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06 abril, 2017

Jornal de Notícias

Na última terça-feira António Cândido de Oliveira, presidente da Associação Comboios XXI, foi entrevistado pelo Jornal de Notícias. O motivo foi o descarrilamento na Linha do Norte.


14 outubro, 2016

Modernização da Linha do Minho com verbas repartidas até 2018


As obras de electrificação da Linha do Minho já têm verbas garantidas, mas serão escalonadas anualmente. Em 2016 não podem exceder os 1,8 milhões de euros.



A decisão governamental ganha forma através da portaria publicada em Diário da República, em vigor desde quarta-feira. 

As secretarias de Estado do Orçamento e das Infraestruturas autorizaram a repartição anual, até 2018, dos custos das obras de modernização e eletrificação da Linha do Minho, estimada em mais de 3,7 milhões de euros. 

De acordo com a portaria publicada em Diário da República, a Infraestruturas de Portugal (IP) fica autorizada a "reescalonar" os "encargos orçamentais decorrentes da execução do contrato", não podendo exceder, "em 2016 os mais de 1,8 milhões de euros; em 2017 cerca de 1,5 milhões de euros e, em 2018, mais de 337 mil euros". 

Em causa está a empreitada do troço Nine – Valença da Linha do Minho cujo "início ainda não ocorreu e em que o prazo de execução abrange os anos de 2016 a 2018".

Em Agosto, o Prof. Dr. António Cândido de Oliveira, da Direcção da Associação Comboios XXI, esclarecia assim a sua posição e a importância de todos os cidadãos se envolverem no processo.

05 outubro, 2016

Estação de São Bento faz 100 anos

Assinala-se esta quarta-feira, 5 de outubro, o 1º Centenário da inauguração da Estação Ferroviária de São Bento, no Porto. A Infraestruturas de Portugal (IP) realiza às 16h30 uma cerimónia no átrio daquela que é por muitos considerada uma das mais bonitas estações do mundo.

Poucos minutos depois da uma da tarde de 5 de outubro de 1916, feriado nacional, era oficialmente inaugurado o grandioso edifício da estação central dos caminhos de ferro do Porto.
Uma multidão enchia a praça de Almeida Garrett, olhando com admiração a obra do arquiteto José Marques da Silva (1869 -1947), espantando-se com a sua beleza e o progresso que representava para a cidade.
Cem anos passados, a Estação Ferroviária de São Bento, atual ícone turístico da Invicta, até pode ter perdido para Campanhã o estatuto de estação central, mas volta a ter direito a homenagem.
A Infraestruturas de Portugal (IP) realiza esta quarta-feira uma cerimónia comemorativa, com início às 16h30, no átrio da estação. O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques e o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, são presenças confirmadas.

Encomendada pela Companhia dos Caminhos de Ferro do Estado, a estação foi construída no local onde, durante quase quatro séculos, funcionou o Convento feminino de São Bento de Avé Maria. As obras (orçadas em 720 contos de réis) começaram nos primeiros anos do século XX, relata a IP em comunicado.
Em 1864, o caminho de ferro já chegava a Vila Nova de Gaia, mas só treze anos depois - e após a conclusão da ponte Maria Pia - terminaria a sua marcha na cidade do Porto.
As linhas e plataformas funcionaram desde 1896. A denominada Linha Urbana do Porto ligava o centro da cidade à Estação de Campanhã, e obrigara à abertura do túnel D. Carlos I, com 757 metros de comprimento.

 O atual edifício veio ocupar uma área de 16 mil metros quadrados e substituir um barracão de madeira, inaugurado em outubro de 1896.
O projeto entregue ao engenheiro Jean-Baptiste Hippolyte de Baère (cidadão belga, radicado em Portugal) pôs fim às vozes que exigiam uma estação central digna da cidade.

Os emblemáticos painéis de azulejos do átrio principal são de Jorge Colaço (1868 – 1942). Pintados no início do século passado (1905 a 1908) foram executados na Real Fábrica de Louça de Sacavém.
"Uma cronologia dos meios de transporte utilizados pelo Homem; vários mitos e quadros da História de Portugal; cenas de trabalho campestre e costumes etnográficos; bem como uma alegoria ao caminho-de-ferro" são elementos aí representados, revela a IP.

Em 2010 e 2011, a extinta REFER realizou um profundo trabalho de restauro desta obra, tendo a intervenção sido distinguida com o Prémio SOS Azulejo 2013 e Prémio Brunel 2014, na categoria Estações, atribuído pelo Grupo Watford.
Valorizar e dinamizar este espaço têm sido apostas-chave da IP, sublinha a empresa. Uma missão que "engloba (...) a preservação do valioso património histórico" e uma "remodelação profunda" que se traduza em "melhores condições de conforto, segurança e de acessibilidades" para utentes e turistas.


. Números e factos

Cerca de um milhão de passageiros utilizam todos os meses a Estação de São Bento como ponto de partida e chegada nas suas deslocações, sejam elas de trabalho ou lazer.
Destas plataformas partem: o serviço urbano ferroviário de passageiros da área do Grande Porto e regiões limítrofes; o regional e turístico de passageiros entre o Porto e o Pocinho, da Linha do Douro, e a ligação internacional a Vigo, através da Linha do Minho. Os serviços regionais que ligam Porto e Braga e Porto e Guimarães também têm aqui o seu ponto de partida. São Bento comunica ainda com a linha D do Metro do Porto e com o serviço rodoviário da STCP.


. Principais distinções:

A Estação de S. Bento (incluindo a gare metálica, os painéis de azulejos e a boca de entrada no túnel) está desde 1997 classificada como Imóvel de Interesse Público.
Está inserida no Monumento Nacional "Centro Histórico do Porto" inscrito na lista "Património Mundial" da UNESCO, listada pela UNESCO em 1996.
Encontra-se abrangida pela Zona de Proteção da "Muralha de D. Fernando e respetivo Miradouro", classificada de Monumento Nacional.
Inúmeras publicações especializadas renderam-se à sua beleza. A revista de turismo "Travel & Leisure" considerou-a uma das estações ferroviárias mais bonitas em todo o mundo. A "Condé Nast Traveler" e a "Flavorwire" atribuem-lhe igual mérito.

12 agosto, 2016

Linha do Minho: Eletrificação até 2020?

Pode ler-se no Boletim n.º 2 da Associação Comboios XXI (julho de 2016), fazendo eco do que foi dito nos meios de comunicação social que a linha do Minho ficará eletrificada entre Nine e Valença em 2020.

Esta foi a declaração feita, em Barcelos, pelo Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, mas foi apenas uma declaração política. E embora mereçam toda a atenção as declarações políticas, a realidade administrativa é outra coisa.

Para a eletrificação ser real importa que se adjudique a obra a um empreiteiro ( de qualidade) e isso implica abrir um concurso pela IP. Adjudicada a obra, importa que o contrato que lhe serviu de base tenha sido feito com todo o cuidado, prevendo a data de conclusão e entrega da obra (e não é o mesmo janeiro de 2020 ou dezembro do mesmo ano), o acompanhamento qualificado da mesma , medidas a tomar caso o empreiteiro não cumpra e aqui mais importante do que as sanções são as alternativas como, por exemplo, a entrega rápida a outro empreiteiro não vá suceder o mesmo que na eletrificação entre Caíde e Marco.

Ao mesmo tempo e noutro plano, importa que a CP adquira material circulante moderno (com instalações sanitárias!) e assim igualmente abra um concurso, acompanhe a sua execução e preveja medidas alternativas para o não cumprimento do contrato.

Assim sucederá?

É aqui que a opinião pública e com ela nomeadamente as autarquias locais tem um papel da maior importância. Isto não é assunto apenas da IP e da CP, é assunto que nos diz respeito, pois é para nós cidadãos utentes que as obras e a aquisição de material circulante serão feitas.

Por isso, importa desde já perguntar e saber estas e outras coisas: Sabendo-se que o concurso já foi aberto (estava previsto para março de 2016), a obra já foi adjudicada? E a quem? E como estamos de material circulante? Que composições vão ser adquiridas? Quais as suas características? E estarão operacionais em 2020?

Infelizmente, a informação quer da IP quer da CP estão longe de ser exemplo de boa relação com os cidadãos. Parece que estes são vistos por aquelas empresas como um estorvo e não como um aliado (ver o Boletim n.º 2 da Associação).

O nosso papel é antes de mais informar e assim faremos. Não é tarefa fácil quando quem tem a informação não a disponibiliza de modo claro, completo e fácil. O Alto Minho não pode ficar para trás numa linha que para sul é dupla e está eletrificada ( Nine-Porto) e para Norte ( na Galiza) está eletrificada e, em grande parte, tem já autoestradas ferroviárias.

Estamos seguros que as autarquias da região e a CIM do Alto Minho não descansarão na defesa dos direitos das populações respetivas.

António Cândido de Oliveira
(Direcção)

24 março, 2016

Linha do Norte vai ter investimento de 30,5 milhões mas comboios não vão andar mais depressa

No Público:



Quando em 2005 o primeiro governo de Sócrates tomou posse, a então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, mandou parar o projecto de modernização da linha do Norte. Motivo: vinha aí o TGV e a ferrovia convencional ficaria relegada para segundo plano. Mas nos anos seguintes, a crise ditaria o fim da alta velocidade e condenaria o investimento no caminho-de-ferro a valores residuais. Agora, com troços completamente degradados na linha que é a coluna vertebral do sistema ferroviário português, é novamente um governo PS que retoma a modernização da linha do Norte.

Nesta terça-feira, o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. D’Oliveira Martins, assinou em Alfarelos um contrato de obra de 30,5 milhões para renovar o troço de 35 quilómetros entre aquela estação e Pampilhosa.

Entre o projecto que existia em 2005 e o que agora se vai executar, a diferença é enorme: em vez de uma terceira via para aumentar a capacidade, em vez da rectificação do traçado para aumentar a velocidade, far-se-á apenas uma substituição integral dos carris, travessas e carris.

O contrato, adjudicado à Opway (empresa presidida por Almerindo Marques que já presidiu à Estradas de Portugal, que por sua vez faz hoje parte da adjudicante Infraestruturas de Portugal) prevê ainda a estabilização de taludes, melhoria do sistema de drenagem e instalação de vedações para impedir o acesso à via.

Para os passageiros da linha do Norte não haverá qualquer redução do tempo de percurso porque os comboios não passarão a circular ali com maior velocidade. Nem tão pouco está previsto o alteamento da plataforma de via na zona de Alfarelos, zona sujeita a inundações, como aconteceu há poucas semanas em que a linha do Norte ficou cortada naquela estação devido à subida do Mondego. Nesse aspecto tudo continuará com antes.

As melhorias serão ao nível da fiabilidade, uma vez que passará a haver menos atrasos, aumentando também a segurança para os passageiros pois o troço em causa está muito envelhecido.

A Infraestruturas de Portugal (que reúne a Refer e a Estradas de Portugal) anunciou que esta empreitada faz parte de um conjunto de investimentos na linha do Norte, com financiamento comunitário, que totalizam 400 milhões de euros e que deverão ser executados até 2020.

Para que o corredor ferroviário que liga Porto a Lisboa fique em condições de exploração homogéneas e se eliminem os constrangimentos ainda existentes na infra-estrutura, falta ainda renovar a via entre Ovar e Gaia (33 quilómetros) e entre Vale de Santarém e Entroncamento (40 quilómetros).

No total, e contando com o Alfarelos – Pampilhosa, são 108 quilómetros (um terço da linha do Norte) que ficaram à margem da modernização iniciada em 1996. É por isso que actualmente uma viagem no Alfa Pendular é um autêntico rally ferroviário com a composição a deslizar a 220 Km/hora em troços modernizados e a circular aos solavancos a 80 Km/hora noutras secções que estão há décadas sem qualquer investimento.