor prevê a eliminação de 4 ligações diárias Guimarães-Porto (via Lousado) nos dias úteis mais duas ligações aos fins-de-semana e feriados, para além da eliminação da paragem do Intercidades em Vizela. Esta acção já levou a que alguns utentes tomassem a iniciativa de exigir a reposição das ligações.

Como justificação para esta acção a CP forneceu à Rádio Vizela esta tabela:

Origem
Hora P
Destino
Hora       C
N.º médio de passageiros transportados por comboio
Porto S.B.
06:15
Guimarães
07:33
3
Guimarães
07:54
Porto S.B.
09:15
38
Guimarães
12:42
Lousado
13:23
7
Lousado
13:33
Guimarães
14:16
3
Guimarães
15:09
Lousado
15:52
2
Lousado
16:25
Guimarães
17:03
6

Vamos exigir que estas ligações sejam repostas até à nova revisão de horários em Dezembro (até à abertura da CEC2012) , acompanhadas de novas melhorias no serviço e rapidez e alguns esclarecimentos, incluindo saber qual a estratégia segundo a qual se espera que o numero de utentes e a facturação cresçam quando o serviço tem 7 anos sem nenhuma melhoria introduzida e quando só se fazem ajustamentos de horários pela negativa, amputando ligações, sem nenhuma contrapartida em termos de número de carruagens em horas de ponta ou rapidez de percurso

A estratégia que se limita a cortes nas frequência, sem sequer existir acompanhamento de melhorias no serviço, leva ao já recorrente ciclo vicioso de novas reduções de passageiros e novos cortes de serviço até à amputação fatal das ligações.


Nota: Em viagens feitas na passada semana constatamos que a revisão dos bilhetes só aconteceu após Santo Tirso, deixando por rever dezenas de bilhetes de pessoas que circulam dentro do troço Guimarães-Lousado.

14 julho, 2011

Remediar a obsolescência e o desinvestimento em Cascais

@Jornal da Região


Com a eliminação de frequências numa linha urbana que faz mais de 30 milhões de viagens por ano já não são só as linhas do interior do país a sofrer com o desinvestimento crónico no transporte ferroviário.

Esta redução de serviços, já abordada por uma petição criada por utentes (na barra ao lado), deve-se sobretudo a três questões: a linha de Cascais foi electrificada, em 1926, a uma voltagem diferente (1,5 kV) da restante rede CP (25 kV) a partir de 1956, gerando problemas de compatibilidade e exigindo tipos de veículos diferentes; foram também cancelados, por duas vezes, os concursos para a aquisição novos veículos, eventualmente bi-tensão e, portanto, compatíveis com o resto da rede; por outro lado, não está agendada a desejada modernização da infraestrutura, que também já teve concursos públicos adiados.

O resultado é esta medida de manutenção forçada dos veículos e, até assistirmos a uma volta de 180º no modo como se encara estrategicamente o transporte ferroviário - e a sua importância em contexto de crise como meio de poupança dos cidadãos -, continuaremos a assistir ao adiamento do abate destes comboios, alguns já com mais de 50 anos de vida (embora alvo de intervenções), com idas muito frequentes para as oficinas, que implicam reduções de frequência das ligações.

Cabe aos utentes, cidadãos e os seus representantes exigir maior e melhor investimento público na ferrovia para evitar situações como estas em serviços com claro potencial.

Linha de Cascais tem que viver com o que tem via Público

Linha de Cascais com menos comboios até fim de Agosto via Diário de Notícias

CP corta 17 viagens na linha de Cascais no Verão via Jornal de Negócios

13 julho, 2011

Reclamações Enviadas VI


"Cara CP Regional,
Consideramos que a promoção comercial é central a qualquer estratégia baseada no crescimento e melhoria do desempenho das empresas e ficamos satisfeitos por ver que o uso do comboio na época estival não passa totalmente despercebida em todo o lado.

Porém constatamos que, ao contrário do que dizem os novos folhetos Coimbra- Figueira da Foz, Cascais não mudou de sítio para cima de Casais e que na Bifurcação de Lares não existirão muitas bolotas.

Esperemos que este erro ainda possa ser corrigido sem se deitar mais dinheiro ao lixo em promoções feitas obviamente sem qualquer motivação ou empenho."

* Sugestão entregue via Facebook

11 julho, 2011

Utentes em “passeio” por garantias na melhoria da ligação à Galiza


Utentes portugueses e galegos do comboio internacional que liga Porto e Vigo encontraram-se hoje, em Valença, numa acção prevista para reivindicar investimentos na modernização da linha e uma solução definitiva para aquele serviço.

“O que está anunciado é um acordo para manter a ligação entre Porto e Vigo até 30 de Setembro. Depois dessa data, não sabemos como vai ficar, mas hoje já não restam dúvidas de que a linha vale a pena e que há passageiros”, afirmou José Pinto, da associação portuguesa ComboiosXXI.

A iniciativa de hoje foi convocada durante a semana, como protesto contra o fim da ligação internacional à Galiza, anunciada pela CP, e por isso os utentes previam a viagem entre Tui e Porto, naquele que seria o último comboio do serviço.

08 julho, 2011

Ligação a Vigo vai custar 450 mil euros/ano à Renfe

Jornal de Notícias 08.07.2011

(...)
"Anteriormente, a ligação tinha custos partilhados mas a Renfe aceitou a proposta e vai passar a custear o valor total, pelo que a CP vai manter o comboio até Vigo", acrescentou fonte da empresa pública portuguesa.
Disse ainda que o serviço manter-se-á "inalterável, em termos de horários, paragens e preços".
(...)
 
José Pinto, da Associação dos Utentes dos Comboios (ComboiosXXI), garantiu à Lusa tratar-se de uma "boa decisão" mas sublinhou a importância de serem feitas alterações.

"Era a nossa esperança desde o início. Mas não pode ser, como diz a CP, para manter a ligação tal como está. Temos que pedir alternativas para que pelo menos se corte em trinta minutos a duração da viagem até Vigo, de três horas", apontou.


Desta forma, a associação ComboiosXXI vai manter a realização, sábado à tarde, de uma acção de protesto em Valença, que culminará com uma viagem entre Tui e Porto, naquele que seria, como antes tinha sido anunciado pela CP, o último comboio da ligação internacional à Galiza.

Melhorar o serviço Porto-Vigo

Na sequência do anúncio que confirma a continuidade do serviço Porto-Vigo, importa agora garantir que o seu potencial e importância para a região são atingidos.
Receamos porém que se esteja desta forma a adiar novamente quaisquer alterações que impeçam desfechos como o que esteve para acontecer neste fim-de-semana, um cenário que já vimos em 2005.

A Associação de Utentes quer ter um papel activo na melhoria da linha e da qualidade do serviço, sobre os quais se têm pronunciado algumas entidades:

O Eixo Atlântico propõe um "consórcio transfronteiriço de transportes" para gerir este trajecto, que poderia envolver autarquias e juntas metropolitanas numa lógica de partilha de custos.
O Governo Regional Galego pede a maior competitividade da linha, sem adiantar pormenores, dando a entender que as verbas destinadas à euro-região podem servir ao reforço de infra-estruturas estratégicas.

Mas é na internet e na nossa página de Facebook têm sido feitas várias sugestões específicas para discussão:

"Deviam de voltar novamente o comboio das 12h45 para Vigo que actualmente é o IR 853."

"Seria interessante fazer pressão para que apareça nos indicadores electrónicos o destino VIGO e não TUY!"

"Operar o comboio como um Intercidades, possibilitando a marcação de lugares e a compra "online."

"Seria de considerar a possibilidade dos Interregionais da linha do Minho terminarem em Guillarei, de modo a maximizar as ligações à rede ferroviária da Galiza?"

"A redução do tempo de paragem em Tui é que era algo que merecia ser revisto."

"Era importante também não o por atrás de um suburbano logo a partir de Campanhã."

"Considerando que fica uma automotora 7 horas parada em Vigo, deveria ser estudada a inclusão da terceira frequência também de modo a rentabilizar os meios humanos e materiais da CP e da RENFE. Essa 3ª frequência faria o percurso pela hora do almoço (14:00 locais de ambos os terminais)."

"A automotora que faz a ligacao a Vigo podia fazer mais uma ou duas viagens durante o dia para levar e trazer passageiros entre Vigo e Valença e que chegariam ou partiriam nos regionais e intercidades! Já agora revia os horários da Linha do Minho de modo a que muita gente possa estar as 8/8:30 em Viana nas aulas ou emprego!"

António Alves, no blogue Baixa do Porto propõe uma redução maior do tempo de percurso, que passe por três acções principais: reduzir severamente o tempo de paragem em Tui (que refere serem 13 minutos); eliminar paragens que não sejam adequadas a um serviço internacional como Ermesinde, Trofa e Redondela, entre outras (o aspecto mais polémico e que pode maior discussão); e também melhores "ajustamentos na lei de paragens, cruzamentos (a partir de Nine a Linha é de via única) e escolha criteriosa do canal horário".

Que sugestões têm para discussão, para que possam depois ser propostas?

NOTA: As sugestões dadas podem não reflectir a posição da CXXI e são submetidas no interesse de um debate aberto.

05 julho, 2011

Surpresa nas estações portuguesas com anúncio do fim da ligação a Vigo

Publico 04.07.2011


“É uma linha viável, só não será se existir gestão danosa na empresa”, garantiu um maquinista há mais de 25 anos habituado a fazer os 175 quilómetros que separam a cidade do Porto de Vigo, em Espanha. “Ainda no fim-de-semana, só bicicletas de passageiros que vinham passar o dia ao Porto, eram mais de vinte”, acrescentou o maquinista, que optou por não se identificar.

Embora sendo um serviço partilhado entre Portugal e Espanha, cabe à CP assegurar a ligação, com material e maquinista próprio, entre Porto e Vigo. No entanto, em Tui, em Espanha, o comboio português recebe um maquinista da Renfe, a congénere espanhola.

“Só lá vai para fazer companhia e dizer se há algum problema na linha espanhola, porque eu conheço o trajecto de olhos fechados”, garantiu o português. O problema actual, acrescentou, é o facto de a CP ter deixado de autorizar a venda nas estações portuguesas de bilhetes com origem em Portugal e destino na Galiza, pelo que o trajecto máximo cobrado é até Valença, como se constata na consulta da página de internet da empresa pública.

Associação teme consequências para peregrinos de Santiago

Ecclesia 05.07.2011

A AEJ - Associação Confraria de São Tiago "Espaço Jacobeus" manifestou a sua preocupação pelo anunciado encerramento da ligação ferroviária entre Porto e Vigo (Espanha), temendo prejuízos para os peregrinos de Santiago de Compostela, na Galiza.
 
“A supressão desta ligação irá prejudicar os muitos peregrinos – portugueses e estrangeiros – que utilizam este serviço para regressar a Portugal após terem alcançado Santiago de Compostela”, assinala comunicado enviado à Agência ECCLESIA pela AEJ.
A associação refere que em 2010 foram cerca de 8 mil os portugueses que peregrinaram a Compostela, no noroeste da Espanha.

Os dois comboios que servem o Eixo Atlântico



À esquerda, automotora CP série 450 - construído em 1966 e modernizado há uma década, o comboio português que efectua a viagem Porto-Vigo tem climatização, portas de fecho automático, espaço para bicicletas. Tem uma velocidade máxima de 120 km/h e nas rampas mais acentuadas é capaz de atingir os 65 km/h;

À direita, automotora RENFE série 599 - construído em 2008, o comboio espanhol que efectua a viagem Vigo-Santiago-Corunha. Este comboio possui climatização, máquina mini bar, tomadas eléctricas em todos os lugares, video a bordo, amplo wc, acesso franco a cadeira de rodas, espaço para bicicletas.
Atinge a velocidade máxima de 160 km/ e nas rampas mais acentuadas é capaz de atingir os 145 km/h



04 julho, 2011

Discrepâncias digitais

A Comboios de Portugal tem neste momento no seu site o telegráfico anúncio do fim do serviço internacional na Linha do Minho e um apelo para que passemos "um fim-de-semana diferente e viaje até Vigo com a CP! ".

Sobrepõe-se a vontade de eliminar linhas à de conquistar mais utentes e melhorar o serviço prestado.

30 junho, 2011

Grandes lucros na CP

Jack Soifer em Jornal OJE 04.06.2011  via Maquinistas.org

Privatizar a CP não resulta. Todos os países onde o fizeram voltaram atrás, como a Inglaterra. É preciso uma administração profissional em vez de boys, com salários baixos e um bónus relatado ao lucro.

Para que os caminhos-de-ferro possam optimizar o seu transporte de pessoas, têm de considerar as expectativas dos vários nichos de passageiros. Podem, como se faz em alguns países, oferecer bilhetes baratos e pacotes diferenciados, por exemplo:

- Férias em um só destino, comprado 60 dias antes e para o mês de poucas viagens, como Junho, pago com muita antecedência;
- Férias de família, idem, em que pelo preço de dois adultos pode ir a família toda, até cinco pessoas;
- Férias multidestino, dentro de um só país ou grupo de países, como os nórdicos, individual ou família;
- City-break, em geral fim-de-semana, exceptuando os horários com muito tráfego normal, individual ou família;
- City-break mid-week, em geral para os que folgam durante a semana, reformados, desempregados, jovens, nos horários off-peak;
- Night-coach, viagens longas em carruagens normais;
- Last-minute, para aproveitar lugares ainda não reservados, vendidos só nas 12 a 20 horas que antecedem a partida, em geral só para idosos e jovens estudantes;
- Stand-by, idem, nas duas horas que antecedem a partida.

Há muitas outras formas de optimizar a ocupação dos lugares em comboios, não só com os turistas, mas também com visitantes de um dia. É o caso dos avós que vão passar algumas horas ou uma só noite com os filhos ou netos e têm flexibilidade de horário. Há cabinas especiais para crianças em comboios de longas viagens, por exemplo, na Europa do Norte. Isto deixa-as mais à vontade para brincar sem perturbar os idosos que queiram silêncio.

Inovar é aumentar o imposto sobre o crude, para enfrentar a crise e reduzir a poluição e o desperdício do transporte individual.

*Autor de Como Sair da Crise, Lucrar na Crise e Transportes

26 junho, 2011

Estudo entregue à troika propõe fecho de 800 km de linha férrea

Público 26.06.2011 por Carlos Cipriano

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A concretizar-se, será uma razia idêntica à do fim dos anos de 1980, quando Portugal encerrou 800 quilómetros de linhas de caminho-de-ferro, sobretudo no Alentejo e em Trás-os-Montes. O Governo de José Sócrates propôs à troika o encerramento de 794 quilómetros de vias-férreas, também com particular incidência no Norte e no Alentejo, mas desta vez incluindo algumas linhas do litoral, como a própria Linha do Oeste, que seria encerrada entre Louriçal e Torres Vedras (127 quilómetros).

O estudo foi realizado, à revelia da Refer, por uma equipa conjunta do Ministério das Finanças e do Ministério das Obras Públicas e Transportes. E consolida o fim das linhas que até agora estavam encerradas "provisoriamente" à espera de obras de modernização (Corgo, Tâmega, Tua e troços Figueira da Foz-Pampilhosa e Guarda-Covilhã, num total de 192 quilómetros). Inclui também a Linha do Douro, entre Régua e Pocinho (68 quilómetros), a Linha do Leste entre Abrantes e Elvas (130 quilómetros), a Linha do Vouga (96 quilómetros), o ramal de Cáceres (65 quilómetros), a Linha do Alentejo entre Casa Branca e Ourique (116 quilómetros). Esta última deixaria Beja sem comboios, apesar de, neste momento, a CP estar a preparar uma oferta especial desta cidade aos Intercidades de Évora.

O documento foi apresentado à troika como uma medida eficaz de redução da despesa pública, uma vez que tem um forte impacto simultâneo nas contas da Refer e da CP. Na primeira empresa reduz custos de manutenção e de exploração e na segunda permite-lhe acabar com o serviço regional onde este é mais deficitário (embora nalgumas linhas a abater exista um significativo tráfego de mercadorias).

O impacto deste eventual encerramento deixa a rede ferroviária circunscrita basicamente ao eixo Braga-Faro, Beira Alta e Beira Baixa, desaparecendo as restantes linhas, sendo amputadas outras.

O PÚBLICO apurou que a administração da Refer não subscreve esta visão sobre a ferrovia portuguesa e que tem em cima da mesa um documento de trabalho - ainda não terminado - com uma proposta de cortes mais modesta.

Nela se mantém o fecho das linhas já encerradas (com excepção da ligação Guarda-Covilhã) e se estuda o encerramento do ramal de Cáceres (Torres das Vargens-Marvão), a Linha do Vouga apenas entre Albergaria e Águeda (14 quilómetros) e a Linha do Alentejo entre Beja e Ourique (36 quilómetros). No total, são 240 quilómetros, contra os 800 preconizados no documento elaborado pela equipa mista das Obras Públicas e das Finanças do Governo anterior, liderado pelo PS.

Técnicos da Refer contactados pelo PÚBLICO dizem que esta é uma proposta "cega" e que ignora a importância das redundâncias do sistema. Por exemplo, a Linha do Oeste serve de alternativa à Linha do Norte e a do Alentejo à do Sul. O encerramento conjunto do ramal de Cáceres e da Linha do Leste privaria Portugal de qualquer ligação ferroviária a Espanha a sul de Vilar Formoso, aumentando a distância dos portos de Sines, Setúbal e Lisboa a Madrid e à Estremadura espanhola.

No Douro, o encerramento da linha a jusante da Régua compromete o desenvolvimento turístico da região, que é património mundial. Paradoxalmente, o que os autarcas da região têm vindo a pedir é a reabertura do troço Pocinho-Barca de Alva para fins turísticos e para aproximar a região do mercado espanhol.

Outro paradoxo é a linha entre Guarda e Covilhã, na qual a Refer tem investido, nos últimos sete anos, dezenas de milhões de euros e onde decorrem presentemente investimentos de 7,7 milhões de euros para reparação de túneis. Este troço arrisca-se a não reabrir depois deste dinheiro gasto.

Já sobre a Linha do Oeste havia a promessa da sua modernização, dado tratar-se de uma linha que atravessa uma das regiões do país com maior densidade populacional, unindo um corredor que contém Torres Vedras, Caldas da Rainha, Marinha Grande, Leiria, Figueira da Foz e Coimbra. Um corredor, de resto, que tinha tanto potencial em termos de mobilidade que justificou a construção das auto-estradas números 8 e 17."

Dizem que a crise é boa para mudarmos hábitos e mudarmos de paradigma. Uma dessas mudanças tem a ver com uma mobilidade mais amiga do ambiente, com o uso do transporte público e o fim do "deus automóvel", mas não é a fechar linhas que isso se consegue. Se se acaba com a infra-estrutura, o comboio, que já hoje é pouco relevante, terá no futuro uma quota ainda mais residual", queixava-se ao PÚBLICO um quadro da Refer que pediu o anonimato.

Se a Refer ficar aliviada destes 800 quilómetros de linhas, os seus quadros ficarão anda mais sobredimensionados, pelo que, em vez dos 500 despedimentos previstos (PÚBLICO, 14/4/2011), este número poderá chegar aos 800. O Governo actual poderá "comprar" este documento e fechar as linhas sem grandes dificuldades, alegando as imposições da troika e com a vantagem acrescida de o trabalho de casa já ter sido feito pelo anterior Governo socialista. Ou poderá mandar estudar tudo de novo, ou ainda aceitar como bom o estudo em curso na Refer.

O actual conselho de administração desta empresa pública (nomeado pelo Governo de Sócrates) termina o mandato no fim do ano, pelo que dificilmente o novo Governo o substituirá - caso contrário, teria de pagar chorudas indemnizações a administradores, em época de crise.

16 junho, 2011

Nova Petição: Pela reposição do Trajecto Cais do Sodré - S. Pedro do Estoril

Os utentes deste serviço da CP Lisboa tomaram a iniciativa de abrirem esta petição, com o seguinte apelo:

"Esta petição refere-se à decisão da C.P. de retirar o trajecto até agora existente entre Cais do Sodré - São Pedro Estoril, e vice-versa; situação que veio transtornar muito o quotidiano dos transeuntes da linha de Cascais.

A anulação deste percurso, supõe uma demora de sensivelmente mais meia hora de viagem para os utentes que transitam diariamente entre São Pedro do Estoril e Santos. Para além de supor um transbordo extraordinário em Oeiras, e paragens em todas as estações provocando um transtorno enorme, e um excedente de passageiros em todos os comboios.

Valendo-se a C.P. da não existência de outra alternativa a nível de transportes públicos para efectuar este trajecto, e tendo esta o monopólio, dispõe desta forma da vida dos passageiros de forma abusiva, pelo que seria de considerar a hipótese da criação de outro meio de transporte paralelo.

Em conclusão com esta petição pretende-se a reposição do percurso Cais do Sodré - São Pedro do Estoril e vice-versa o mais breve possível.
"

Fazemos um apelo a todos os utentes dos Comboios de Portugal que se solidarizem com estes passageiros, participando desta petição pública.