Na última terça-feira António Cândido de Oliveira, presidente da Associação Comboios XXI, foi entrevistado pelo Jornal de Notícias. O motivo foi o descarrilamento na Linha do Norte.
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06 abril, 2017
Jornal de Notícias
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17 outubro, 2016
Previsto investimento de €2,7 mil milhões na ferrovia até 2020
O Plano Ferrovia 2020 prevê 214 kms de novas linhas e a reabilitação de 900 kms das existentes. O troço Covilhã-Guarda; o transfronteiriço (corredor internacional sul); o percurso Ovar-Gaia e os trabalhos de eletrificação na Linha do Minho são os principais visados.
O Plano Ferrovia 2020, com "uma forte componente de cofinanciamento europeu", prevê a construção de 214 quilómetros de novas linhas e a modernização de 900 quilómetros das existentes, noticia o Expresso.
Assim, o Orçamento do Estado para 2017 prevê um investimento global de 2,7 mil milhões de euros, que será aplicado em obras no troço Covilhã-Guarda (corredor internacional norte); no troço transfronteiriço (corredor internacional sul); na Linha do Norte (Ovar – Gaia) e nos trabalhos de eletrificação na Linha do Minho.
"Estes investimentos incluirão ainda o arranque da instalação do sistema europeu de gestão de tráfego ferroviário, o aumento do comprimento de cruzamento dos comboios para 750m e a preparação da migração para a bitola standard", pode ainda ler-se no relatório do Orçamento, revela o semanário.
Estes projetos ferroviários serão fortemente suportados pelo "cofinanciamento europeu, através do Portugal 2020 ou de outros mecanismos e instrumentos europeus, tal como o Mecanismo Interligar a Europa", acrescenta o relatório.
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24 março, 2016
Linha do Norte vai ter investimento de 30,5 milhões mas comboios não vão andar mais depressa
Quando em 2005 o primeiro governo de Sócrates tomou posse, a então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, mandou parar o projecto de modernização da linha do Norte. Motivo: vinha aí o TGV e a ferrovia convencional ficaria relegada para segundo plano. Mas nos anos seguintes, a crise ditaria o fim da alta velocidade e condenaria o investimento no caminho-de-ferro a valores residuais. Agora, com troços completamente degradados na linha que é a coluna vertebral do sistema ferroviário português, é novamente um governo PS que retoma a modernização da linha do Norte.
Nesta terça-feira, o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. D’Oliveira Martins, assinou em Alfarelos um contrato de obra de 30,5 milhões para renovar o troço de 35 quilómetros entre aquela estação e Pampilhosa.
Entre o projecto que existia em 2005 e o que agora se vai executar, a diferença é enorme: em vez de uma terceira via para aumentar a capacidade, em vez da rectificação do traçado para aumentar a velocidade, far-se-á apenas uma substituição integral dos carris, travessas e carris.
O contrato, adjudicado à Opway (empresa presidida por Almerindo Marques que já presidiu à Estradas de Portugal, que por sua vez faz hoje parte da adjudicante Infraestruturas de Portugal) prevê ainda a estabilização de taludes, melhoria do sistema de drenagem e instalação de vedações para impedir o acesso à via.
Para os passageiros da linha do Norte não haverá qualquer redução do tempo de percurso porque os comboios não passarão a circular ali com maior velocidade. Nem tão pouco está previsto o alteamento da plataforma de via na zona de Alfarelos, zona sujeita a inundações, como aconteceu há poucas semanas em que a linha do Norte ficou cortada naquela estação devido à subida do Mondego. Nesse aspecto tudo continuará com antes.
As melhorias serão ao nível da fiabilidade, uma vez que passará a haver menos atrasos, aumentando também a segurança para os passageiros pois o troço em causa está muito envelhecido.
A Infraestruturas de Portugal (que reúne a Refer e a Estradas de Portugal) anunciou que esta empreitada faz parte de um conjunto de investimentos na linha do Norte, com financiamento comunitário, que totalizam 400 milhões de euros e que deverão ser executados até 2020.
Para que o corredor ferroviário que liga Porto a Lisboa fique em condições de exploração homogéneas e se eliminem os constrangimentos ainda existentes na infra-estrutura, falta ainda renovar a via entre Ovar e Gaia (33 quilómetros) e entre Vale de Santarém e Entroncamento (40 quilómetros).
No total, e contando com o Alfarelos – Pampilhosa, são 108 quilómetros (um terço da linha do Norte) que ficaram à margem da modernização iniciada em 1996. É por isso que actualmente uma viagem no Alfa Pendular é um autêntico rally ferroviário com a composição a deslizar a 220 Km/hora em troços modernizados e a circular aos solavancos a 80 Km/hora noutras secções que estão há décadas sem qualquer investimento.
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