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16 agosto, 2016

CP renova 25 carruagens para Intercidades


A CP optou por renovar o parque do serviço Intercidades, colocando de lado, pelo menos para já, a hipótese de alugar material circulante mais recente a Espanha. A empresa ferroviária vai renovar 25 carruagens Sorefame que irão ficar ao serviço nos próximos anos e que estavam em bom estado no depósito de Contumil.

As carruagens que vão ser renovadas foram construídas nos anos 60 e 70 tendo sido fabricadas para velocidades máximas de 140km/h. Foram submetidas a uma validação prévia da sua condição estrutural, já que após a renovação irão passar a circular a mais de 200km/h. Todo o interior será removido, tal como foi feito nas 45 carruagens Sorefame modernizadas na década de 1990. Estas 25 carruagens elevam o parque de carruagens da rede Intercidades para 127 veículos.

A confirmação desta renovação acontece depois de a CP se mostrar optimista e satisfeita quanto aos resultados do primeiro semestre. Resultados que mostram um crescimento positivo no longo curso e nos comboios Intercidades e Alfa Pendular. Já no início do ano, tinha sido também anunciada a renovação dos comboios Alfa Pendular. Continua urgente, lembramos, o investimento nos comboios regionais e urbanos, com frotas envelhecidas, composições desactualizadas e insuficientes. É um passo necessário para que toda a frota da CP seja adequada às necessidades dos passageiros.

12 agosto, 2016

Linha do Minho: Eletrificação até 2020?

Pode ler-se no Boletim n.º 2 da Associação Comboios XXI (julho de 2016), fazendo eco do que foi dito nos meios de comunicação social que a linha do Minho ficará eletrificada entre Nine e Valença em 2020.

Esta foi a declaração feita, em Barcelos, pelo Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, mas foi apenas uma declaração política. E embora mereçam toda a atenção as declarações políticas, a realidade administrativa é outra coisa.

Para a eletrificação ser real importa que se adjudique a obra a um empreiteiro ( de qualidade) e isso implica abrir um concurso pela IP. Adjudicada a obra, importa que o contrato que lhe serviu de base tenha sido feito com todo o cuidado, prevendo a data de conclusão e entrega da obra (e não é o mesmo janeiro de 2020 ou dezembro do mesmo ano), o acompanhamento qualificado da mesma , medidas a tomar caso o empreiteiro não cumpra e aqui mais importante do que as sanções são as alternativas como, por exemplo, a entrega rápida a outro empreiteiro não vá suceder o mesmo que na eletrificação entre Caíde e Marco.

Ao mesmo tempo e noutro plano, importa que a CP adquira material circulante moderno (com instalações sanitárias!) e assim igualmente abra um concurso, acompanhe a sua execução e preveja medidas alternativas para o não cumprimento do contrato.

Assim sucederá?

É aqui que a opinião pública e com ela nomeadamente as autarquias locais tem um papel da maior importância. Isto não é assunto apenas da IP e da CP, é assunto que nos diz respeito, pois é para nós cidadãos utentes que as obras e a aquisição de material circulante serão feitas.

Por isso, importa desde já perguntar e saber estas e outras coisas: Sabendo-se que o concurso já foi aberto (estava previsto para março de 2016), a obra já foi adjudicada? E a quem? E como estamos de material circulante? Que composições vão ser adquiridas? Quais as suas características? E estarão operacionais em 2020?

Infelizmente, a informação quer da IP quer da CP estão longe de ser exemplo de boa relação com os cidadãos. Parece que estes são vistos por aquelas empresas como um estorvo e não como um aliado (ver o Boletim n.º 2 da Associação).

O nosso papel é antes de mais informar e assim faremos. Não é tarefa fácil quando quem tem a informação não a disponibiliza de modo claro, completo e fácil. O Alto Minho não pode ficar para trás numa linha que para sul é dupla e está eletrificada ( Nine-Porto) e para Norte ( na Galiza) está eletrificada e, em grande parte, tem já autoestradas ferroviárias.

Estamos seguros que as autarquias da região e a CIM do Alto Minho não descansarão na defesa dos direitos das populações respetivas.

António Cândido de Oliveira
(Direcção)

09 agosto, 2016

Foi aberto concurso para o Terminal Intermodal de Campanhã


O custo da obra está avaliado em 6,4 milhões de euros e prevê-se a conclusão para o último trimestre de 2019. Esta infraestrutura vai ligar comboios urbanos e de longo curso com todos os outros transportes, autocarros da STCP e privados, metro e táxis.

A Empresa Municipal de Obras Públicas, da Câmara Municipal do Porto, deverá receber as propostas a Concurso até final de Setembro.

Segundo a notícia do porto24.pt de 2 de Agosto de 2016, o primeiro passo tinha sido dado quando o anterior Governo estabeleceu um acordo com o Município. Ficou estabelecido que este ficaria com a responsabilidade de construir o Terminal, ficando o Governo de ceder os Terrenos, actualmente propriedade das empresas CP e IP.

05 agosto, 2016

CP faz balanço positivo do primeiro semestre de 2016


Em comunicado a CP apresentou os números do primeiro semestre de 2016, mostrando-se optimista. Em relação ao mesmo período em 2015 houve um crescimento de 1,2% no número de passageiros transportados, o que corresponde a mais 665.000 passageiros transportados.

Continuam a ser os serviços Alfa Pendular e Intercidades as estrelas da empresa. Nesses serviços os resultados foram os mais expressivos, tendo 2,8 milhões de passageiros sido transportados nos comboios desses serviços, que cresceram 10,6%.
 
A maior parte dos passageiros, (são mais de 56 milhões) lembramos, viaja nos outros serviços. E continua a ser necessária a melhoria em várias frentes, quer na qualidade das composições que circulam, quer na adaptação dos horários e noutras questões que iremos continuar a acompanhar.

02 agosto, 2016

Electrificação Caíde-Marco atrasada um ano


Uma obra já adjudicada, por 6,4 milhões de euros, a electrificação dos 14 km da Linha do Douro entre Caíde e Marco de Canavezes continua por concluir. As dificuldades financeiras do consórcio espanhol Isolux-Corsan atrasaram ainda mais as obras que já começaram tarde e neste momento dos 90% que que se esperava apenas 20% estão finalizados.

Desde 2013 que há uma história longa de sucessivos atrasos e promessa de conclusão. O último anúncio, já com o novo governo, indicava que a conclusão seria ainda em 2016. Dois meses depois a IP admitia que a obra só estava realizada em 14%, sendo o atraso na calendarização de 228 dias. O trabalho de investigação deste historial é do jornal Público.



06 julho, 2016

Ministro anuncia eletrificação da Linha do Minho até 2020



É já no final deste ano, ou início de 2017, que vai começar a eletrificação da Linha do Minho, entre Nine e Valença. Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, disse em Barcelos que a obra deverá estar concluída em três anos, três anos e meio. 

O Ministro considera o início da empreitada o momento zero. Tudo começa com a construção de uma passagem inferior em Midões onde agora existe uma passagem de nível. Trata-se de um investimento de 806 mil euros para uma obra que deverá ser concluída até final do ano. Segundo Pedro Marques "esta obra viabiliza todo o trabalho para a eletrificação da ferrovia e elimina, também, uma passagem de nível que é muito importante do ponto de vista da segurança rodoviária".

Após as obras concluídas, o ministro pondera a passagem de um Alfa Pendular até à fronteira galega. Como objectivos das obras de melhoramento da linha, foram apontados aumentar o conforto e a qualidade dos comboios de passageiros e tornar mais competitivo o transporte de mercadorias. O presidente da Infraestruturas de Portugal, António Ramalho, assegurou que vai passar a ser possível a passagem de comboios com 750 metros de comprimento.

19 maio, 2016

Linhas do Minho e Douro com menos comboios por falta de automotoras

Num comunicado, esta semana, a CP admite as imensas dificuldades na exploração ferroviária das Linhas do Minho e do Douro. Com uma frota envelhecida de apenas 17 automotoras que têm de assegurar o serviço nas duas linhas, realizando 60 comboios diários, os utentes já estão a sofrer as falhas.

Nos últimos dias, em vários pontos diferentes das duas linhas as populações eram afectadas e as queixas faziam-se sentir. Na estação de Marco de Canavezes, segundo uma fonte da Comissão de Utentes da Linha do Douro em declaração ao Jornal de Notícias, há alguns dias atrás, só se ficava a saber se havia comboio ou não, cinco minutos antes do horário previsto da chegada da automotora. A CP tem recorrido à contratação de autocarros para substituir comboios suprimidos e esta alternativa também já causou transtornos. Como foi o caso da recusa da venda de um bilhete de grupo para uma viagem de 152 alunos de professores, enmtre Barcelos e Caldas de Aregos, segundo notícia do Jornal de Barcelos.


21 abril, 2016

Desculpe, mas o seu telemóvel está a estragar a minha viagem


O comboio é um excelente meio de transporte para trabalhar, mas viajar dentro de um escritório não agrada a toda a gente.


Marta apanhou cedo o Alfa de Lisboa para o Porto e preparava-se para dormitar durante a viagem. Mas, ao seu lado, um jovem quadro com o computador aberto e o telemóvel ao ouvido dava recados para a equipa com quem ia reunir-se. À frente, um homem de meia-idade, com um grande relatório lido e sublinhado, levantava dúvidas: “Quando dizes aqui tal e tal… não era melhor escrever tal e tal…?” Um terceiro indivíduo repetia que se tinha esquecido de desmarcar a reunião e transmitia pedidos e instruções várias para a empresa.

Metade do comboio vai “a despacho” num frenesim onde pontuam as conversas, mais ou menos altas, por telemóvel. Homens de negócios, empresários ou funcionários aproveitam o tempo para trabalhar sobre carris.

Mas o tempo pode ser aproveitado para outras coisas que não ouvir os problemas dos outros passageiros. A Marta apetecia uma viagem relaxada. Queria ter lido um romance e até trabalhar um pouco, sim, responder a e-mails, enviar recados por SMS. Mas, sobretudo, gostava de ter descansado, o que não conseguiu. Por isso, reclamou.

São muito poucos os passageiros que se queixam deste problema. Fonte oficial da CP diz que, em 2015, a empresa só recebeu cinco reclamações relacionadas com o ruído proveniente de conversas ao telemóvel — três de viagens no Alfa Pendular e duas nos Intercidades. Por isso, a transportadora não prevê criar zonas para clientes que não utilizem o aparelho, como já acontece noutros países.

Zonas de silêncio
A França foi dos primeiros a introduzir as voiture silence no TGV. O conceito evoluiu para os Espace Calme, existentes apenas na 1.ª classe e nas quais vigoram regras muitos específicas: “Discussões em voz baixa, uso de auscultadores, aparelhos electrónicos em modo silêncio”, informa a operadora ferroviária SNCF.

Na mesma página da Internet onde anuncia que procedeu à instalação nos comboios de novas e mais potentes antenas de recepção do sinal de telemóvel, a sua equivalente alemã, a Deutsche Bahn, informa os passageiros de que aumentou o número de “zonas silenciosas” destinadas “aos passageiros que desejam viajar mais calmamente”. Trata-se de carruagens com compartimentos “onde toda a actividade que provoque ruído (telefone e equipamentos de música, mesmo com auscultadores) será considerada indesejável”.

Nos caminhos-de-ferro ingleses os comboios têm várias carruagens onde só se pode conversar em tom de voz baixo e é proibido falar ao telemóvel. O mesmo acontece na Holanda nos comboios Intercidades. E mesmo na vizinha Espanha, onde falar alto faz parte da cultura, a Renfe introduziu no ano passado um bilhete denominado “coche silencioso” que permite viajar em alta velocidade em carruagens com uma iluminação menos intensa e nas quais não é permitido conversar ao telemóvel. O objectivo, anunciou o presidente da empresa, Júlio Gomez-Pomar, foi responder “a uma procura crescente de passageiros que viajam de manhã cedo, ou que pretendem aproveitar o tempo de viagem a descansar ou a trabalhar”.

Mas é precisamente esse o problema. Trabalhar implica — também — falar ao telemóvel. A CP diz que “o facto de ser possível utilizar comunicações móveis, de voz e dados, a par do espaço para trabalhar que existe nos comboios de longo curso, constitui uma diferenciação positiva importante” deste meio de transporte quando comparado com os seus concorrentes — “como o automóvel, o autocarro ou o avião”. A empresa não quer matar a galinha dos ovos de ouro porque sabe que muitos clientes da 1.ª classe preferem o comboio por esse motivo. E, para promover as viagens por motivos profissionais, até tem um lema: “Conforto para trabalhar. Comodidade para descontrair.”


Fonte oficial da empresa diz que “falar ao telemóvel pode ser quase idêntico a conversar com outro passageiro. O modo como é feito, o tom de voz e o cuidado em não incomodar outras pessoas é efectivamente uma questão de educação e civismo”. Por isso, os revisores têm instruções para intervir “nos casos em que o incumprimento pelos passageiros dos deveres que lhes incumbem perturbe os outros, cause danos ou interfira com a boa ordem do serviço de transporte”. Mas criar espaços reservados nos comboios para quem só prefere descansar está fora dos planos da empresa.

CP recusa transportar deficientes motores

No DN:

Empresa de transporte ferroviário não permite que scooters de mobilidade circulem nos comboios, alegando questões de segurança e ausência de legislação


Alexandre Moutela, 36 anos, portador de uma incapacidade motora de 76%, ficou a saber na semana passada que não pode viajar de comboio em Portugal. Isto porque se desloca numa "cadeira de rodas tipo scooter", um equipamento de mobilidade que está impedido de circular nos comboios da CP. O doente, que sofre de artrite idiopática juvenil desde os nove meses, considera que está a ser discriminado em razão da sua deficiência, mas a CP garante cumprir a legislação nacional e europeia.

De acordo com a informação disponibilizada no site, a CP considera que "se o equipamento tem um guiador frontal, motor elétrico e três a quatro rodas, então considera-se scooter de mobilidade, pelo que não pode viajar." Embora tenha as mesmas características, Alexandre Moutela alega que o seu equipamento "é uma cadeira de rodas tipo scooter prescrita pelo médico, comparticipada pela ADSE e com IVA a 6%", como "vem mencionado na fatura."

Na semana passada, o doente dirigiu-se à estação de comboios da CP em Estarreja e comprou bilhetes para viajar no Alfa Pendular de Aveiro para Lisboa no próximo dia 2, a fim de participar nas Jornadas Médicas da Andar - Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide. "A funcionária disse que podia viajar", mas quando tentou requisitar o SIM (Serviço Integrado de Mobilidade) foi impedido. "Disseram-me que era uma scooter de mobilidade e que não podia circular nos comboios da CP", contou ao DN. Não tendo conseguido acionar o serviço antecipadamente, não poderá viajar.

No mesmo dia, Alexandre quis viajar no comboio Suburbano para Aveiro e o revisor terá usado o mesmo argumento, acedendo a que viajasse por "especial favor." Para o doente, que já se queixou à CP e ao Provedor de Justiça, esta proibição vai contra a lei 46/2006, que proíbe a discriminação em função da deficiência e de risco agravado de saúde. "Estão a vedar-me o acesso a um transporte público." Com base no mesmo argumento, a Andar entregou um pedido de audiência urgente na comissão parlamentar de saúde.

Contactada pelo DN, a CP garante que "cumpre as regras de acessibilidade do sistema ferroviário da União Europeia, para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida". Relativamente ao facto de não admitir a circulação de scooters de mobilidade dentro dos comboios, enumera diversas razões, entre as quais questões relacionadas com a segurança. A empresa refere a "ocorrência de incidentes relacionados com o transporte" de scooters "que originaram atrasos significativos e até a intervenção dos bombeiros."

Por outro lado, a CP lembra que existe "uma multiplicidade e diversidade de modelos de scooters, e respetivas características técnicas, não regulamentadas, o que não facilita uma classificação clara." Na resposta enviada por email, a empresa justifica a recusa, ainda, com "a dimensão nacional dos serviços da CP e a diversidade das características do material circulante e das estações ferroviárias", bem como com a "ausência de legislação para o transporte deste tipo de equipamento em transporte publico."

A empresa de transporte público diz ainda que "tem todo o interesse em trabalhar na resolução de mais esta questão [...] assim que estejam reunidas as necessárias condições."

Os Verdes questionam Ministério

No passado dia 23, o partido ecologista Os Verdes encaminhou para o Ministério do Planeamento e Infraestruturas uma pergunta relativa a esta questão, lembrando que "são cada vez mais os cidadãos que têm que recorrer a scooters de mobilidade e que têm necessidade de se deslocar através de transportes públicos." Ao DN, o deputado José Luís Ferreira explicou que essa iniciativa nada teve a ver com este caso em particular, mas com outros relatos semelhantes. A expetativa, diz, "é que o Governo possa pressionar a CP para que seja permitido o embarque da scooter de mobilidade."

De acordo com o relatório de 2014 sobre a prática de atos discriminatórios em razão da deficiência e do risco agravado de saúde, foram apresentadas ao Instituto Nacional para a Reabilitação 335 queixas, cinco das quais relacionadas com transportes.

14 abril, 2016

Associação Comboios XXI - Convocatória


Convocam-se os associados da Associação Comboios do Século XXI para uma reunião ordinária da Assembleia Geral, no dia 18 de Abril de 2016, pelas 18h30, na Estação Ferroviária de Ermesinde com a seguinte ordem de trabalhos:

1- Informações;

2. Eleição dos corpos sociais;

3. Relatório de Atividades e Contas;

4. Outros assuntos;

O Presidente da Assembleia Geral

Bruno Almeida


Contacto: 962 557 275 (Nuno Gomes Lopes)

Estação e interface da Reboleira abre a 13 de abril


A 56ª estação da rede do Metropolitano de Lisboa – Reboleira – vai ser inagurada no próximo dia 13 abril, prolongando a linha azul até às freguesias de Falagueira/Venda Nova e de Águas Livres, no concelho da Amadora.

O novo troço da linha azul - Amadora-Este/Reboleira - acrescenta uma extensão de 937 metros que, desta forma, alcança 44,2km de comprimento e um total de 56 estações, nas suas quatro linhas autónomas (Amarela, Azul, Verde e Vermelha).

Com a nova estação de metro Reboleira é criado um novo Interface Multimodal que reforça o sistema de transportes da AML, reunindo metro, autocarros, comboio, táxis, ciclovia, e oferecendo, ainda, parqueamento de bicicletas e estacionamento automóvel.

O investimento total ascendeu a cerca de 60 milhões de euros, tendo sido co-financiado em cerca de 43 Milhões de Euros pelo Fundo de Coesão da União Europeia, no âmbito do Eixo I - Redes e Equipamentos Estruturantes Nacionais de Transportes e Mobilidade Sustentável, 

O novo troço irá ligar a baixa e centro da cidade de Lisboa a uma das mais importantes áreas residenciais do concelho da Amadora, oferecendo rapidez, comodidade e proximidade, transportando cerca sete milhões de passageiros por ano (em ano cruzeiro, a partir de 2020).

A partir do dia 13 de abril será possível viajar entre Reboleira e Marquês de Pombal, em 19 minutos e entre Reboleira e Baixa-Chiado, em 24 minutos.

Para além da redução dos tempos de viagem entre a Reboleira e Lisboa, a nova estação vai permitir uma redução, por ano, de 3 mil toneladas de emissões de CO2, o que associa a este empreendimento claros benefícios ambientais, dos quais se destacam a redução da emissão de poluentes e menores consumos de energia, a redução da pressão sobre o estacionamento, a redução da poluição sonora.

por: Carlos Moura

10 abril, 2016

Projeto de modernização da linha de Cascais só estará concluído em 2021



Projeto de modernização da linha de comboios de Cascais poderá mesmo avançar com dinheiros europeus. Governo vai pedir 126 milhões do Plano Juncker e obras deverão ficar concluídas em 2021.

O governo vai pedir a alocação de 126 milhões de euros de fundos comunitários do Plano Juncker para as tão aguardadas obras da linha de comboios de Cascais, avança o Diário de Notícias na edição deste domingo. O projeto para mudar a corrente elétrica da linha, incompatível com o resto da rede ferroviária, e renovar os comboios que lá circulam, é antigo. Mas devido à sua complexidade e ao elevado investimento exigido, tem sido permanentemente adiado.

Depois de abandonado o projeto do anterior governo de concessionar a linha suburbana a privados, que nunca saiu do papel, o plano passa agora por apresentar uma candidatura aos fundos europeus do pacote para infraestruturas. Segundo o DN deste domingo, as obras só deverão ficar concluídas no final de 2021.

As carruagens que circulam em Cascais tem várias décadas, algumas datam dos anos 50 do século passado, e apesar da renovação realizada ainda pela Sorefame no final dos anos 90, será necessário novo material circulante. Para além de tração elétrica e dos comboios, são também necessários investimentos na sinalização e na infraestrutura. O desgaste nas composições tem provocado um número crescente de avarias e intervenções de manutenção que já levou a CP a reduzir a oferta de comboios na linha de Cascais.

Já em fevereiro o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, tinha anunciado a intenção do Governo de usa o plano Juncker para o projeto de modernização daquela linha.

Na altura, Pedro Marques tinha dito que este seria o primeiro projeto do Estado português a ser alvo do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, da Comissão Europeia. “Este é um dos projetos que gostaríamos de candidatar ao Plano Juncker”, disse o governante no último dia 26 de fevereiro no Parlamento. O ministro não especificou como será feita a renovação dos comboios daquela linha, deixando apenas a certeza de que não haverá concessões para projetos na área dos transportes.

A modernização da linha ferroviária de Cascais era um dos projetos incluído no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas 2014-2020 aprovado em 2014 pelo anterior Governo de Passos Coelho, que previa um gasto de 160 milhões de euros financiados sobretudo por fundos comunitários.

07 abril, 2016

Alfa Pendular pode vir a ligar o berço à capital

No JN:

"A CP realizou, ontem, um ensaio com um comboio Alfa Pendular na linha de Guimarães. O objetivo é aferir a possibilidade de expandir aquele serviço até à “cidade-berço”, uma vez que a única ligação ferroviária de longo curso que existe atualmente entre Guimarães e Lisboa é através de intercidades."


24 março, 2016

Linha do Norte vai ter investimento de 30,5 milhões mas comboios não vão andar mais depressa

No Público:



Quando em 2005 o primeiro governo de Sócrates tomou posse, a então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, mandou parar o projecto de modernização da linha do Norte. Motivo: vinha aí o TGV e a ferrovia convencional ficaria relegada para segundo plano. Mas nos anos seguintes, a crise ditaria o fim da alta velocidade e condenaria o investimento no caminho-de-ferro a valores residuais. Agora, com troços completamente degradados na linha que é a coluna vertebral do sistema ferroviário português, é novamente um governo PS que retoma a modernização da linha do Norte.

Nesta terça-feira, o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. D’Oliveira Martins, assinou em Alfarelos um contrato de obra de 30,5 milhões para renovar o troço de 35 quilómetros entre aquela estação e Pampilhosa.

Entre o projecto que existia em 2005 e o que agora se vai executar, a diferença é enorme: em vez de uma terceira via para aumentar a capacidade, em vez da rectificação do traçado para aumentar a velocidade, far-se-á apenas uma substituição integral dos carris, travessas e carris.

O contrato, adjudicado à Opway (empresa presidida por Almerindo Marques que já presidiu à Estradas de Portugal, que por sua vez faz hoje parte da adjudicante Infraestruturas de Portugal) prevê ainda a estabilização de taludes, melhoria do sistema de drenagem e instalação de vedações para impedir o acesso à via.

Para os passageiros da linha do Norte não haverá qualquer redução do tempo de percurso porque os comboios não passarão a circular ali com maior velocidade. Nem tão pouco está previsto o alteamento da plataforma de via na zona de Alfarelos, zona sujeita a inundações, como aconteceu há poucas semanas em que a linha do Norte ficou cortada naquela estação devido à subida do Mondego. Nesse aspecto tudo continuará com antes.

As melhorias serão ao nível da fiabilidade, uma vez que passará a haver menos atrasos, aumentando também a segurança para os passageiros pois o troço em causa está muito envelhecido.

A Infraestruturas de Portugal (que reúne a Refer e a Estradas de Portugal) anunciou que esta empreitada faz parte de um conjunto de investimentos na linha do Norte, com financiamento comunitário, que totalizam 400 milhões de euros e que deverão ser executados até 2020.

Para que o corredor ferroviário que liga Porto a Lisboa fique em condições de exploração homogéneas e se eliminem os constrangimentos ainda existentes na infra-estrutura, falta ainda renovar a via entre Ovar e Gaia (33 quilómetros) e entre Vale de Santarém e Entroncamento (40 quilómetros).

No total, e contando com o Alfarelos – Pampilhosa, são 108 quilómetros (um terço da linha do Norte) que ficaram à margem da modernização iniciada em 1996. É por isso que actualmente uma viagem no Alfa Pendular é um autêntico rally ferroviário com a composição a deslizar a 220 Km/hora em troços modernizados e a circular aos solavancos a 80 Km/hora noutras secções que estão há décadas sem qualquer investimento.

Porto-Lisboa no Alfa a partir de 11 euros



No JN

A CP - Comboios de Portugal vai avançar no final deste mês com uma campanha de descontos nas viagens de longo curso com reduções que podem chegar aos 65% para quem comprar o bilhete com oito dias de antecedência. 

Dos 11.000 lugares por semana com desconto, mais de metade (6.700) destinam-se a viagens entre Lisboa e Porto, que terá em média 960 lugares por dia com reduções que podem chegar aos 62% no serviço Intercidades e aos 65% no Alfa Pendular, com preços a partir de 9,5 euros e 11 euros, respetivamente. 

Em janeiro, durante a apresentação da remodelação da frota do Alfa Pendular, o presidente da CP, Manuel Queiró, prometeu para breve uma resposta ao aumento da concorrência nas ligações entre Lisboa e Porto, depois do anúncio da TAP de duplicação das ligações aéreas entre as duas cidades, passando das atuais 57 frequências semanais para 114. 

A referida ponte aérea oferecerá 16 voos diários de ida e volta entre Porto e Lisboa a partir de 27 de março, utilizando os novos aviões TAP Express (atualmente Portugália) e também a frota A320 nos horários e períodos em que a procura é maior, com preços a partir de 39 euros. 

Em declarações à Lusa, Manuel Queiró explica que a nova campanha de descontos da CP cabe numa estratégia comercial que é praticada desde 2013, com resultados positivos em termos de passageiros e de proveitos, que agora dá mais um passo num "ambiente concorrencial mais apertado". 

"Começámos a registar resultados acumulados desta política e não queremos que esta estratégia cristalize", declarou, revelando que a compra antecipada com descontos representou um crescimento de 17,6% - mais 789 mil viagens -- em 2014 e 2015 à transportadora ferroviária. 

Sobre o aumento da concorrência, Manuel Queiró considerou que "foi positiva", depois do reforço da operação da companhia aérea de baixo custo Ryanair, acrescentando que a ponte aérea da TAP "é um incentivo para seguir na mesma estratégia, mas com incentivo extra". 

"Estamos atentos, mas alerta, mas estamos satisfeitos com o resultado deste confronto. Vem agora a TAP, o que é um incentivo para seguir na mesma estratégia, mas com incentivos extra", declarou. 

O presidente da CP sublinhou que os passageiros -- sobretudo aqueles que podem programar as viagens com antecedência -- são quem mais ganha com este aumento da concorrência, referindo que a campanha de descontos não se limita às viagens entre Lisboa e o Porto. 

"Lisboa -- Porto é um dos percursos beneficiados, mas a campanha beneficia todo o longo curso, que faz a ligação dos centros das principais cidades, como Braga, Guimarães, Aveiro, Coimbra, Guarda, Covilhã, Évora, Beja, Faro", declarou. 

Manuel Queiró acredita que "o resultado final vai ser transportar mais passageiros" em 2016, depois de, no último ano, ter transportado mais de 112 milhões, um aumento de 2,2 milhões face ao ano anterior, com crescimento em todos os serviços, mas sobretudo no longo curso. 

Aliado ao fator preço, a CP promete não descurar a qualidade do serviço, o que aliás está na origem de um investimento de 18 milhões de euros na renovação da frota do Alfa Pendular. 

Dizendo-se "otimista" sobre o resultado na nova campanha, Manuel Queiró escusou-se a fazer "previsões": "Estamos confiantes de que vai produzir o seu efeito, ainda que com um ambiente concorrencial acrescido".

07 março, 2016

Alguns Apontamentos sobre Comboios

Estação de São Bento 
Na Estação de São Bento, no Porto, há uma confusão inaceitável nas partidas dos comboios. Na mesma linha há, frequentemente, por falta de espaço, dois comboios juntos, um que avança (o da frente, claro) e outro que fica. Muitas pessoas não se apercebem disso. Passageiros menos habituados entram no comboio errado por falta de uma indicação precisa. É inadmissível! Os responsáveis esquecem que muitos passageiros são ocasionais (frequentemente estrangeiros) e não conhecem estes pormenores. 

Comboios Urbanos Rápidos entre Braga e Travagem
Ao contrário do que diz a CP, não há comboios urbanos rápidos entre Braga e Porto. Apenas há comboios rápidos entre Braga e Travagem (um apeadeiro situado antes de Ermesinde). Entre a Travagem e São Bento (e vice-versa) todos os comboios são lentos, ponto final. Admira-me que os municípios de Braga, Famalicão, Trofa e Porto aceitem esta situação como algo normal. 

A Estação da Trofa e  Outras 
A Estação da Trofa é um luxo ao lado das estações de Famalicão e Nine. Aquela tem elevadores, escadas rolantes e outras comodidades. Nine e Famalicão nem elevadores para pessoas de mobilidade reduzida possuem. Os responsáveis do município de Vila Nova de Famalicão estavam a dormir enquanto a REFER ia projetando estas estações. E no que toca a Famalicão, o estacionamento de veículos e a falta de ligação ao centro da cidade deviam ser motivo de vergonha. 

Lisboa-Madrid
Está previsto, ao que parece, fazer a ligação entre Lisboa e Madrid em pouco mais de 5 horas. Houve há dias uma reunião de responsáveis dos caminhos de ferro portugueses e espanhóis e fizeram essa promessa. Será necessário, para isso, melhorar, desde logo, a Linha da Beira Alta. Esta ligação com Madrid poderia ser feita, se tivéssemos linhas ferroviárias modernas do lado português, em menos de 3 horas – bastando para tal uma média de 200 km/hora. E se a ligação com Espanha se fizesse (como agora se faz) ao nível de Coimbra, então também o Porto estaria a menos de 3 horas de Madrid. Para quem não sabe, atualmente a viagem entre Lisboa e Madrid demora mais de 10 horas!

António Cândido de Oliveira

01 março, 2016

Eletrificação da linha do Minho lançada esta terça-feira

No JN:

"A Infraestruturas de Portugal anunciou esta segunda-feira ter aprovado a empreitada de eletrificação da Linha do Minho, no troço entre Nine e Viana do Castelo. O lançamento do concurso será publicado em Diário da República esta terça-feira, fonte oficial do Ministério do Planeamento.



O valor base do concurso será de 21,5 milhões de euros, que pagará a "eletrificação do troco Nine (exclusive) / Viana do Castelo (inclusive), numa extensão total de 43,6 quilómetros, a execução de estações técnicas e de trabalhos de adequação e melhoria das condições de exploração", adiantou a Infraestruturas de Portugal, em comunicado.

A obra deverá demorar um ano e meio a completar. Neste momento, a linha é de via única (não permite o cruzamento de comboios, como acontece na linha do Norte) e não está eletrificada. Apesar disso, diz a empresa, "regista elevado fluxo de circulação" e está "inserida em ambiente predominantemente rural mas também com zonas de características urbanas com grande densidade populacional, nomeadamente na proximidade de estacões e apeadeiros". Neste momento, a velocidade máxima é de 120 quilómetros por hora.

A eletrificação da linha ferroviária do Minho é uma reclamação antiga da região Norte e da Galiza. Depois de promessas por sucessivos Governos, há duas semanas, na assembleia-geral do Eixo Atlântico, o ministro do Planeamento Pedro Marques repetiu o compromisso. "Ainda no mês de fevereiro lançaremos o concurso público para a concretização das obras no troço Nine-Viana", disse.

Fonte oficial do ministério garantiu ao JN que o lançamento da empreitada será publicado em Diário da República esta terça-feira. Na assembleia-geral, o governante remeteu para mais tarde a melhoria do troço entre Viana do Castelo e Valença. "Entre 2017 e 2018 teremos obras estruturais na eletrificação destes dois troços e na resolução de vários constrangimentos relacionados com a qualidade e a rapidez do transporte de passageiros, mas também de mercadorias", afirmou."

29 fevereiro, 2016

"Andante" vai servir de Arouca a Vila do Conde

No JN:



"O coordenador dos transportes da Área Metropolitana do Porto anunciou, esta segunda-feira, que será alterado o modelo de gestão do Agrupamento Complementar de Empresas Transportes Intermodais do Porto (TIP). Segundo Marco Martins, presidente da Câmara de Gondomar, "a TIP será alterada na sua gestão, também em forma ainda a definir" com o Governo, que hoje mostrou "abertura" quanto a esta questão.

O autarca destacou o facto de esta alteração permitir "generalizar o Andante a toda a Área Metropolitana do Porto (AMP)", ou seja, vai permitir que um cidadão de um dos 17 municípios, quer seja de Gondomar, de Arouca ou de Vila do Conde, possa usar este título de transporte.

"Há uma grande vontade para que a TIP passe para uma outra gestão e seja mais abrangente e inclua toda a AMP", referiu, explicando que esta alteração "inclui um zonamento e a redefinição de algum tarifário", mas "sem agravamento para a população".

Marco Martins frisou que "a revisão do zonamento e a agilização do Andante nos operadores é muito complicada e tem de ser feita".

Esta é uma matéria que tem vindo a ser reclamada pelos autarcas "há dois anos" e "nunca teve feedback", disse, "e agora tem".

A TIP tem como objetivo garantir a implementação de um sistema de bilhética e tarifário comum e exclusivo para as agrupadas e aos operadores de transporte público que desejem aderir ao projeto.

Marco Martins falava aos jornalistas esta manhã, depois de uma reunião que os autarcas dos seis municípios servidos pela Sociedade de Transportes Coletivos do Porto tiveram com o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes."

22 fevereiro, 2016

O Caminho de ferro impossível

"Documentário exibido a 2 de janeiro de 2016 na RTP2 intitulado "O caminho de ferro impossível" onde é apresentada a história da Linha do Douro e sua extensão em Espanha até Salamanca. Na parte final, é apresentado um grupo de entusiastas desta linha, que lutam pela sua reabertura: a associação Tod@via! Os The Brave Ones participaram também na sua produção."